<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990</id><updated>2009-02-21T02:43:32.587Z</updated><title type='text'>r</title><subtitle type='html'>Quem aqui entrar pela vez primeira fica obrigado a respeitar a fútil lei criada por e para estes sítios: consultar de baixo para cima, do primeiro para o último apontamento publicado. Reclamações e não só para a caixa: aquiharato@hotmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>240</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112352681469895369</id><published>2005-08-08T19:43:00.000+01:00</published><updated>2005-08-08T19:46:54.706+01:00</updated><title type='text'>Continuamos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;a href="http://trav-erre.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112352681469895369?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112352681469895369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112352681469895369' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112352681469895369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112352681469895369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/continuamos.html' title='Continuamos'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112335700124571281</id><published>2005-08-06T20:36:00.000+01:00</published><updated>2005-08-06T20:38:03.796+01:00</updated><title type='text'>Terceiro Passo - Um Fim</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/rato%20texto.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/rato%20texto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112335700124571281?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112335700124571281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112335700124571281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112335700124571281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112335700124571281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/terceiro-passo-um-fim.html' title='Terceiro Passo - Um Fim'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112328510158581799</id><published>2005-08-06T00:31:00.000+01:00</published><updated>2005-08-06T00:38:21.596+01:00</updated><title type='text'>Segundo Passo Para Um Fim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(...) "A minha ratazana de Natal. Que outro nome lhe dar? Com os dedos rosados de firmes articulações que seguram a avelã, a amêndoa ou a comida prensada especial para ratos. Receando, ao princípio, pelas pontas dos meus dedos, comecei a mimá-la; com passas, bocadinhos de queijo, gema de ovo.&lt;br /&gt;Instalei-a ao meu lado. As suas vibrissas captam-me. Brinca com os meus dedos, que estão ao seu alcance. Falo com ela. Ao princípio, de planos em que não entram ratazanas, como se pudesse acontecer algo no futuro em que elas não entrassem, como se a Rata pudesse não estar cá quando o mar ousar apenas ondas pequenas, a floresta morrer por causa do homem ou, porventura, um homenzinho corcunda se fizer à estrada.&lt;br /&gt;Ultimamente tenho sonhado com ela: chatices escolares, insatisfação da carne, tudo o que no sonho se insinua das vidas em que estou metido; os meus sonhos diurnos, os meus sonhos nocturnos são o seu território privativo. Não há embrulhada em que ela, com o seu rabo pelado, não dê forma. Marcou tudo com o seu cheiro. Seja o que for que lhe oponha – mentiras do tamanho de um armário e com fundos falsos -, ela rói tudo. O seu constante dente, a sua arrogância de rata sábia. Já não sou eu que falo, mas ela que me faz discursos.&lt;br /&gt;Basta, diz. Vós já não existis. Sois do passado, uma fantasia que nós recordamos. Já não sois vós quem marca a data. Apagastes todas as perspectivas. Gastastes todos os cartuxos. Quase de uma vez só. Já era tempo!&lt;br /&gt;No futuro, só ratazanas. Poucas ao princípio, porque a vida acabou quase toda, mas já a Rata se multiplica enquanto narra o nosso fim. Ora entoa, lastimosa, em voz de falsete, como se quisesse ensinar às novas ninhadas a chorar a nossa perda, ora escarnece em língua de rato, como se o seu ódio ainda tivesse poder sobre nós: acabastes, acabastes!&lt;br /&gt;No entanto, objecto-lhe: Não, Rata, não! Ainda somos numerosos. Pontualmente, os noticiários dão conta dos nossos actos. Os planos que fazemos são subtis e, com toda a probabilidade, resultam. Pelo menos, a médio prazo, ainda cá estamos. Mesmo aquele homenzinho corcunda que se quer novamente intrometer, ainda há pouco, quando eu ia a descer as escadas da cave para ver como estão as maçãs de Inverno, disse que pode ser que seja o fim do homem, mas, no fundo, somos nós quem, em última análise, determina quando se fecha a loja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clama, que até faz eco: - No princípio era a proibição! Pois quando o Deus dos homens disse, vociferando de raiva: Quero mandar sobre a Terra um dilúvio de água para dar cabo de toda a carne onde haja um sopro de vida, foi-nos expressamente proibido entrar a bordo. Não nos deixaram passar quando Noé transformou a sua arca num zoo, se bem que o seu Deus castigador, em cujas graças ele caíra, tenha claramente dito lá do alto: de todo o animal limpo tomarás para ti sete e sete, o macho e a sua fêmea, pois que farei chover sobre a Terra quarenta dias e quarenta noites e apagar da face da Terra todos os seres que fiz. Pois arrependo-me da minha obra.&lt;br /&gt;E Noé fez o que o seu Deus lhe mandava e tomou das aves segundo a sua espécie, dos animais segundo a sua espécie e de todos os vermes da terra segundo a sua espécie; apenas das criaturas como nós não quis nenhum casal, nem o ratazano nem a ratazana, na sua casca de noz. Limpos ou não limpos, para ele não éramos nem uma coisa nem outra. Assim, cedo ganhou corpo o preconceito. Desde o início, o ódio e o desejo de ver aniquilado aquilo que faz engulhos na garganta e dá vontade de vomitar. O nojo inato que inspiramos ao homem impediu Noé de agir segundo a estrita palavra do seu Deus. Negou-nos, riscou-nos da sua lista, onde se nomeava tudo quanto respira.&lt;br /&gt;Baratas, aranhas negras, o verme que se contorce, até o piolho e o sapo pustulento, as moscas varejeiras de corpo metalizado, levou de tudo, um casal de cada, para a sua arca, mas exceptuou-nos a nós. Devíamos perecer como a restante humanidade numerosa e corrupta, da qual dissera o Todo-Poderoso, o Deus sempre vindicativo e maldizente da sua própria incompetência: grande era a maldade do homem na Terra e maus os desígnios e os desejos do seu coração.&lt;br /&gt;Depois fez chover durante quarenta dias e quarenta noites, até tudo ficar coberto de água, flutuando apenas a arca e o seu conteúdo. Mas, quando as águas baixaram e emergiram da cheia os primeiros cumes das montanhas, depois do corvo que fora solto, regressou a pomba, da qual se diz: Ela voltou para ele à hora da véspera e, vede, trazia no bico uma folha de oliveira. Só que não foi com uma folha verde, mas com a notícia espantosa que a pomba voltou para Noé: ela tinha visto, onde já nada mais rastejava ou voava, caganitas, caganitas de ratazana frescas.&lt;br /&gt;Então, aborrecido com a sua azelhice, Deus riu-se por ver que a desobediência de Noé nada pudera contra a nossa resistência vital. Disse, como sempre de cima para baixo: Sejam o ratazano e a ratazana, daqui em diante, companheiros do homem na Terra e portadores de todas as pragas prometidas…&lt;br /&gt;Disse mais coisas que não estão escritas. Inoculou-nos a peste e, à maneira dos todo-poderosos, caiu no engano d’alma de se julgar mais todo-poderoso ainda. Na sua mão de Deus ficara em segurança um casal da espécie não-limpa. Na divina mão tinha a pomba enviada por Noé visto as caganitas frescas de ratazanas. À divina manápula deve a nossa espécie a sua incontável sobrevivência, pois na palma da mão de Deus gerámos crias, nove, após o que a ninhada, enquanto as águas cobriram a terra durante cento e cinquenta dias, se desenvolveu até ser uma população rática, tão espaçosa é a mão de Deus Todo-poderoso.&lt;br /&gt;A seguir a este discurso, Noé guardou um silêncio ressentido, como era seu hábito desde muito novo. Mas quando a arca larga e chata bateu no fundo no Monte Ararat, tínhamos nós já ocupado o território deserto; pois tínhamos escapado ao dilúvio não na mão de Deus, mas em galerias subterrâneas obturadas com animais velhos e transformadas em câmaras de ar de salvamento. Nós, as do rabo grande! Nós, que captamos tudo com bigodes! Nós, as dos dentes que crescem continuamente! Nós, apertadas notas de rodapé do homem, seu comentário pululante. Nós, indestrutíveis!&lt;br /&gt;Passado pouco tempo, povoámos já a casca de noz de Noé. Nenhuma medida preventiva adiantou: o que ele comia também nós comíamos. O nosso número aumentou mais rapidamente do que era possível aos homens de Noé e aos seus animais seleccionados. Nunca mais a espécie humana se viu livre de nós.&lt;br /&gt;Então Noé, fingindo humildade perante o seu Deus, mas não obstante pondo-se no seu lugar, disse: Obstinado foi o meu coração por não ter seguido a palavra de Deus. Mesmo assim, por vontade do Todo-Poderoso, a ratazana sobreviveu connosco, sobre a Terra. Sombra do homem, condenada seja a revolver a imundície.&lt;br /&gt;Isto cumpriu-se, disse a Rata com que sonho. Qualquer sítio que o homem abandonasse, dele ficava o lixo. Mesmo quando lançado no encalço da verdade última e do seu Deus – quase a bater nos calcanhares de Deus -, o homem produz lixo. Pôde-se, sempre, reconhecer o homem pelo lixo que deixa, estratificado em camadas; pois, mais do que o homem, duram os seus dejectos. Só o lixo lhe sobreviveu!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Günter Grass, &lt;em&gt;A Ratazana&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112328510158581799?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112328510158581799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112328510158581799' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112328510158581799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112328510158581799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/segundo-passo-para-um-fim.html' title='Segundo Passo Para Um Fim'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112326828743456562</id><published>2005-08-05T19:45:00.000+01:00</published><updated>2005-08-05T19:58:07.443+01:00</updated><title type='text'>Primeiro Passo Para Um Fim</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc66;"&gt;Prosa Insana # 20&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já me pesa a vida, bela toca. Encaneço nesta lufa-lufa pelo alimento, exposto às maiores adversidades. Quase um ano de fuga… Cansa, não é assim? E estar permanentemente em alerta estoira com os nervos e enfraquece o coração, essa bomba que há-de rebentar, deixando de alimentar o circuito venal. E olha que já vai bombeando &lt;em&gt;menos&lt;/em&gt;… Ora, se &lt;em&gt;menos&lt;/em&gt; bombeia, mais os músculos dão de si, mais exposta fica a fraqueza da velhice. Aí chegados, tomados pela sombra da velhice, pardacenta se torna a parva vida; e ver-me-ei então em calças pardas, quando me faltarem as pernas para fintar ataques felinos, garras que do céu a pique voam, ziguezagueantes rastejares… enfim, de certa morte fugir. É bem melhor recolher umas quantas bagas enquanto é tempo! Bagas a dedo e cheiro seleccionadas, e com elas fazer a última refeição. Um rato vive o quê? Dois anos, se empurrado pela benfazeja sorte!?...  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não seria uma imagem degradante, ó toca? Eu, quase sem me puder mexer, arrastando-me pelos teus frescos recantos, pouco mais fazendo do que me lamentando da agudeza das dores que decerto sobrevirão. Não! Nego, renego e renegarei essa danação! Quero ter forças para perecer! E nada de tristezas, hem! Nem despedidas solenes. Doze bagas, uma por cada mês que ocupei esta arejada terra. Depois, sono… sonho, enfim. Mas tu; tu, toca; tu vais continuar. Aqui mesmo, nesta morada em breve por ocupar… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112326828743456562?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112326828743456562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112326828743456562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112326828743456562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112326828743456562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/primeiro-passo-para-um-fim.html' title='Primeiro Passo Para Um Fim'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112319825321419035</id><published>2005-08-05T00:29:00.000+01:00</published><updated>2005-08-05T00:30:53.220+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/Untitled-1.psd.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/400/Untitled-1.psd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112319825321419035?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112319825321419035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112319825321419035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112319825321419035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112319825321419035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/blog-post.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112306927299608873</id><published>2005-08-03T12:34:00.000+01:00</published><updated>2005-08-03T12:41:13.006+01:00</updated><title type='text'>Só Se o Homem Mandar VIII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, &lt;em&gt;Lindocão&lt;/em&gt;! Finalmente chegou o grande Agosto. Arriba a estrangeirada, essas aves endinheiradas, com muito euro no bico. É, pois, chegada a época em que entramos nós em acção. Sim, nós. Não penses que vou andar por aí sozinho. As tristes figuras devem andar acompanhadas. É dado comprovado; é dado literário, até. E o esforço que te peço para este extra de Verão está ao alcance de todos. Eis do que precisamos – lata. Lata na cabeça, mais uma lata para cada um, plantada em frente aos nossos focinhos que irão cheirar o cêntimo fresquinho, quando ele tilintar perto dos nossos ouvidos, fazendo aumentar o nosso parco pecúlio. Afastemos a crise e reconfortemos o miúdo estômago! E não nos digam que é trabalho menor, este, ou desprezível actividade, pois ficar quedo horas a fio, em posição menos digna para aumentar a pena e dobrar a dor, não está ao alcance de qualquer trabalhador. Mas para ti, &lt;em&gt;Lindocão&lt;/em&gt;, há uma recomendação especial: não dês ouvidos aos impropérios e às gargalhadas, nem às bocas escarninhas. Que não te dê para a dentada perante o insulto; ou para festivas manifestações perante o afago dos transeuntes, que serão, digamos assim, nossos patrões. E já se sabe: respeitinho perante o pagante! Merece-nos ele todo o respeito e até vénia constante, para que no final de cada dia, quando aparecer a brisa que no escuro respira, tenhamos o pedaço de pão que o corpo precisa. Ah! É falar em pão, &lt;em&gt;Lindocão&lt;/em&gt;, e já percebes a urgência desta diligência, o cuidadinho a ter, para mais logo ter o que comer. Pois bem, vamos a isto! E esperar que os olhos dos que estão em férias se humedeçam perante a indigência. Preferes lata ou fome? Lata, não é? Lata, Lindocão. Ou copo… Ou… &lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/400/SODR%3F%3F.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112306927299608873?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112306927299608873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112306927299608873' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112306927299608873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112306927299608873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/s-se-o-homem-mandar-viii.html' title='Só Se o Homem Mandar VIII'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112277234070328084</id><published>2005-07-31T02:04:00.000+01:00</published><updated>2005-07-31T13:18:12.866+01:00</updated><title type='text'>De (con)fundir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não há nada que enganar: quem muito se funde no outro, confunde-se, e confundindo-se, "fode-se". Nem em ciência nem em filosofia é preciso mergulhar: esta evidência bóia, à deriva, no mar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112277234070328084?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112277234070328084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112277234070328084' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112277234070328084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112277234070328084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/de-confundir.html' title='De (con)fundir'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112263482216656126</id><published>2005-07-29T11:56:00.000+01:00</published><updated>2005-07-29T12:00:22.176+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/Uelsman4_000.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/400/Uelsman4_000.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;                                                                     &lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.uelsmann.net/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Jerry Uelsmann&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112263482216656126?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112263482216656126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112263482216656126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112263482216656126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112263482216656126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/jerry-uelsmann.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112257785903830114</id><published>2005-07-28T19:59:00.000+01:00</published><updated>2005-07-28T20:10:59.046+01:00</updated><title type='text'>Poema pouco original do medo</title><content type='html'>O medo vai ter tudo&lt;br /&gt;pernas&lt;br /&gt;ambulâncias&lt;br /&gt;e o luxo blindado&lt;br /&gt;de alguns automóveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ter olhos onde ninguém os veja&lt;br /&gt;mãozinhas cautelosas&lt;br /&gt;enredos quase inocentes&lt;br /&gt;ouvidos não só nas paredes&lt;br /&gt;mas também no chão&lt;br /&gt;no tecto&lt;br /&gt;no murmúrio dos esgotos&lt;br /&gt;e talvez até (cautela!)&lt;br /&gt;ouvidos nos teus ouvidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo vai ter tudo&lt;br /&gt;fantasmas na ópera&lt;br /&gt;sessões contínuas de espiritismo&lt;br /&gt;milagres&lt;br /&gt;cortejos&lt;br /&gt;frases corajosas&lt;br /&gt;meninas exemplares&lt;br /&gt;seguras casas de penhor&lt;br /&gt;maliciosas casas de passe&lt;br /&gt;conferências várias&lt;br /&gt;congressos muitos&lt;br /&gt;óptimos empregos&lt;br /&gt;poemas originais&lt;br /&gt;e poemas como este&lt;br /&gt;projectos altamente porcos&lt;br /&gt;heróis&lt;br /&gt;(o medo vai ter heróis!)&lt;br /&gt;costureiras reais e irreais&lt;br /&gt;operários&lt;br /&gt;(assim assim)&lt;br /&gt;escriturários&lt;br /&gt;(muitos)&lt;br /&gt;intelectuais&lt;br /&gt;(o que se sabe)&lt;br /&gt;a tua voz talvez&lt;br /&gt;talvez a minha&lt;br /&gt;com certeza a deles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ter capitais&lt;br /&gt;países&lt;br /&gt;suspeitas como toda a gente&lt;br /&gt;muitíssimos amigos&lt;br /&gt;beijos&lt;br /&gt;namorados esverdeados&lt;br /&gt;amantes silenciosos&lt;br /&gt;ardentes&lt;br /&gt;e angustiados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah o medo vai ter tudo&lt;br /&gt;tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Penso no que o medo vai ter&lt;br /&gt;e tenho medo&lt;br /&gt;que é justamente&lt;br /&gt;o que o medo quer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo vai ter tudo&lt;br /&gt;quase tudo&lt;br /&gt;e cada um por seu caminho&lt;br /&gt;havemos todos de chegar&lt;br /&gt;quase todos&lt;br /&gt;a ratos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim&lt;br /&gt;a ratos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alexandre O'Neill &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112257785903830114?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112257785903830114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112257785903830114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112257785903830114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112257785903830114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/poema-pouco-original-do-medo.html' title='Poema pouco original do medo'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112247130200323026</id><published>2005-07-27T13:54:00.000+01:00</published><updated>2005-07-27T14:56:10.080+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 19</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há um luxo de grande valia para os pobres de espírito – a cegueira. Com ela, corre a vida na fantasia desejada. Passeia-se este cego atrás dos odores do reconhecimento, da fama rasteira, de se vender pela ninharia que é aparecer o seu nome mal escrito, com erros até, em veloz nota de rodapé. Muito feliz, cão audaz, ladra o cego para a celebridade, a droga que satisfaz. E abençoa a multidão, essa casca de melão sem semente, que rebola pela ânsia de pertencer ao grande grupo dos que engolem tudo o que se lhes dá. Engolem, não comem, não degustam, não apreciam – engolem, sem digestão. É a grande felicidade, senhores, a grande vitória na vida cheia de nada! Um nirvana para quem vende, quem se vende, e também para quem compra, vendendo-se. Quem tem &lt;em&gt;olhos bons&lt;/em&gt; é considerado o &lt;em&gt;verdadeiro cego&lt;/em&gt;, o tonto, o cenobita doente que na baba da boca da populaça fervilha e brota. Não se vendendo, o &lt;em&gt;vidente &lt;/em&gt;não existe, porque só o vendável vive, só ele existe. É uma valente corrupção - da alma. É o triste espectáculo da alma esgotada, a podridão premiada. E depois toca a confundir tudo. A honradez do &lt;em&gt;vidente&lt;/em&gt;, por exemplo, é hoje lida pelo rico cego vendido como inveja, esse vetusto mal nacional. Logo, uma &lt;em&gt;virtude&lt;/em&gt; vista como &lt;em&gt;pecado&lt;/em&gt;. E quem não entra nesta mentira, neste jogo de enganos; quem se recusa a receber cartas da súcia vendida, para além de invejoso, é apressadamente etiquetado como falhado, um pobre coitado, enrolado nos seus trapos, nos seus &lt;em&gt;gastos valores&lt;/em&gt;. Pois ao &lt;em&gt;falhado&lt;/em&gt; estendo a minha &lt;em&gt;falhada&lt;/em&gt; mão, a mão deste vosso pobre &lt;em&gt;eremita&lt;/em&gt; irmão, ainda mais recolhido nestes tempos de Verão, sem férias no lombo e em período de meditação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112247130200323026?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112247130200323026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112247130200323026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112247130200323026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112247130200323026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/prosa-insana-19.html' title='Prosa Insana # 19'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112083182538766846</id><published>2005-07-08T15:10:00.000+01:00</published><updated>2005-07-08T15:10:25.446+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/pause2.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/pause2.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112083182538766846?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112083182538766846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112083182538766846' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112083182538766846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112083182538766846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/blog-post.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112074101062841066</id><published>2005-07-07T13:55:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T13:56:50.630+01:00</updated><title type='text'>Breve apontamento "National Geographic" II (versão alternativa)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na selva da cidade, uma família inteira, plena de vontade, sujeita-se à admirável tecnologia. Sob a pele, um &lt;em&gt;chip&lt;/em&gt; vai permitir seguir os passos de cada um dos membros do grupo. Por mera coincidência, a família em estudo tende para a disfunção, o que só vai enriquecer o tom experimental da audaciosa ideia que, tudo indica, apenas pretende servir para a segurança de todos, sobretudo a segurança da família, claro está, que isto é coisa de boa-fé. Família que vai ficar mais segura, no caso, por exemplo, de um rapto, esse cancro que tanto se alastra. Vai saber-se em que lupanar a cabeça do chefe mergulha nas horas em que o expediente é para o gozo, em que pizzaria a esposa engorda, em que bar o rebento mais velho gasta (ou ganha) o tempo, e a que parque infantil a ama se passeia com a tenra petiza da família. Vamos saber por anda esta gente toda. Quer dizer, alguns vão saber. Que fazem eles? É uma maravilha, este admirável futuro novo, com pleonasmo, bem lido seja.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112074101062841066?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112074101062841066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112074101062841066' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074101062841066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074101062841066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/breve-apontamento-national-geographic_07.html' title='Breve apontamento &quot;National Geographic&quot; II (versão alternativa)'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112074092628479562</id><published>2005-07-07T13:53:00.000+01:00</published><updated>2005-07-08T18:15:54.510+01:00</updated><title type='text'>Breve apontamento "National Geographic" I (versão alternativa)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No caminho pedregoso achou-se salva a cobra rastejante, pacientemente enrolada na manha de se fazer passar por morta. De tão esperta que se achava, até a fome fintou, ignorando o cheiro a rato que por ali passou em inopinadas correrias. O rato, apalhaçado e tresandando a gozo de tanto se passear à frente de tão temível inimigo - saindo da perigosa brincadeira com o focinho risonho e inteiro - desapareceu assim que lhe cheirou a verdadeiro perigo. Homem no caminho. Não foi ele, o homem, no engodo rasteiro, cujo olho cientifico rapidamente observou a esperteza do réptil fiteiro. Andava o homem científico à procura de uma farsa na natureza, para lhe enfiar nas tripas um chip inteiro. A modos que o fizeram, sem que a esperteza da cobra desmanchasse o seu encantado estado, nem mudasse a pele do seu teatro. Personagem morta, assim se quis parecer, mesmo quando a fina dor da seringa se espalhou pela carne, antes do bisturi lhe rasgar o ventre. Aí sim, de ventre já aberto despertou, com as entranhas em sangue e de bocarra aberta, de onde salivava (chorava?) veneno. Tarde de mais. Toda ela estava agarrada a uma sonolência que sobrevinha da droga metida na corrente sanguínea. Sem fantasias, dormia. Com método, era cosida. Acordou zonza e ignorante, desconhecendo que daquele segundo em diante, o homem seguiria o rasto de todo o seu indolente rastejar. Soube-se em que rio se banhava, em que covil dormia, enfim, informações de grande valia…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112074092628479562?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112074092628479562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112074092628479562' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074092628479562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074092628479562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/breve-apontamento-national-geographic.html' title='Breve apontamento &quot;National Geographic&quot; I (versão alternativa)'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112074071636736251</id><published>2005-07-07T13:46:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T14:56:23.286+01:00</updated><title type='text'>"Transparência/Segredo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Muita gente ambiciona que o espectáculo das suas vidas seja transmitido pelos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;, talvez porque assim o pode fazer chegar às suas plateias ocultas. No entanto, a sociedade mediática e comunicacional está a colocar imensos problemas às pessoas. Transparência é a nova palavra de ordem, e nada tenho contra isso. Mas quem tem o poder, nomeadamente o Estado e as empresas privadas, sabe bem que «o segredo é a alma do negócio», diria eu, a fonte do poder. Vai daí, defendem a ferro e fogo os seus segredos: segredo de Estado, sigilo bancário, segredo judicial, segredo médico, nunca vimos tanta defesa de segredos institucionais, quando o espaço público e institucional deveria ser o mais transparente. Quanto ao segredo das pessoas, nomeadamente da sua mais íntima privacidade, nunca vimos tantas violações e tão pouca defesa contra elas. O &lt;em&gt;Big Brother&lt;/em&gt;, e suas variantes, estão por todo o lado.&lt;br /&gt;Se isto continuar assim, vamos assistir ao fim de autonomia de cada indivíduo. Os valores da sociedade ocidental baseiam-se na defesa desta autonomia, mas é a própria sociedade ocidental consumista e mediatizada que a está a destruir. Enquanto se mantiver o segredo (o poder) das chamadas empresas privadas, bem se percebe o interesse delas: transformar cada pessoa num elemento manipulado e sem espaço de autonomia nem crítica. Ou se mantém, sem espaço de liberdade, no sistema produtor-consumista, gerando os lucros das suas organizações, ou se marginaliza em ambientes onde o esperam grandes provações e novas manipulações, desta vez mais selvagens ainda.&lt;br /&gt;Se o leitor não sabe defender os seus segredos e quer um conselho secreto, ele aí está: não vá nessa da «transparência». A emancipação do Homem sempre se baseou na existência de vários espaços bem delimitados entre si. Em primeiro lugar, temos o espaço público, partilhado por todos, que é hoje (deveria ser) transparentemente veiculado pelos &lt;em&gt;mass media&lt;/em&gt;. Em segundo lugar, temos os vários espaços privados. Admitimos que o das empresas privadas seja um deles… mas que dizer do espaço familiar e das diferentes relações íntimas e de cumplicidade que se estabelecem ao longo da vida? A mútua partilha de segredos é a fonte destes relacionamentos e, uma vez transgredida, lá se vai o relacionamento e o espaço de liberdade que ele suportava. Se o leitor, por exemplo, entregar os seus segredos a outra pessoa e não receber os dela em troca, fica nas mãos dela. É o que acontece entre filhos e pais e, talvez, na relação com um médico ou advogado. Mas na relação entre adultos espero bem que isso não aconteça: os segredos devem ser partilhados para o poder ficar equilibrado. Desconfie de quem quer saber sobre si e não lhe conta nada em troca. Muitas pessoas que fazem isso estão a coleccionar peças de poder. Mas também é isso que fazem as empresas privadas que têm a sua ficha individual organizada nos seus bancos de dados.&lt;br /&gt;Finalmente, existe outro espaço que você deve manter, tanto quanto possível, inviolado: é o espaço da sua fantasia. Se deixar que lhe adivinhem os pensamentos, lá se vai a liberdade que lhe resta. Fica de tal modo paralisado, que já nem sequer conseguirá pensar. É esse o grande drama dos esquizofrénicos e, a não ser que opte por essa patologia, não lhe desejo essa sorte. Pelo contrário, são a fantasia e o sonho que nos fazem viver, às vezes contra as adversidades circunstanciais. Por isso, guarde bem esse tesouro. Pode partilhar um pouco com algumas pessoas chegadas, mas guarde sempre algo para si. Se sentir tudo isso muito pesado, lembre-se que a arte se alimenta da fantasia, e existe para que nos possamos esconder enquanto a mostramos.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Resta-lhe a subtileza das palavras. É com as palavras que construímos os nossos mundos, é com elas que esgrimimos, que nos defendemos e atacamos (ou nos atacam). Cada contexto da vida tem o seu discurso próprio, que temos de respeitar nas suas linhas gerais. Mas as palavras também nos pertencem, e é com elas que nos construímos. São as nossas palavras que, em cada momento, temos de filtrar cuidadosamente, deixando sair algumas e reservando outras para nós. De resto, também as palavras mostram e escondem simultaneamente, já que nunca nos exprimem na perfeição. Este jogo paradoxal de revelação/omissão ou, se quiser, de verdade/mentira, é inerente às palavras mas difícil de aprender. Se o dominar, use-o em sua defesa.&lt;br /&gt;Aceito que possa ter de omitir ou mentir aos outros, sobretudo quando tentarem invadir o seu espaço pessoal sem que você tenha feito mal a ninguém. Condescendo até que existam assuntos que você não queira saber. Numa sociedade com informação excessiva, parece-me vital saber seleccionar a informação que se adquirir. Mas não se esqueça que está condenado à lucidez. Condenado, sim, porque, se a lucidez é a maior conquista do Homem, ela é também a sua maior tragédia: cada um de nós sabe que há-de morrer. Por isso, evite mentir a si próprio, e não faça como os histriónicos que mentem primeiro a si próprios para se convencerem que são sinceros para os outros."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim escreve J. L. Pio Abreu, psiquiatra, no seu livro com o &lt;em&gt;sugestivo&lt;/em&gt; nome “Como Tornar-se Doente Mental”. O excerto que aqui trouxemos insere-se no sétimo e último capítulo: “Como não ser doente mental”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112074071636736251?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112074071636736251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112074071636736251' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074071636736251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074071636736251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/transparnciasegredo.html' title='&quot;Transparência/Segredo&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112074034187805776</id><published>2005-07-07T13:29:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T13:45:41.913+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/everybodywantstoknow_cover250.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/320/everybodywantstoknow_cover250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Swell - Everybody Wants to Know&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://mp301.epitonic.com/streamed/files/reg/songs/mp3/Swell-Everybody_Wants_To_Know.mp3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mp3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/hailtothethief_cover250.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="266" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/320/hailtothethief_cover250.jpg" width="250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Radiohead -  There There&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onclick="return getPlayerWindow(this)" href="http://www.epitonic.com/songstreamer?coid=898032&amp;bbadd=yes"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;play&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112074034187805776?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112074034187805776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112074034187805776' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074034187805776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074034187805776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/swell-everybody-wants-to-know-mp3.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112067014681082975</id><published>2005-07-06T18:15:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T19:48:48.246+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 18</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não raras vezes as maiores bizarrias estão em nós, ocultas. Não damos por elas, e alegremente vamos passeando pelo bosque da vida, julgando que nos conhecemos muito bem. Por fora, os olhos e os espelhos mostram-nos que aspecto tem o invólucro que o corpo é, e, tirando o envelhecimento a que assistimos diariamente ou uma maldosa partida do Destino, estamos (quase) certos de que a nossa aparência não se modificará da noite para o dia, sem que nada tenhamos feito para alterar a nossa imagem. E por dentro também julgamos nós que poucos segredos existem. Não falamos em nos conhecermos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, não senhor, que é caso sério, anguloso, senão mesmo bicudo, cuja descoberta total em vida é uma doce miragem. Falamos de órgãos que a ciência, os livros, a escola, a Internet e a televisão abundantemente nos mostram. Não só sabemos que temos coração, estômago, pulmões, etc., como também os vemos. Ou vimos, no pretérito. Num documentário, por exemplo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À luz da &lt;em&gt;publicidade&lt;/em&gt; que &lt;em&gt;vende&lt;/em&gt; a boa ideia de sermos "todos diferentes todos iguais", supomos que dentro de cada um de nós se alojam os ditos órgão normais, aqueles que todos têm, logo, todos temos. Mais ou menos estômago, maior ou menor tripa, lá se encaixam todos, nos devidos lugares. Pode ser uma mentira...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já por fora, para além de pudermos facilmente nos fantasiar com uma miríade de tintas e &lt;em&gt;estéticas operatórias&lt;/em&gt;, começam a aparecer casos assombrosamente enigmáticos. É o caso de quem se deita com uma certa fisionomia e acorda com outra, transfigurado, sendo essa, ainda por cima, uma fonte de ímpar (e impar) sucesso em certa blogosfera, que revela, segundo se grita, uma bombástica inteligência, com muita parra, ainda que amarelada, e pouca uva, passada. São opiniões... E gosto, que se não discute, como é sabido; muito menos o meu, pouco dado a &lt;em&gt;convenções&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, com tudo isto fico abismado. É que, mesmo pouco cogitando sobre o assunto, sempre me intrigaram certas metamorfoses espontâneas que ocorram fora do mundo dos insectos e/ou da literatura. Enfim, defeito meu: faz parte de uma certa incredulidade minha perante certos fenómenos. Ou fazia, porque lá diz o povo: «pela boca morre o peixe», que o mesmo é dizer: «&lt;em&gt;na ratoeira se fina o rato&lt;/em&gt;.» E porquê? Porque hoje, meus caros leitores, desafiando leis e lógicas que julgava irrefutáveis, acordei... Assim:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/rato.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/rato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim: exangue, sem coração, derramando verde sumo por entre postas. Irreconhecível, por dentro e até por fora! Vá lá a gente acreditar no que por dentro vive!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Agradecemos à Susana, por nos ter enviado tão desconcertante híbrido.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112067014681082975?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112067014681082975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112067014681082975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112067014681082975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112067014681082975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/prosa-insana-18.html' title='Prosa Insana # 18'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112048315634466825</id><published>2005-07-04T14:19:00.000+01:00</published><updated>2005-07-04T14:23:04.186+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/kiarostami.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/kiarostami.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sensesofcinema.com/contents/directors/02/kiarostami.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Abbas Kiarostami&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.iranian.com/Arts/Aug98/Kiarostami/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;I have always thought that the audience is much more creative than we credit them to be and I feel they can do a lot with the stories we pose for them. The only difference between my spectators and I is that I have a camera in hand and they don't. I don't see the spectators as any less creative that I am, and believe that sometimes, left to themselves, they can come up with a better ending than I can! Often people go to see a film with the expectation that a story will be told. I do not like this arrangement where there is a dichotomy between me, as the storyteller, and the spectator, as the one sitting there and watching the story as such. I prefer to believe that the spectators are much more intelligent and actually see it as unfair that I get the chance to captivate them for two hours telling them the story, ending it the way I say it must end and so on. So I actually want to give them more credit by involving them and distributing the sense of belonging between myself and the spectator, so I leave it open and that way s/he could end it the way he/she wants to end it.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;" &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112048315634466825?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112048315634466825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112048315634466825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112048315634466825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112048315634466825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/abbas-kiarostami-i-have-always-thought.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112041663260727473</id><published>2005-07-03T19:40:00.000+01:00</published><updated>2005-07-03T19:50:32.616+01:00</updated><title type='text'>"Cinema português nas noites da 2"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/07/03/media/verao_cinema_portugues_noites_2.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A 2 inicia na segunda-feira um novo ciclo de cinema com programação alternativa, que se prolonga pelas próximas nove semanas de Verão. Frágil como o Mundo (de Rita Azevedo Gomes), Fintar o Destino (realizado por Fernando Vendrell), Água e Sal (assinado por Teresa Villaverde), Quando Troveja (da autoria de Manuel Mozos) e No Quarto de Vanda (de Pedro Costa) são as cinco obras previstas para o arranque do ciclo, representativo de uma nova geração de realizadores portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, não vamos aqui falar da qualidade dos filmes, dos seus problemas de argumento ou na sempre delicada área técnica. Não vamos pelo lado da crítica, fazendo uma radiografia a estas obras assinadas em português. Também não vamos dissecar a interpretação dos actores, alguns deles, refira-se, não profissionais. Muito menos descobrir e analisar os &lt;em&gt;negativos&lt;/em&gt; expostos nestes fotogramas. Nada de mal ou bem dizer. Apenas informar e saudar a iniciativa. É no Verão, bem sabemos, aquela altura em que também a televisão&lt;em&gt; joga no defeso&lt;/em&gt;, à semelhança dessa outra apaixonante actividade em forma de desporto que consome boa parte do bom povo. E também é lamentável, sim. É lamentável que se escolha esta época do ano em que a televisão faz pausa (porque anda o divertido telespectador mais interessado em banhos que em banhadas) para divulgar cinema português, nessa caixa que na realidade pouco de bom oferece. Mas, enfim, sempre acontece. É no Verão e na &lt;strong&gt;&lt;a href="http://195.245.179.232/EPG/tv/epg-dia.php?canal=8&amp;ac=d&amp;amp;sem=e"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, essa ignorada alternativa. Mas passa, para quem não quiser deixar passar a iniciativa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112041663260727473?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112041663260727473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112041663260727473' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112041663260727473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112041663260727473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/cinema-portugus-nas-noites-da-2.html' title='&quot;Cinema português nas noites da 2&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112041250102005588</id><published>2005-07-03T18:36:00.000+01:00</published><updated>2005-07-03T18:41:41.026+01:00</updated><title type='text'>Domingo em "Viagem ao Fim da Noite"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"As ideias também acabam por ter o seu domingo; fica-se ainda mais pasmado do que é hábito. Para ali estamos, ocos. A sofrer com isso. A gozar com isso. Não falamos. Nada temos para contar porque, no fundo, nada acontece; somos pobres de mais, a vida fatiga-nos? Seria natural."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Ao domingo à noite suspiros, emoções e impaciências não têm papas na língua. O amor-próprio está na ponte dominical, e para mais com um grão na asa. Depois de um dia inteiro de liberdade alcoólica, é ver os escravos estremecer; custa mantê-los quietos, fungam, dão bufidos e fazem tilintar as correntes."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Louis-Ferdinand Céline, &lt;em&gt;Viagem ao Fim da Noite&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112041250102005588?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112041250102005588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112041250102005588' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112041250102005588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112041250102005588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/domingo-em-viagem-ao-fim-da-noite.html' title='Domingo em &quot;Viagem ao Fim da Noite&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112025557651589773</id><published>2005-07-01T22:58:00.000+01:00</published><updated>2005-07-01T23:06:16.523+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/Frayeur%20(1924).jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/320/Frayeur%20%281924%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jean Dubuffet - Frayeur (1924)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112025557651589773?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112025557651589773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112025557651589773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112025557651589773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112025557651589773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/jean-dubuffet-frayeur-1924.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112024794475852184</id><published>2005-07-01T20:44:00.000+01:00</published><updated>2005-07-04T11:33:41.273+01:00</updated><title type='text'>Terra a Terra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda que não de pia forma, acreditamos no que por aí se grita e às vezes até se vê: o país está deprimido. Ele é o IVA, é o custo de vida, é o desemprego, é a mentira… Enfim, um ror de causas a que as estatísticas dão vida com negros números, expressando que uma grande maioria descrê &lt;em&gt;em si&lt;/em&gt; e no país, todos abalroados pela crise que grassa por aí. E tão deprimidos andamos, que é natural que a memória seja afectada (como se sabe, um sintoma dos estados depressivos). Leva-nos isto a supor que certas publicações antiquíssimas não só caíram no esquecimento profundo, como nem no dito Portugal profundo se avistam, o que não se estranha, porque, e raios partam a maior depressão: somos campeões no analfabetismo. Falamos do "&lt;strong&gt;Borda d’Água&lt;/strong&gt;", meus amigos, «O Verdadeiro Almanaque», que por um euro e vinte cêntimos se vende, e que oferece, segundo as suas próprias letras, «um reportório útil a toda a gente.» A gente desconfia deste género de generalizações, destas &lt;em&gt;globalizações,&lt;/em&gt; mas, quem sabe se não têm eles alguma razão? Afinal, é certo e sabido que num estado depressivo o raciocínio é fortemente afectado, incapacitando o doente de bem pensar, por se encontrar a clarividência depauperada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim sendo, vejamos o que nos diz o almanaque. Talvez nos ajude nalguma coisa. Quem sabe se não é com ele que afastamos alguma parte da crise? Não a do país, claro está, que o nosso delírio não chega a tanto, mas, pelo menos, ajudar a afastar de cada um de nós o mal da miséria, aquela que nos impossibilita de alimentar o estômago. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pedindo desculpa aos nossos leitores, vamos seleccionar alguma informação. Sim, sim, assim é. Prometendo, porém, não ceifar do seu contexto a informação nele inscrita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim diz (no que se refere a este Julho que hoje começa. Aprisionados entres parêntesis, deixamos alguns pensamentos. Dispensáveis, claro, mas que, metediços, se intrometeram.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Junho, Julho e Agosto / Senhora, não sou vosso." &lt;em&gt;(A reflectir.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Dia) "1 – 6ª F., &lt;em&gt;(sim. Confere.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sangue redentor de Jesus Cristo, &lt;em&gt;(Sim.) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. M. da Arquitectura, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. da Força Aérea, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. das cooperativas, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. do Salvamento, &lt;em&gt;(Cá está. Algo nada despiciendo.) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. do Selo, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feriado na Madeira."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(saltamos a parte da astrologia, por ser tão do agrado das massas, que temos receio de ser invadidos por uma multidão, sequiosa deste género de brindes. Já basta este "post" que não lembra ao diabo!…)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Agricultura. Jardinagem. Animais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Julho é o mês da ceifa e da debulha. Há que lavrar os canteiros; terminar a colheita da batata temporã e começar ou acabar a destinada a semente; semear hortaliças; feijões verdes e alfaces (para antes do início dos frios do Inverno), nabos e couves tardias, e no final do mês, cenouras, rábanos, salsa e plantas análogas. Colher: alfaces, alhos, beterraba roxa, beringelas, cebolas, cenouras, couves, espinafres de Verão, feijão, tomate. No final do mês, os aipos e alguns melões. Roçar matos para estrume. No crescente da Lua cobrir cepas. &lt;strong&gt;Na Horta&lt;/strong&gt;. Semear ao &lt;em&gt;ar livre&lt;/em&gt;: agriões, alface de Outono e Inverno, beldroegas, cenoura, couve-de-bruxelas, couve-nabo, couve-flor tardia, feijão de trepar e anão, nabos, rabanetes, repolho de Inverno, salsa. As regas são muito necessárias. &lt;strong&gt;No Jardim&lt;/strong&gt;. Semear: amores-perfeitos, calêndulas, etc., bem como plantas bienais e vivazes de germinação lenta, para serem transplantadas no Outono. Colher: as primeiras sementes. &lt;strong&gt;Gado.&lt;/strong&gt; Atenção à sede e higiene dos animais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. Assim reza o Almanaque. Agora já temos alguma informação. Nada de desculpas, hem! Se o infortúnio aparecer e não tivermos o que comer, já sabemos o que fazer. Nada de chorar sobre a crise. É ir preparando o terreno. Sobre a crise, é plantar. E colher. Quem diz batatas, diz confiança. Ou melhor, acção!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112024794475852184?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112024794475852184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112024794475852184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112024794475852184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112024794475852184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/terra-terra.html' title='Terra a Terra'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112003922915192610</id><published>2005-06-29T10:25:00.000+01:00</published><updated>2005-06-29T11:49:50.466+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 14</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que bela ideia deu ao nosso &lt;em&gt;herói&lt;/em&gt;, caríssima &lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;M. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que, depois de com gosto a ler, também ele apressadamente se dirigiu ao &lt;em&gt;assunto&lt;/em&gt;, procurando bom desporto. Os resultados, que nem sempre correm pelo melhor, aqui se apresentam, em diálogo, claro está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Muito boa tarde.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Boas-tardes, graciosa senhora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Que deseja? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- De antemão lhe pedindo desculpas, atrevo-me a dizer que se tivesse a sua figura nunca descansaria as coisas nesse pé, que os desejos, perante tão belos olhos, podem ser tão ilimitados, que só depois de atingir o Céu teria confissão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Diga. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não se enfureça, senhora, que bem galantear sobre a verdade, não merece reprimenda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Diga. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pretendo inscrever-me neste salão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Salão? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pelo que os meus berlindes observam, diz-me a imaginação que esta casa terá salas a perder de vista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;E também temos actividades ao ar livre. Quer inscrever-se? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Se é esse o termo, sim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Em quê?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Em papel. Sempre em papel. Não quero a minha graça em computadores, se fizer a fineza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Sim, mas em que modalidade? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como pôr na boca o que a cabeça pede… Tem alguma que se oriente pelo Oriente? Que torne o corpo em que a idade ja vai pesando um pouco mais leve de levar, por assim dizer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Como assim? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Digamos assim… Uma coisa total, que sou pouco dado a só trabalhar partes, não falando em partidos, que esses já têm o nome com eles, se bem chega a mim. Actividade para o músculo, osso e alma... Meditabunda! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Olhe… &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vejo no seu delineado sobrolho que levou ao peito o rabo da palavra, minha senhora. Meditação, se menos aflição lhe fizer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Temos ioga. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Temos inscrição! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;É muito bom. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Muito obrigado. Passam-se anos sem ouvir frases tão agradáveis como a que saiu do seu encanto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Qual é o seu nome? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- A minha graça é M.A., mas na verdade quero fazer uma inscrição dupla. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Dupla?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Também é meu desejo inscrever o Espírito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Desculpe?!...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O Espírito é um belo animal, minha senhora. E andando tão desassossegado, pensei que &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Um animal?... Não percebo.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nem eu. Imagine que numa noite farejou os meus passos, e que desde esse dia, salvo seja, nunca mais quis viver errando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Mas um animal?... Ainda não percebo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Selvagem mas manso, este Espírito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;E chama-se Espírito?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não é uma boa graça, minha senhora? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;É estranho.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mesmo que no seu mavioso tom não lhe note nota de interrogação, lhe respondo: é, é estranho. E rafeiro, se mais deseja entender. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não… O nome é que é estranho.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ora essa! Na medalha que ostenta sobre esse belo peito leio Florbela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;É normal!!! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já vê: tudo é normal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Mas aqui não aceitamos animais. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não sou vegetal, bela flor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;O Espírito é um cão, certo?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não me faça pensar, minha senhora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Olhe, desculpe lá mas não percebo nada da sua conversa e não estou para aturar malucos.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não pensa, bela flor? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não penso em quê?! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Esquecendo o animal que o Espírito é, e noutro contexto analisarmos se o espírito, o outro, é ou não um cão, também ele noutro sentido, não a faz pensar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Aqui não podem entrar cães! Ponto final!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E no jardim, bela flor? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Ai, ai; ai, ai. Qual jardim?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tem esta casa actividades ao ar livre, acreditando na sua insuspeita sinceridade. Se assim é, logo na minha imaginação se plantou um jardim onde praticar o que se paga para usufruir de bom desporto. Ou entro em enganos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;O senhor quer inscrever um cão em aulas de ioga? Tenha juízo! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ajuíze também a senhora, se não lhe transtornar tão meritório exercício. Por que razão não pode um animal estar num jardim? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;São as regras! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que cegam! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Que cegam? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- São as regras que cegam, minha senhora. Noutro jardim, o Espírito vagueia livremente. Neste, não entra, segundo as suas boas regras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não pode. Prontos!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Prontos? Assim se estraga o ramalhete, minha flor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Saia daqui pra fora senão chamo o segurança. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acalme a sua raiva e deixe lá enjaulada a sua fera. Para me acompanhar já tenho Espírito, não preciso de primata. Mas, permitindo-me, e se não navego eu a milhas da boa Ilha da Verdade, a filosofia oriental é muito afeiçoada ao animal. Deviam criar um espaço para eles. Quem sabe se a verdadeira fortuna não está em bem cuidar da Natureza, aquela que alberga outros animais além de nós, maus reis deste mundo. É uma sugestão, que de e com graça lhe deixo. Boas-tardes, bela flor. Meditabundas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112003922915192610?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112003922915192610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112003922915192610' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112003922915192610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112003922915192610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/dilogos-de-morte-14.html' title='Diálogos de Morte # 14'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111952965396028043</id><published>2005-06-23T13:16:00.000+01:00</published><updated>2005-06-23T13:27:33.966+01:00</updated><title type='text'>Por Outros Lados...</title><content type='html'>&lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Não há tradição portuguesa, na generalidade, de bons críticos no sentido de alguém capaz de dedicar consideração (em sentido etimológico) a uma obra, salvo algumas excepções em que destaco João Lopes, para referir um honroso exemplo no caso do cinema. Há críticos honestos e discretos mas pouco apelativos ao leitor comum, há críticos que acredito se creiam honestos mas cujo perfil os denuncia em sentido bem diverso.&lt;br /&gt;E depois há todo um exército (é este o termo exacto para o espírito corporativo e/ou castrense de que enfermam e que nem fazem qualquer questão em camuflar, ostentando-o mesmo como farda de gala) cujo papel mais tem de 'jornal-de-parede' à luz de qualquer manual de &lt;em&gt;marketing,&lt;/em&gt; ainda que elementar, e que vai escrevendo aqui e ali textículos rudimentares em que promove um autor de quem é, frequentemente, amigo, compincha, sócio, etc. (para evitar recorrer a eufemismos)."&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;No &lt;strong&gt;azul cobalto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111952965396028043?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111952965396028043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111952965396028043' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111952965396028043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111952965396028043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/por-outros-lados.html' title='Por Outros Lados...'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111943267968508361</id><published>2005-06-22T10:31:00.000+01:00</published><updated>2005-06-22T10:34:27.786+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/selftitled_cover250.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/selftitled_cover250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://brainwashed.com/!!!/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Chik Chik Chik&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;There's No Fucking Rules, Dude&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://mp301.epitonic.com/streamed/files/reg/songs/mp3/Chik_Chik_Chik-Theres_No_Fucking_Rules_Dude.mp3"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;mp3&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111943267968508361?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111943267968508361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111943267968508361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111943267968508361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111943267968508361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/chik-chik-chik-theres-no-fucking-rules.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111935783460249006</id><published>2005-06-21T12:50:00.000+01:00</published><updated>2005-06-21T18:40:01.273+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 13</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caríssimos leitores,&lt;br /&gt;Não que estejamos muito virados para o &lt;em&gt;diálogo&lt;/em&gt;, por aqui. Aliás, muito pelo contrário (se bem que algumas excepções sejam tão dignas de aplausos, que nos fazem soltar um sonoro e isolado comentário: «&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Que &lt;em&gt;divino canto&lt;/em&gt; tenho eu &lt;em&gt;ouvido&lt;/em&gt; por aí, &lt;em&gt;Maestro&lt;/em&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; E SIM, que se apele veementemente ao regresso da ilustre ave, teimosamente adormecida. Que descanse – nisso não me meto -, mas que não nos faça isto: não nos abandone! Nada de &lt;em&gt;segundas extinções&lt;/em&gt;, caro &lt;strong&gt;&lt;a href="http://001.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Dodo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. Ponha-se na nossa pena. Todos os dias aparecer na sua óptima casa e dar de caras com a mesma imagem de ausência. Garanto-lhe: Não mata nem mói - dói.») &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Concluído o imperioso desvio, retomemos. Não estamos, divagava-se, muito dados ao diálogo, mas sempre nos vai apetecendo postar diálogos, que, podendo parecer, não é a mesma coisa. Por isso, cá vai mais um, mesmo que perigosamente nos acusem, e com alguma justiça – mesmo que cega ou (e)vidente -, de provocar enfado nas legitimas expectativas dos visitantes, esses bravos resistentes que ainda se aventuram, destemidamente entrando nesta toca perdida. É que não se expondo muitos casos &lt;em&gt;anedóticos,&lt;/em&gt; não se falando de óbitos, não fazendo da intriga &lt;em&gt;notícia&lt;/em&gt;, não querendo seriamente pisar no minado terreno político, não exibindo uma inteligência de excepção; enfim, sem uma grande colecção de excitantes trunfos, não é de espantar que este cavernoso espaço seja sumariamente ignorado. E até vos digo: Acho bem! Ninguém escapa à furiosa selecção natural, nem mesmo um blogue. Não, não. Não estou a queixar-me - não tenho do quê. E convenhamos: com &lt;em&gt;escrituras&lt;/em&gt; destas, não é… lícito nem &lt;em&gt;saudável&lt;/em&gt; esperar muitas simpatias neste largo planeta da&lt;em&gt; "blogos-fera"&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://001.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Volte!)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Feito este disparatado intróito, completamente dispensável mas que com bravura se impôs, revelando-se mais forte que estas desobedientes mãos que teimam em escrevinhar, as putas; posto isto, estamos preparados para fazer entrar em cena a cena dialogada que a partir de agora se representa, assim:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Tem lume? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não me falta, não senhor! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Era capaz de me dar uma chama para queimar este mata-gatos? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não era, sou! Todas as chamas são poucas para matar bichos falsos. Mas permita-me: entrou numa ligeira confusão – acho que o que deseja queimar se chama mata-ratos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Sei do que falo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acho bem. Falar do que se não sabe não é só má escolha; é um escolho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Na minha cabeça serão sempre, sempre mata-gatos! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não discuto. Cada um com as suas convicções! Dizem que o respeitinho é coisa bonita. E mais: há quem goste! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;É defensor desse paneleiro que é fodido por toda a gente? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nunca tinha pensado nas coisas dessa estranha forma, ó ... Não se importa que o trate por Mata-gatos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Importo-me com tudo. Tudo! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Às vezes também me baila essa tristeza cá nos "interstícios" da alma, mas nada que uma injecção de confiança interior seguida de um ardente bagaço não mate. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Quer?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quero? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Um bagaço!... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não declino, não senhor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Beba daqui mesmo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Obrigado, Mata-gatos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;O meu nome é Sebastião. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E tem dom? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Claro! Dom Sebastião! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mesmo que me desacredite, lho digo: Tem cara disso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; De Sebastião? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- De ser o D. Sebastião. E mais ouso acrescentar: malucos, há muitos, mas nem todos são notáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Notável!... Que merda é essa? Não encontro um notável há séculos! Nem quero! E isto serve para as duas frentes: se alguém me notar, escarro-lhe nas trombas! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E já vão dois, nessa cegueira, digamos assim. Também eu não os noto com dignidade. Mas olhe que há muito valor por aí, para não falar noutros casos, bem diferentes: os daqueles que se fazem notar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Estou-me a cagar.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sua Majestade é quem bem sabe! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Raisparta o mata-gatos! É sempre a mesma merda: está a gente a tirar prazer da matança quando o bicho se apaga. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não desanime, homem! O segredo está sempre na boa resolução. Tome lá mais uma chama para assanhar esse gato. Fuma muito? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;O que posso.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É bem visto. E quanto pode? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Já posso pouco. O Estado fodeu-me. Tirou-me tudo. Só pensam em chupar, esses cabrões! Esses e aqueles todos! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não mente, apesar de às vezes os meus botões desconfiarem dessa incrível máxima universal que assim reza: A culpa é do outro. Já o Estado… É uma máquina apetrechada com grande aparelho de sucção, sim senhor, mas um bocado viciada, não acha? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não acho nada. Sei coisas que não me saem da cabeça. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ó Mata-gatos, as coisas que não saem da cabeça, ruminadas até ao tutano por assim dizer; isto é, alegremente baralhando os conceitos que só servem para nos baralhar, transformam-se em lapas podres. Deite essa "coisa-lapa" cá para fora! E não pense que isto é um conselho, Deus me livre!, muito menos de grande valia; ou que estou a contrariá-lo. Eu, a Majestades, presto sempre uma genuína vénia. Até acho que às vezes deviam ser uma espécie de guias espirituais. Se calhar o nevoeiro anda em toda a parte menos por esses fantásticos lados! Do avesso anda o mundo quando se tomam algumas Majestades pela ralé, não é?! Agora sou eu que lhe ofereço do seu bagaço. Partilhar, Majestade, partilhar! E mais uma chama, que esse teimoso gato é resistente! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Está a ver aqueles todos que ali estão? Todos me conhecem. Nem um me fala. São gatos importantes, os falsos. Esquivam-se. Desviam o olhar, cospem, os filhos da puta! Soube-lhes bem comer enquanto lhes agradou. Roubaram-me toda a terra. Toda! Agora que nada tenho, cospem. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Cuspa também, ó Majestade. Mas tenha cuidado com a altura: quem cospe para o ar acaba por ficar escarrado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Eu cá não cuspo neles. Tenho mais dignidade num pintelho que eles no corpo todo! Mas sei o que lhes vai acontecer… &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Queimados! Como este cigarro! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Correndo o risco de mal julgar, percebo-o: Serão consumidos, talvez por si. Não é à toa que fuma mata-gatos! Mas olhe que segundo as últimas rezas da ciência, isso também o mata. Veja bem se o feitiço não se entranha já no justo feiticeiro! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Que se foda! Hei-de fumá-los até ao fim! E àqueles gatos…&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tenha a suprema bondade de me perdoar desde já, mas Vossa Excelência arde com minudências. Algum daqueles que diz você não lhe falarem lhe infecta o interior? Olhe este rafeiro!... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Esses são fiéis!... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como todos: quando querem ou quando lhes convém! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Também tenho um. Ó Marquês? Marquês!... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Outra realeza, salvo seja! De Sade ou Pombal, Majestade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Este é da Madragoa. Rafeiro dos quatro costados!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- São os melhores! Cheira-me que é desta raça que são feitos alguns dos bons bravos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Bravo em que sentido? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Olhe, já que Vossa Excelência me faz pensar, em todos os sentidos: valentes, selvagens, incultos, apoiados! Todos, que neste mundo tudo se multiplica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Lérias! É tudo da mesma má raça. Mas este Marquês é de bom serviço. Em todas as caçadas que faz, traz um gato nos dentes. Quer ver? Marquês!... Aí vem ele. Olhe para aquilo! Desta vez vem só com um bocado. Ainda é dia. Está bem ensinado, aqui o rafeiro. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ó Majestade, não terá ele se enganado na presa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Lérias! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que lhe pende da boca é mesmo… uma mão? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Haveria de ser o quê? É uma manápula, com anilha dourada e tudo! Esta aliança vale três dias de comes e bebes! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bem vejo o reluzente oiro, que ao cintilar é como se nos piscasse o olho.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Comigo as contas fazem-se aqui mesmo, na Terra. Fazem cá, e pagam fora? Céu? Inferno? Sei lá eu se pagam? Na terra se nasce, na terra se morre. Na terra se mata, na terra se come. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que visão! Digamos não muito católica. Calma Espírito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Também quer provar, aí o seu Espírito?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Agitação e fervores não lhe faltam! Se calhar também já fez o gosto ao dente, por assim dizer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Eles gostam, os desgraçados. Se são animais de caça, então que cacem! Qualquer dia será um daqueles ali. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Extraordinárias razões me levam a dizer que me sinto bem aqui no seu Reino, Majestade. E olhe que muito cirando eu por aí! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Lérias! Já não vou nessa cantiga! A gente tem é que se afeiçoar à nossa terra! Conhecer muito bem o nosso canto! Detectar o inimigo e sem tréguas escaqueirar-lhe a cagança!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sua Majestade é quem sabe! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Eu cá só sei que quem me fode não se fica a rir! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É uma visão! Sou bem capaz de um dia destes voltar aqui às suas terras para palrarmos um bocado mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Faça o que quiser. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Também partilho, Majestade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111935783460249006?l=aquiharato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111935783460249006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111935783460249006' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111935783460249006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111935783460249006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/dilogos-de-morte-13.html' title='Diálogos de Morte # 13'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06975334777078108849'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry></feed>