<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990</id><updated>2011-04-22T06:02:48.221+01:00</updated><title type='text'>r</title><subtitle type='html'>Quem aqui entrar pela vez primeira fica obrigado a respeitar a fútil lei criada por e para estes sítios: consultar de baixo para cima, do primeiro para o último apontamento publicado. Reclamações e não só para a caixa: aquiharato@hotmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>240</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112352681469895369</id><published>2005-08-08T19:43:00.000+01:00</published><updated>2005-08-08T19:46:54.706+01:00</updated><title type='text'>Continuamos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;a href="http://trav-erre.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112352681469895369?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112352681469895369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112352681469895369' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112352681469895369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112352681469895369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/continuamos.html' title='Continuamos'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112335700124571281</id><published>2005-08-06T20:36:00.000+01:00</published><updated>2005-08-06T20:38:03.796+01:00</updated><title type='text'>Terceiro Passo - Um Fim</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/rato%20texto.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/rato%20texto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112335700124571281?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112335700124571281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112335700124571281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112335700124571281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112335700124571281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/terceiro-passo-um-fim.html' title='Terceiro Passo - Um Fim'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112328510158581799</id><published>2005-08-06T00:31:00.000+01:00</published><updated>2005-08-06T00:38:21.596+01:00</updated><title type='text'>Segundo Passo Para Um Fim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(...) "A minha ratazana de Natal. Que outro nome lhe dar? Com os dedos rosados de firmes articulações que seguram a avelã, a amêndoa ou a comida prensada especial para ratos. Receando, ao princípio, pelas pontas dos meus dedos, comecei a mimá-la; com passas, bocadinhos de queijo, gema de ovo.&lt;br /&gt;Instalei-a ao meu lado. As suas vibrissas captam-me. Brinca com os meus dedos, que estão ao seu alcance. Falo com ela. Ao princípio, de planos em que não entram ratazanas, como se pudesse acontecer algo no futuro em que elas não entrassem, como se a Rata pudesse não estar cá quando o mar ousar apenas ondas pequenas, a floresta morrer por causa do homem ou, porventura, um homenzinho corcunda se fizer à estrada.&lt;br /&gt;Ultimamente tenho sonhado com ela: chatices escolares, insatisfação da carne, tudo o que no sonho se insinua das vidas em que estou metido; os meus sonhos diurnos, os meus sonhos nocturnos são o seu território privativo. Não há embrulhada em que ela, com o seu rabo pelado, não dê forma. Marcou tudo com o seu cheiro. Seja o que for que lhe oponha – mentiras do tamanho de um armário e com fundos falsos -, ela rói tudo. O seu constante dente, a sua arrogância de rata sábia. Já não sou eu que falo, mas ela que me faz discursos.&lt;br /&gt;Basta, diz. Vós já não existis. Sois do passado, uma fantasia que nós recordamos. Já não sois vós quem marca a data. Apagastes todas as perspectivas. Gastastes todos os cartuxos. Quase de uma vez só. Já era tempo!&lt;br /&gt;No futuro, só ratazanas. Poucas ao princípio, porque a vida acabou quase toda, mas já a Rata se multiplica enquanto narra o nosso fim. Ora entoa, lastimosa, em voz de falsete, como se quisesse ensinar às novas ninhadas a chorar a nossa perda, ora escarnece em língua de rato, como se o seu ódio ainda tivesse poder sobre nós: acabastes, acabastes!&lt;br /&gt;No entanto, objecto-lhe: Não, Rata, não! Ainda somos numerosos. Pontualmente, os noticiários dão conta dos nossos actos. Os planos que fazemos são subtis e, com toda a probabilidade, resultam. Pelo menos, a médio prazo, ainda cá estamos. Mesmo aquele homenzinho corcunda que se quer novamente intrometer, ainda há pouco, quando eu ia a descer as escadas da cave para ver como estão as maçãs de Inverno, disse que pode ser que seja o fim do homem, mas, no fundo, somos nós quem, em última análise, determina quando se fecha a loja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clama, que até faz eco: - No princípio era a proibição! Pois quando o Deus dos homens disse, vociferando de raiva: Quero mandar sobre a Terra um dilúvio de água para dar cabo de toda a carne onde haja um sopro de vida, foi-nos expressamente proibido entrar a bordo. Não nos deixaram passar quando Noé transformou a sua arca num zoo, se bem que o seu Deus castigador, em cujas graças ele caíra, tenha claramente dito lá do alto: de todo o animal limpo tomarás para ti sete e sete, o macho e a sua fêmea, pois que farei chover sobre a Terra quarenta dias e quarenta noites e apagar da face da Terra todos os seres que fiz. Pois arrependo-me da minha obra.&lt;br /&gt;E Noé fez o que o seu Deus lhe mandava e tomou das aves segundo a sua espécie, dos animais segundo a sua espécie e de todos os vermes da terra segundo a sua espécie; apenas das criaturas como nós não quis nenhum casal, nem o ratazano nem a ratazana, na sua casca de noz. Limpos ou não limpos, para ele não éramos nem uma coisa nem outra. Assim, cedo ganhou corpo o preconceito. Desde o início, o ódio e o desejo de ver aniquilado aquilo que faz engulhos na garganta e dá vontade de vomitar. O nojo inato que inspiramos ao homem impediu Noé de agir segundo a estrita palavra do seu Deus. Negou-nos, riscou-nos da sua lista, onde se nomeava tudo quanto respira.&lt;br /&gt;Baratas, aranhas negras, o verme que se contorce, até o piolho e o sapo pustulento, as moscas varejeiras de corpo metalizado, levou de tudo, um casal de cada, para a sua arca, mas exceptuou-nos a nós. Devíamos perecer como a restante humanidade numerosa e corrupta, da qual dissera o Todo-Poderoso, o Deus sempre vindicativo e maldizente da sua própria incompetência: grande era a maldade do homem na Terra e maus os desígnios e os desejos do seu coração.&lt;br /&gt;Depois fez chover durante quarenta dias e quarenta noites, até tudo ficar coberto de água, flutuando apenas a arca e o seu conteúdo. Mas, quando as águas baixaram e emergiram da cheia os primeiros cumes das montanhas, depois do corvo que fora solto, regressou a pomba, da qual se diz: Ela voltou para ele à hora da véspera e, vede, trazia no bico uma folha de oliveira. Só que não foi com uma folha verde, mas com a notícia espantosa que a pomba voltou para Noé: ela tinha visto, onde já nada mais rastejava ou voava, caganitas, caganitas de ratazana frescas.&lt;br /&gt;Então, aborrecido com a sua azelhice, Deus riu-se por ver que a desobediência de Noé nada pudera contra a nossa resistência vital. Disse, como sempre de cima para baixo: Sejam o ratazano e a ratazana, daqui em diante, companheiros do homem na Terra e portadores de todas as pragas prometidas…&lt;br /&gt;Disse mais coisas que não estão escritas. Inoculou-nos a peste e, à maneira dos todo-poderosos, caiu no engano d’alma de se julgar mais todo-poderoso ainda. Na sua mão de Deus ficara em segurança um casal da espécie não-limpa. Na divina mão tinha a pomba enviada por Noé visto as caganitas frescas de ratazanas. À divina manápula deve a nossa espécie a sua incontável sobrevivência, pois na palma da mão de Deus gerámos crias, nove, após o que a ninhada, enquanto as águas cobriram a terra durante cento e cinquenta dias, se desenvolveu até ser uma população rática, tão espaçosa é a mão de Deus Todo-poderoso.&lt;br /&gt;A seguir a este discurso, Noé guardou um silêncio ressentido, como era seu hábito desde muito novo. Mas quando a arca larga e chata bateu no fundo no Monte Ararat, tínhamos nós já ocupado o território deserto; pois tínhamos escapado ao dilúvio não na mão de Deus, mas em galerias subterrâneas obturadas com animais velhos e transformadas em câmaras de ar de salvamento. Nós, as do rabo grande! Nós, que captamos tudo com bigodes! Nós, as dos dentes que crescem continuamente! Nós, apertadas notas de rodapé do homem, seu comentário pululante. Nós, indestrutíveis!&lt;br /&gt;Passado pouco tempo, povoámos já a casca de noz de Noé. Nenhuma medida preventiva adiantou: o que ele comia também nós comíamos. O nosso número aumentou mais rapidamente do que era possível aos homens de Noé e aos seus animais seleccionados. Nunca mais a espécie humana se viu livre de nós.&lt;br /&gt;Então Noé, fingindo humildade perante o seu Deus, mas não obstante pondo-se no seu lugar, disse: Obstinado foi o meu coração por não ter seguido a palavra de Deus. Mesmo assim, por vontade do Todo-Poderoso, a ratazana sobreviveu connosco, sobre a Terra. Sombra do homem, condenada seja a revolver a imundície.&lt;br /&gt;Isto cumpriu-se, disse a Rata com que sonho. Qualquer sítio que o homem abandonasse, dele ficava o lixo. Mesmo quando lançado no encalço da verdade última e do seu Deus – quase a bater nos calcanhares de Deus -, o homem produz lixo. Pôde-se, sempre, reconhecer o homem pelo lixo que deixa, estratificado em camadas; pois, mais do que o homem, duram os seus dejectos. Só o lixo lhe sobreviveu!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Günter Grass, &lt;em&gt;A Ratazana&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112328510158581799?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112328510158581799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112328510158581799' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112328510158581799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112328510158581799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/segundo-passo-para-um-fim.html' title='Segundo Passo Para Um Fim'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112326828743456562</id><published>2005-08-05T19:45:00.000+01:00</published><updated>2005-08-05T19:58:07.443+01:00</updated><title type='text'>Primeiro Passo Para Um Fim</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc66;"&gt;Prosa Insana # 20&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já me pesa a vida, bela toca. Encaneço nesta lufa-lufa pelo alimento, exposto às maiores adversidades. Quase um ano de fuga… Cansa, não é assim? E estar permanentemente em alerta estoira com os nervos e enfraquece o coração, essa bomba que há-de rebentar, deixando de alimentar o circuito venal. E olha que já vai bombeando &lt;em&gt;menos&lt;/em&gt;… Ora, se &lt;em&gt;menos&lt;/em&gt; bombeia, mais os músculos dão de si, mais exposta fica a fraqueza da velhice. Aí chegados, tomados pela sombra da velhice, pardacenta se torna a parva vida; e ver-me-ei então em calças pardas, quando me faltarem as pernas para fintar ataques felinos, garras que do céu a pique voam, ziguezagueantes rastejares… enfim, de certa morte fugir. É bem melhor recolher umas quantas bagas enquanto é tempo! Bagas a dedo e cheiro seleccionadas, e com elas fazer a última refeição. Um rato vive o quê? Dois anos, se empurrado pela benfazeja sorte!?...  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não seria uma imagem degradante, ó toca? Eu, quase sem me puder mexer, arrastando-me pelos teus frescos recantos, pouco mais fazendo do que me lamentando da agudeza das dores que decerto sobrevirão. Não! Nego, renego e renegarei essa danação! Quero ter forças para perecer! E nada de tristezas, hem! Nem despedidas solenes. Doze bagas, uma por cada mês que ocupei esta arejada terra. Depois, sono… sonho, enfim. Mas tu; tu, toca; tu vais continuar. Aqui mesmo, nesta morada em breve por ocupar… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112326828743456562?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112326828743456562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112326828743456562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112326828743456562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112326828743456562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/primeiro-passo-para-um-fim.html' title='Primeiro Passo Para Um Fim'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112319825321419035</id><published>2005-08-05T00:29:00.000+01:00</published><updated>2005-08-05T00:30:53.220+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/Untitled-1.psd.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/400/Untitled-1.psd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112319825321419035?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112319825321419035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112319825321419035' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112319825321419035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112319825321419035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/blog-post.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112306927299608873</id><published>2005-08-03T12:34:00.000+01:00</published><updated>2005-08-03T12:41:13.006+01:00</updated><title type='text'>Só Se o Homem Mandar VIII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, &lt;em&gt;Lindocão&lt;/em&gt;! Finalmente chegou o grande Agosto. Arriba a estrangeirada, essas aves endinheiradas, com muito euro no bico. É, pois, chegada a época em que entramos nós em acção. Sim, nós. Não penses que vou andar por aí sozinho. As tristes figuras devem andar acompanhadas. É dado comprovado; é dado literário, até. E o esforço que te peço para este extra de Verão está ao alcance de todos. Eis do que precisamos – lata. Lata na cabeça, mais uma lata para cada um, plantada em frente aos nossos focinhos que irão cheirar o cêntimo fresquinho, quando ele tilintar perto dos nossos ouvidos, fazendo aumentar o nosso parco pecúlio. Afastemos a crise e reconfortemos o miúdo estômago! E não nos digam que é trabalho menor, este, ou desprezível actividade, pois ficar quedo horas a fio, em posição menos digna para aumentar a pena e dobrar a dor, não está ao alcance de qualquer trabalhador. Mas para ti, &lt;em&gt;Lindocão&lt;/em&gt;, há uma recomendação especial: não dês ouvidos aos impropérios e às gargalhadas, nem às bocas escarninhas. Que não te dê para a dentada perante o insulto; ou para festivas manifestações perante o afago dos transeuntes, que serão, digamos assim, nossos patrões. E já se sabe: respeitinho perante o pagante! Merece-nos ele todo o respeito e até vénia constante, para que no final de cada dia, quando aparecer a brisa que no escuro respira, tenhamos o pedaço de pão que o corpo precisa. Ah! É falar em pão, &lt;em&gt;Lindocão&lt;/em&gt;, e já percebes a urgência desta diligência, o cuidadinho a ter, para mais logo ter o que comer. Pois bem, vamos a isto! E esperar que os olhos dos que estão em férias se humedeçam perante a indigência. Preferes lata ou fome? Lata, não é? Lata, Lindocão. Ou copo… Ou… &lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/400/SODR%3F%3F.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112306927299608873?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112306927299608873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112306927299608873' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112306927299608873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112306927299608873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/08/s-se-o-homem-mandar-viii.html' title='Só Se o Homem Mandar VIII'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112277234070328084</id><published>2005-07-31T02:04:00.000+01:00</published><updated>2005-07-31T13:18:12.866+01:00</updated><title type='text'>De (con)fundir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não há nada que enganar: quem muito se funde no outro, confunde-se, e confundindo-se, "fode-se". Nem em ciência nem em filosofia é preciso mergulhar: esta evidência bóia, à deriva, no mar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112277234070328084?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112277234070328084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112277234070328084' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112277234070328084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112277234070328084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/de-confundir.html' title='De (con)fundir'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112263482216656126</id><published>2005-07-29T11:56:00.000+01:00</published><updated>2005-07-29T12:00:22.176+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/Uelsman4_000.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/400/Uelsman4_000.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;                                                                     &lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.uelsmann.net/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Jerry Uelsmann&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112263482216656126?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112263482216656126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112263482216656126' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112263482216656126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112263482216656126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/jerry-uelsmann.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112257785903830114</id><published>2005-07-28T19:59:00.000+01:00</published><updated>2005-07-28T20:10:59.046+01:00</updated><title type='text'>Poema pouco original do medo</title><content type='html'>O medo vai ter tudo&lt;br /&gt;pernas&lt;br /&gt;ambulâncias&lt;br /&gt;e o luxo blindado&lt;br /&gt;de alguns automóveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ter olhos onde ninguém os veja&lt;br /&gt;mãozinhas cautelosas&lt;br /&gt;enredos quase inocentes&lt;br /&gt;ouvidos não só nas paredes&lt;br /&gt;mas também no chão&lt;br /&gt;no tecto&lt;br /&gt;no murmúrio dos esgotos&lt;br /&gt;e talvez até (cautela!)&lt;br /&gt;ouvidos nos teus ouvidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo vai ter tudo&lt;br /&gt;fantasmas na ópera&lt;br /&gt;sessões contínuas de espiritismo&lt;br /&gt;milagres&lt;br /&gt;cortejos&lt;br /&gt;frases corajosas&lt;br /&gt;meninas exemplares&lt;br /&gt;seguras casas de penhor&lt;br /&gt;maliciosas casas de passe&lt;br /&gt;conferências várias&lt;br /&gt;congressos muitos&lt;br /&gt;óptimos empregos&lt;br /&gt;poemas originais&lt;br /&gt;e poemas como este&lt;br /&gt;projectos altamente porcos&lt;br /&gt;heróis&lt;br /&gt;(o medo vai ter heróis!)&lt;br /&gt;costureiras reais e irreais&lt;br /&gt;operários&lt;br /&gt;(assim assim)&lt;br /&gt;escriturários&lt;br /&gt;(muitos)&lt;br /&gt;intelectuais&lt;br /&gt;(o que se sabe)&lt;br /&gt;a tua voz talvez&lt;br /&gt;talvez a minha&lt;br /&gt;com certeza a deles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ter capitais&lt;br /&gt;países&lt;br /&gt;suspeitas como toda a gente&lt;br /&gt;muitíssimos amigos&lt;br /&gt;beijos&lt;br /&gt;namorados esverdeados&lt;br /&gt;amantes silenciosos&lt;br /&gt;ardentes&lt;br /&gt;e angustiados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah o medo vai ter tudo&lt;br /&gt;tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Penso no que o medo vai ter&lt;br /&gt;e tenho medo&lt;br /&gt;que é justamente&lt;br /&gt;o que o medo quer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo vai ter tudo&lt;br /&gt;quase tudo&lt;br /&gt;e cada um por seu caminho&lt;br /&gt;havemos todos de chegar&lt;br /&gt;quase todos&lt;br /&gt;a ratos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim&lt;br /&gt;a ratos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alexandre O'Neill &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112257785903830114?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112257785903830114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112257785903830114' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112257785903830114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112257785903830114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/poema-pouco-original-do-medo.html' title='Poema pouco original do medo'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112247130200323026</id><published>2005-07-27T13:54:00.000+01:00</published><updated>2005-07-27T14:56:10.080+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 19</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há um luxo de grande valia para os pobres de espírito – a cegueira. Com ela, corre a vida na fantasia desejada. Passeia-se este cego atrás dos odores do reconhecimento, da fama rasteira, de se vender pela ninharia que é aparecer o seu nome mal escrito, com erros até, em veloz nota de rodapé. Muito feliz, cão audaz, ladra o cego para a celebridade, a droga que satisfaz. E abençoa a multidão, essa casca de melão sem semente, que rebola pela ânsia de pertencer ao grande grupo dos que engolem tudo o que se lhes dá. Engolem, não comem, não degustam, não apreciam – engolem, sem digestão. É a grande felicidade, senhores, a grande vitória na vida cheia de nada! Um nirvana para quem vende, quem se vende, e também para quem compra, vendendo-se. Quem tem &lt;em&gt;olhos bons&lt;/em&gt; é considerado o &lt;em&gt;verdadeiro cego&lt;/em&gt;, o tonto, o cenobita doente que na baba da boca da populaça fervilha e brota. Não se vendendo, o &lt;em&gt;vidente &lt;/em&gt;não existe, porque só o vendável vive, só ele existe. É uma valente corrupção - da alma. É o triste espectáculo da alma esgotada, a podridão premiada. E depois toca a confundir tudo. A honradez do &lt;em&gt;vidente&lt;/em&gt;, por exemplo, é hoje lida pelo rico cego vendido como inveja, esse vetusto mal nacional. Logo, uma &lt;em&gt;virtude&lt;/em&gt; vista como &lt;em&gt;pecado&lt;/em&gt;. E quem não entra nesta mentira, neste jogo de enganos; quem se recusa a receber cartas da súcia vendida, para além de invejoso, é apressadamente etiquetado como falhado, um pobre coitado, enrolado nos seus trapos, nos seus &lt;em&gt;gastos valores&lt;/em&gt;. Pois ao &lt;em&gt;falhado&lt;/em&gt; estendo a minha &lt;em&gt;falhada&lt;/em&gt; mão, a mão deste vosso pobre &lt;em&gt;eremita&lt;/em&gt; irmão, ainda mais recolhido nestes tempos de Verão, sem férias no lombo e em período de meditação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112247130200323026?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112247130200323026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112247130200323026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112247130200323026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112247130200323026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/prosa-insana-19.html' title='Prosa Insana # 19'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112083182538766846</id><published>2005-07-08T15:10:00.000+01:00</published><updated>2005-07-08T15:10:25.446+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/pause2.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/pause2.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112083182538766846?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112083182538766846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112083182538766846' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112083182538766846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112083182538766846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/blog-post.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112074101062841066</id><published>2005-07-07T13:55:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T13:56:50.630+01:00</updated><title type='text'>Breve apontamento "National Geographic" II (versão alternativa)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na selva da cidade, uma família inteira, plena de vontade, sujeita-se à admirável tecnologia. Sob a pele, um &lt;em&gt;chip&lt;/em&gt; vai permitir seguir os passos de cada um dos membros do grupo. Por mera coincidência, a família em estudo tende para a disfunção, o que só vai enriquecer o tom experimental da audaciosa ideia que, tudo indica, apenas pretende servir para a segurança de todos, sobretudo a segurança da família, claro está, que isto é coisa de boa-fé. Família que vai ficar mais segura, no caso, por exemplo, de um rapto, esse cancro que tanto se alastra. Vai saber-se em que lupanar a cabeça do chefe mergulha nas horas em que o expediente é para o gozo, em que pizzaria a esposa engorda, em que bar o rebento mais velho gasta (ou ganha) o tempo, e a que parque infantil a ama se passeia com a tenra petiza da família. Vamos saber por anda esta gente toda. Quer dizer, alguns vão saber. Que fazem eles? É uma maravilha, este admirável futuro novo, com pleonasmo, bem lido seja.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112074101062841066?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112074101062841066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112074101062841066' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074101062841066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074101062841066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/breve-apontamento-national-geographic_07.html' title='Breve apontamento &quot;National Geographic&quot; II (versão alternativa)'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112074092628479562</id><published>2005-07-07T13:53:00.000+01:00</published><updated>2005-07-08T18:15:54.510+01:00</updated><title type='text'>Breve apontamento "National Geographic" I (versão alternativa)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No caminho pedregoso achou-se salva a cobra rastejante, pacientemente enrolada na manha de se fazer passar por morta. De tão esperta que se achava, até a fome fintou, ignorando o cheiro a rato que por ali passou em inopinadas correrias. O rato, apalhaçado e tresandando a gozo de tanto se passear à frente de tão temível inimigo - saindo da perigosa brincadeira com o focinho risonho e inteiro - desapareceu assim que lhe cheirou a verdadeiro perigo. Homem no caminho. Não foi ele, o homem, no engodo rasteiro, cujo olho cientifico rapidamente observou a esperteza do réptil fiteiro. Andava o homem científico à procura de uma farsa na natureza, para lhe enfiar nas tripas um chip inteiro. A modos que o fizeram, sem que a esperteza da cobra desmanchasse o seu encantado estado, nem mudasse a pele do seu teatro. Personagem morta, assim se quis parecer, mesmo quando a fina dor da seringa se espalhou pela carne, antes do bisturi lhe rasgar o ventre. Aí sim, de ventre já aberto despertou, com as entranhas em sangue e de bocarra aberta, de onde salivava (chorava?) veneno. Tarde de mais. Toda ela estava agarrada a uma sonolência que sobrevinha da droga metida na corrente sanguínea. Sem fantasias, dormia. Com método, era cosida. Acordou zonza e ignorante, desconhecendo que daquele segundo em diante, o homem seguiria o rasto de todo o seu indolente rastejar. Soube-se em que rio se banhava, em que covil dormia, enfim, informações de grande valia…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112074092628479562?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112074092628479562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112074092628479562' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074092628479562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074092628479562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/breve-apontamento-national-geographic.html' title='Breve apontamento &quot;National Geographic&quot; I (versão alternativa)'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112074071636736251</id><published>2005-07-07T13:46:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T14:56:23.286+01:00</updated><title type='text'>"Transparência/Segredo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Muita gente ambiciona que o espectáculo das suas vidas seja transmitido pelos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;, talvez porque assim o pode fazer chegar às suas plateias ocultas. No entanto, a sociedade mediática e comunicacional está a colocar imensos problemas às pessoas. Transparência é a nova palavra de ordem, e nada tenho contra isso. Mas quem tem o poder, nomeadamente o Estado e as empresas privadas, sabe bem que «o segredo é a alma do negócio», diria eu, a fonte do poder. Vai daí, defendem a ferro e fogo os seus segredos: segredo de Estado, sigilo bancário, segredo judicial, segredo médico, nunca vimos tanta defesa de segredos institucionais, quando o espaço público e institucional deveria ser o mais transparente. Quanto ao segredo das pessoas, nomeadamente da sua mais íntima privacidade, nunca vimos tantas violações e tão pouca defesa contra elas. O &lt;em&gt;Big Brother&lt;/em&gt;, e suas variantes, estão por todo o lado.&lt;br /&gt;Se isto continuar assim, vamos assistir ao fim de autonomia de cada indivíduo. Os valores da sociedade ocidental baseiam-se na defesa desta autonomia, mas é a própria sociedade ocidental consumista e mediatizada que a está a destruir. Enquanto se mantiver o segredo (o poder) das chamadas empresas privadas, bem se percebe o interesse delas: transformar cada pessoa num elemento manipulado e sem espaço de autonomia nem crítica. Ou se mantém, sem espaço de liberdade, no sistema produtor-consumista, gerando os lucros das suas organizações, ou se marginaliza em ambientes onde o esperam grandes provações e novas manipulações, desta vez mais selvagens ainda.&lt;br /&gt;Se o leitor não sabe defender os seus segredos e quer um conselho secreto, ele aí está: não vá nessa da «transparência». A emancipação do Homem sempre se baseou na existência de vários espaços bem delimitados entre si. Em primeiro lugar, temos o espaço público, partilhado por todos, que é hoje (deveria ser) transparentemente veiculado pelos &lt;em&gt;mass media&lt;/em&gt;. Em segundo lugar, temos os vários espaços privados. Admitimos que o das empresas privadas seja um deles… mas que dizer do espaço familiar e das diferentes relações íntimas e de cumplicidade que se estabelecem ao longo da vida? A mútua partilha de segredos é a fonte destes relacionamentos e, uma vez transgredida, lá se vai o relacionamento e o espaço de liberdade que ele suportava. Se o leitor, por exemplo, entregar os seus segredos a outra pessoa e não receber os dela em troca, fica nas mãos dela. É o que acontece entre filhos e pais e, talvez, na relação com um médico ou advogado. Mas na relação entre adultos espero bem que isso não aconteça: os segredos devem ser partilhados para o poder ficar equilibrado. Desconfie de quem quer saber sobre si e não lhe conta nada em troca. Muitas pessoas que fazem isso estão a coleccionar peças de poder. Mas também é isso que fazem as empresas privadas que têm a sua ficha individual organizada nos seus bancos de dados.&lt;br /&gt;Finalmente, existe outro espaço que você deve manter, tanto quanto possível, inviolado: é o espaço da sua fantasia. Se deixar que lhe adivinhem os pensamentos, lá se vai a liberdade que lhe resta. Fica de tal modo paralisado, que já nem sequer conseguirá pensar. É esse o grande drama dos esquizofrénicos e, a não ser que opte por essa patologia, não lhe desejo essa sorte. Pelo contrário, são a fantasia e o sonho que nos fazem viver, às vezes contra as adversidades circunstanciais. Por isso, guarde bem esse tesouro. Pode partilhar um pouco com algumas pessoas chegadas, mas guarde sempre algo para si. Se sentir tudo isso muito pesado, lembre-se que a arte se alimenta da fantasia, e existe para que nos possamos esconder enquanto a mostramos.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Resta-lhe a subtileza das palavras. É com as palavras que construímos os nossos mundos, é com elas que esgrimimos, que nos defendemos e atacamos (ou nos atacam). Cada contexto da vida tem o seu discurso próprio, que temos de respeitar nas suas linhas gerais. Mas as palavras também nos pertencem, e é com elas que nos construímos. São as nossas palavras que, em cada momento, temos de filtrar cuidadosamente, deixando sair algumas e reservando outras para nós. De resto, também as palavras mostram e escondem simultaneamente, já que nunca nos exprimem na perfeição. Este jogo paradoxal de revelação/omissão ou, se quiser, de verdade/mentira, é inerente às palavras mas difícil de aprender. Se o dominar, use-o em sua defesa.&lt;br /&gt;Aceito que possa ter de omitir ou mentir aos outros, sobretudo quando tentarem invadir o seu espaço pessoal sem que você tenha feito mal a ninguém. Condescendo até que existam assuntos que você não queira saber. Numa sociedade com informação excessiva, parece-me vital saber seleccionar a informação que se adquirir. Mas não se esqueça que está condenado à lucidez. Condenado, sim, porque, se a lucidez é a maior conquista do Homem, ela é também a sua maior tragédia: cada um de nós sabe que há-de morrer. Por isso, evite mentir a si próprio, e não faça como os histriónicos que mentem primeiro a si próprios para se convencerem que são sinceros para os outros."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim escreve J. L. Pio Abreu, psiquiatra, no seu livro com o &lt;em&gt;sugestivo&lt;/em&gt; nome “Como Tornar-se Doente Mental”. O excerto que aqui trouxemos insere-se no sétimo e último capítulo: “Como não ser doente mental”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112074071636736251?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112074071636736251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112074071636736251' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074071636736251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074071636736251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/transparnciasegredo.html' title='&quot;Transparência/Segredo&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112074034187805776</id><published>2005-07-07T13:29:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T13:45:41.913+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/everybodywantstoknow_cover250.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/320/everybodywantstoknow_cover250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Swell - Everybody Wants to Know&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://mp301.epitonic.com/streamed/files/reg/songs/mp3/Swell-Everybody_Wants_To_Know.mp3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mp3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/hailtothethief_cover250.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="266" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/320/hailtothethief_cover250.jpg" width="250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Radiohead -  There There&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onclick="return getPlayerWindow(this)" href="http://www.epitonic.com/songstreamer?coid=898032&amp;bbadd=yes"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;play&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112074034187805776?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112074034187805776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112074034187805776' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074034187805776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112074034187805776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/swell-everybody-wants-to-know-mp3.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112067014681082975</id><published>2005-07-06T18:15:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T19:48:48.246+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 18</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não raras vezes as maiores bizarrias estão em nós, ocultas. Não damos por elas, e alegremente vamos passeando pelo bosque da vida, julgando que nos conhecemos muito bem. Por fora, os olhos e os espelhos mostram-nos que aspecto tem o invólucro que o corpo é, e, tirando o envelhecimento a que assistimos diariamente ou uma maldosa partida do Destino, estamos (quase) certos de que a nossa aparência não se modificará da noite para o dia, sem que nada tenhamos feito para alterar a nossa imagem. E por dentro também julgamos nós que poucos segredos existem. Não falamos em nos conhecermos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, não senhor, que é caso sério, anguloso, senão mesmo bicudo, cuja descoberta total em vida é uma doce miragem. Falamos de órgãos que a ciência, os livros, a escola, a Internet e a televisão abundantemente nos mostram. Não só sabemos que temos coração, estômago, pulmões, etc., como também os vemos. Ou vimos, no pretérito. Num documentário, por exemplo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À luz da &lt;em&gt;publicidade&lt;/em&gt; que &lt;em&gt;vende&lt;/em&gt; a boa ideia de sermos "todos diferentes todos iguais", supomos que dentro de cada um de nós se alojam os ditos órgão normais, aqueles que todos têm, logo, todos temos. Mais ou menos estômago, maior ou menor tripa, lá se encaixam todos, nos devidos lugares. Pode ser uma mentira...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já por fora, para além de pudermos facilmente nos fantasiar com uma miríade de tintas e &lt;em&gt;estéticas operatórias&lt;/em&gt;, começam a aparecer casos assombrosamente enigmáticos. É o caso de quem se deita com uma certa fisionomia e acorda com outra, transfigurado, sendo essa, ainda por cima, uma fonte de ímpar (e impar) sucesso em certa blogosfera, que revela, segundo se grita, uma bombástica inteligência, com muita parra, ainda que amarelada, e pouca uva, passada. São opiniões... E gosto, que se não discute, como é sabido; muito menos o meu, pouco dado a &lt;em&gt;convenções&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, com tudo isto fico abismado. É que, mesmo pouco cogitando sobre o assunto, sempre me intrigaram certas metamorfoses espontâneas que ocorram fora do mundo dos insectos e/ou da literatura. Enfim, defeito meu: faz parte de uma certa incredulidade minha perante certos fenómenos. Ou fazia, porque lá diz o povo: «pela boca morre o peixe», que o mesmo é dizer: «&lt;em&gt;na ratoeira se fina o rato&lt;/em&gt;.» E porquê? Porque hoje, meus caros leitores, desafiando leis e lógicas que julgava irrefutáveis, acordei... Assim:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/rato.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/rato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim: exangue, sem coração, derramando verde sumo por entre postas. Irreconhecível, por dentro e até por fora! Vá lá a gente acreditar no que por dentro vive!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Agradecemos à Susana, por nos ter enviado tão desconcertante híbrido.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112067014681082975?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112067014681082975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112067014681082975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112067014681082975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112067014681082975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/prosa-insana-18.html' title='Prosa Insana # 18'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112048315634466825</id><published>2005-07-04T14:19:00.000+01:00</published><updated>2005-07-04T14:23:04.186+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/kiarostami.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/kiarostami.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sensesofcinema.com/contents/directors/02/kiarostami.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Abbas Kiarostami&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.iranian.com/Arts/Aug98/Kiarostami/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;I have always thought that the audience is much more creative than we credit them to be and I feel they can do a lot with the stories we pose for them. The only difference between my spectators and I is that I have a camera in hand and they don't. I don't see the spectators as any less creative that I am, and believe that sometimes, left to themselves, they can come up with a better ending than I can! Often people go to see a film with the expectation that a story will be told. I do not like this arrangement where there is a dichotomy between me, as the storyteller, and the spectator, as the one sitting there and watching the story as such. I prefer to believe that the spectators are much more intelligent and actually see it as unfair that I get the chance to captivate them for two hours telling them the story, ending it the way I say it must end and so on. So I actually want to give them more credit by involving them and distributing the sense of belonging between myself and the spectator, so I leave it open and that way s/he could end it the way he/she wants to end it.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;" &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112048315634466825?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112048315634466825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112048315634466825' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112048315634466825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112048315634466825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/abbas-kiarostami-i-have-always-thought.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112041663260727473</id><published>2005-07-03T19:40:00.000+01:00</published><updated>2005-07-03T19:50:32.616+01:00</updated><title type='text'>"Cinema português nas noites da 2"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/07/03/media/verao_cinema_portugues_noites_2.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A 2 inicia na segunda-feira um novo ciclo de cinema com programação alternativa, que se prolonga pelas próximas nove semanas de Verão. Frágil como o Mundo (de Rita Azevedo Gomes), Fintar o Destino (realizado por Fernando Vendrell), Água e Sal (assinado por Teresa Villaverde), Quando Troveja (da autoria de Manuel Mozos) e No Quarto de Vanda (de Pedro Costa) são as cinco obras previstas para o arranque do ciclo, representativo de uma nova geração de realizadores portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, não vamos aqui falar da qualidade dos filmes, dos seus problemas de argumento ou na sempre delicada área técnica. Não vamos pelo lado da crítica, fazendo uma radiografia a estas obras assinadas em português. Também não vamos dissecar a interpretação dos actores, alguns deles, refira-se, não profissionais. Muito menos descobrir e analisar os &lt;em&gt;negativos&lt;/em&gt; expostos nestes fotogramas. Nada de mal ou bem dizer. Apenas informar e saudar a iniciativa. É no Verão, bem sabemos, aquela altura em que também a televisão&lt;em&gt; joga no defeso&lt;/em&gt;, à semelhança dessa outra apaixonante actividade em forma de desporto que consome boa parte do bom povo. E também é lamentável, sim. É lamentável que se escolha esta época do ano em que a televisão faz pausa (porque anda o divertido telespectador mais interessado em banhos que em banhadas) para divulgar cinema português, nessa caixa que na realidade pouco de bom oferece. Mas, enfim, sempre acontece. É no Verão e na &lt;strong&gt;&lt;a href="http://195.245.179.232/EPG/tv/epg-dia.php?canal=8&amp;ac=d&amp;amp;sem=e"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, essa ignorada alternativa. Mas passa, para quem não quiser deixar passar a iniciativa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112041663260727473?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112041663260727473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112041663260727473' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112041663260727473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112041663260727473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/cinema-portugus-nas-noites-da-2.html' title='&quot;Cinema português nas noites da 2&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112041250102005588</id><published>2005-07-03T18:36:00.000+01:00</published><updated>2005-07-03T18:41:41.026+01:00</updated><title type='text'>Domingo em "Viagem ao Fim da Noite"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"As ideias também acabam por ter o seu domingo; fica-se ainda mais pasmado do que é hábito. Para ali estamos, ocos. A sofrer com isso. A gozar com isso. Não falamos. Nada temos para contar porque, no fundo, nada acontece; somos pobres de mais, a vida fatiga-nos? Seria natural."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Ao domingo à noite suspiros, emoções e impaciências não têm papas na língua. O amor-próprio está na ponte dominical, e para mais com um grão na asa. Depois de um dia inteiro de liberdade alcoólica, é ver os escravos estremecer; custa mantê-los quietos, fungam, dão bufidos e fazem tilintar as correntes."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Louis-Ferdinand Céline, &lt;em&gt;Viagem ao Fim da Noite&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112041250102005588?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112041250102005588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112041250102005588' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112041250102005588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112041250102005588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/domingo-em-viagem-ao-fim-da-noite.html' title='Domingo em &quot;Viagem ao Fim da Noite&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112025557651589773</id><published>2005-07-01T22:58:00.000+01:00</published><updated>2005-07-01T23:06:16.523+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/1600/Frayeur%20(1924).jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7909/524/320/Frayeur%20%281924%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jean Dubuffet - Frayeur (1924)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112025557651589773?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112025557651589773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112025557651589773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112025557651589773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112025557651589773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/jean-dubuffet-frayeur-1924.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112024794475852184</id><published>2005-07-01T20:44:00.000+01:00</published><updated>2005-07-04T11:33:41.273+01:00</updated><title type='text'>Terra a Terra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda que não de pia forma, acreditamos no que por aí se grita e às vezes até se vê: o país está deprimido. Ele é o IVA, é o custo de vida, é o desemprego, é a mentira… Enfim, um ror de causas a que as estatísticas dão vida com negros números, expressando que uma grande maioria descrê &lt;em&gt;em si&lt;/em&gt; e no país, todos abalroados pela crise que grassa por aí. E tão deprimidos andamos, que é natural que a memória seja afectada (como se sabe, um sintoma dos estados depressivos). Leva-nos isto a supor que certas publicações antiquíssimas não só caíram no esquecimento profundo, como nem no dito Portugal profundo se avistam, o que não se estranha, porque, e raios partam a maior depressão: somos campeões no analfabetismo. Falamos do "&lt;strong&gt;Borda d’Água&lt;/strong&gt;", meus amigos, «O Verdadeiro Almanaque», que por um euro e vinte cêntimos se vende, e que oferece, segundo as suas próprias letras, «um reportório útil a toda a gente.» A gente desconfia deste género de generalizações, destas &lt;em&gt;globalizações,&lt;/em&gt; mas, quem sabe se não têm eles alguma razão? Afinal, é certo e sabido que num estado depressivo o raciocínio é fortemente afectado, incapacitando o doente de bem pensar, por se encontrar a clarividência depauperada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim sendo, vejamos o que nos diz o almanaque. Talvez nos ajude nalguma coisa. Quem sabe se não é com ele que afastamos alguma parte da crise? Não a do país, claro está, que o nosso delírio não chega a tanto, mas, pelo menos, ajudar a afastar de cada um de nós o mal da miséria, aquela que nos impossibilita de alimentar o estômago. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pedindo desculpa aos nossos leitores, vamos seleccionar alguma informação. Sim, sim, assim é. Prometendo, porém, não ceifar do seu contexto a informação nele inscrita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim diz (no que se refere a este Julho que hoje começa. Aprisionados entres parêntesis, deixamos alguns pensamentos. Dispensáveis, claro, mas que, metediços, se intrometeram.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Junho, Julho e Agosto / Senhora, não sou vosso." &lt;em&gt;(A reflectir.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Dia) "1 – 6ª F., &lt;em&gt;(sim. Confere.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sangue redentor de Jesus Cristo, &lt;em&gt;(Sim.) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. M. da Arquitectura, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. da Força Aérea, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. das cooperativas, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. do Salvamento, &lt;em&gt;(Cá está. Algo nada despiciendo.) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. do Selo, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feriado na Madeira."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(saltamos a parte da astrologia, por ser tão do agrado das massas, que temos receio de ser invadidos por uma multidão, sequiosa deste género de brindes. Já basta este "post" que não lembra ao diabo!…)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Agricultura. Jardinagem. Animais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Julho é o mês da ceifa e da debulha. Há que lavrar os canteiros; terminar a colheita da batata temporã e começar ou acabar a destinada a semente; semear hortaliças; feijões verdes e alfaces (para antes do início dos frios do Inverno), nabos e couves tardias, e no final do mês, cenouras, rábanos, salsa e plantas análogas. Colher: alfaces, alhos, beterraba roxa, beringelas, cebolas, cenouras, couves, espinafres de Verão, feijão, tomate. No final do mês, os aipos e alguns melões. Roçar matos para estrume. No crescente da Lua cobrir cepas. &lt;strong&gt;Na Horta&lt;/strong&gt;. Semear ao &lt;em&gt;ar livre&lt;/em&gt;: agriões, alface de Outono e Inverno, beldroegas, cenoura, couve-de-bruxelas, couve-nabo, couve-flor tardia, feijão de trepar e anão, nabos, rabanetes, repolho de Inverno, salsa. As regas são muito necessárias. &lt;strong&gt;No Jardim&lt;/strong&gt;. Semear: amores-perfeitos, calêndulas, etc., bem como plantas bienais e vivazes de germinação lenta, para serem transplantadas no Outono. Colher: as primeiras sementes. &lt;strong&gt;Gado.&lt;/strong&gt; Atenção à sede e higiene dos animais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. Assim reza o Almanaque. Agora já temos alguma informação. Nada de desculpas, hem! Se o infortúnio aparecer e não tivermos o que comer, já sabemos o que fazer. Nada de chorar sobre a crise. É ir preparando o terreno. Sobre a crise, é plantar. E colher. Quem diz batatas, diz confiança. Ou melhor, acção!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112024794475852184?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112024794475852184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112024794475852184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112024794475852184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112024794475852184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/07/terra-terra.html' title='Terra a Terra'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-112003922915192610</id><published>2005-06-29T10:25:00.000+01:00</published><updated>2005-06-29T11:49:50.466+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 14</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que bela ideia deu ao nosso &lt;em&gt;herói&lt;/em&gt;, caríssima &lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;M. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que, depois de com gosto a ler, também ele apressadamente se dirigiu ao &lt;em&gt;assunto&lt;/em&gt;, procurando bom desporto. Os resultados, que nem sempre correm pelo melhor, aqui se apresentam, em diálogo, claro está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Muito boa tarde.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Boas-tardes, graciosa senhora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Que deseja? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- De antemão lhe pedindo desculpas, atrevo-me a dizer que se tivesse a sua figura nunca descansaria as coisas nesse pé, que os desejos, perante tão belos olhos, podem ser tão ilimitados, que só depois de atingir o Céu teria confissão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Diga. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não se enfureça, senhora, que bem galantear sobre a verdade, não merece reprimenda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Diga. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pretendo inscrever-me neste salão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Salão? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pelo que os meus berlindes observam, diz-me a imaginação que esta casa terá salas a perder de vista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;E também temos actividades ao ar livre. Quer inscrever-se? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Se é esse o termo, sim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Em quê?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Em papel. Sempre em papel. Não quero a minha graça em computadores, se fizer a fineza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Sim, mas em que modalidade? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como pôr na boca o que a cabeça pede… Tem alguma que se oriente pelo Oriente? Que torne o corpo em que a idade ja vai pesando um pouco mais leve de levar, por assim dizer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Como assim? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Digamos assim… Uma coisa total, que sou pouco dado a só trabalhar partes, não falando em partidos, que esses já têm o nome com eles, se bem chega a mim. Actividade para o músculo, osso e alma... Meditabunda! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Olhe… &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vejo no seu delineado sobrolho que levou ao peito o rabo da palavra, minha senhora. Meditação, se menos aflição lhe fizer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Temos ioga. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Temos inscrição! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;É muito bom. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Muito obrigado. Passam-se anos sem ouvir frases tão agradáveis como a que saiu do seu encanto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Qual é o seu nome? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- A minha graça é M.A., mas na verdade quero fazer uma inscrição dupla. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Dupla?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Também é meu desejo inscrever o Espírito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Desculpe?!...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O Espírito é um belo animal, minha senhora. E andando tão desassossegado, pensei que &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Um animal?... Não percebo.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nem eu. Imagine que numa noite farejou os meus passos, e que desde esse dia, salvo seja, nunca mais quis viver errando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Mas um animal?... Ainda não percebo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Selvagem mas manso, este Espírito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;E chama-se Espírito?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não é uma boa graça, minha senhora? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;É estranho.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mesmo que no seu mavioso tom não lhe note nota de interrogação, lhe respondo: é, é estranho. E rafeiro, se mais deseja entender. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não… O nome é que é estranho.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ora essa! Na medalha que ostenta sobre esse belo peito leio Florbela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;É normal!!! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já vê: tudo é normal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Mas aqui não aceitamos animais. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não sou vegetal, bela flor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;O Espírito é um cão, certo?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não me faça pensar, minha senhora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Olhe, desculpe lá mas não percebo nada da sua conversa e não estou para aturar malucos.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não pensa, bela flor? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não penso em quê?! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Esquecendo o animal que o Espírito é, e noutro contexto analisarmos se o espírito, o outro, é ou não um cão, também ele noutro sentido, não a faz pensar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Aqui não podem entrar cães! Ponto final!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E no jardim, bela flor? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Ai, ai; ai, ai. Qual jardim?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tem esta casa actividades ao ar livre, acreditando na sua insuspeita sinceridade. Se assim é, logo na minha imaginação se plantou um jardim onde praticar o que se paga para usufruir de bom desporto. Ou entro em enganos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;O senhor quer inscrever um cão em aulas de ioga? Tenha juízo! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ajuíze também a senhora, se não lhe transtornar tão meritório exercício. Por que razão não pode um animal estar num jardim? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;São as regras! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que cegam! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Que cegam? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- São as regras que cegam, minha senhora. Noutro jardim, o Espírito vagueia livremente. Neste, não entra, segundo as suas boas regras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não pode. Prontos!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Prontos? Assim se estraga o ramalhete, minha flor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Saia daqui pra fora senão chamo o segurança. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acalme a sua raiva e deixe lá enjaulada a sua fera. Para me acompanhar já tenho Espírito, não preciso de primata. Mas, permitindo-me, e se não navego eu a milhas da boa Ilha da Verdade, a filosofia oriental é muito afeiçoada ao animal. Deviam criar um espaço para eles. Quem sabe se a verdadeira fortuna não está em bem cuidar da Natureza, aquela que alberga outros animais além de nós, maus reis deste mundo. É uma sugestão, que de e com graça lhe deixo. Boas-tardes, bela flor. Meditabundas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-112003922915192610?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/112003922915192610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=112003922915192610' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112003922915192610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/112003922915192610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/dilogos-de-morte-14.html' title='Diálogos de Morte # 14'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111952965396028043</id><published>2005-06-23T13:16:00.000+01:00</published><updated>2005-06-23T13:27:33.966+01:00</updated><title type='text'>Por Outros Lados...</title><content type='html'>&lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Não há tradição portuguesa, na generalidade, de bons críticos no sentido de alguém capaz de dedicar consideração (em sentido etimológico) a uma obra, salvo algumas excepções em que destaco João Lopes, para referir um honroso exemplo no caso do cinema. Há críticos honestos e discretos mas pouco apelativos ao leitor comum, há críticos que acredito se creiam honestos mas cujo perfil os denuncia em sentido bem diverso.&lt;br /&gt;E depois há todo um exército (é este o termo exacto para o espírito corporativo e/ou castrense de que enfermam e que nem fazem qualquer questão em camuflar, ostentando-o mesmo como farda de gala) cujo papel mais tem de 'jornal-de-parede' à luz de qualquer manual de &lt;em&gt;marketing,&lt;/em&gt; ainda que elementar, e que vai escrevendo aqui e ali textículos rudimentares em que promove um autor de quem é, frequentemente, amigo, compincha, sócio, etc. (para evitar recorrer a eufemismos)."&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://azulcobalto.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;No &lt;strong&gt;azul cobalto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111952965396028043?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111952965396028043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111952965396028043' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111952965396028043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111952965396028043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/por-outros-lados.html' title='Por Outros Lados...'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111943267968508361</id><published>2005-06-22T10:31:00.000+01:00</published><updated>2005-06-22T10:34:27.786+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/selftitled_cover250.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/selftitled_cover250.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://brainwashed.com/!!!/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Chik Chik Chik&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;There's No Fucking Rules, Dude&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://mp301.epitonic.com/streamed/files/reg/songs/mp3/Chik_Chik_Chik-Theres_No_Fucking_Rules_Dude.mp3"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;mp3&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111943267968508361?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111943267968508361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111943267968508361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111943267968508361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111943267968508361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/chik-chik-chik-theres-no-fucking-rules.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111935783460249006</id><published>2005-06-21T12:50:00.000+01:00</published><updated>2005-06-21T18:40:01.273+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 13</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caríssimos leitores,&lt;br /&gt;Não que estejamos muito virados para o &lt;em&gt;diálogo&lt;/em&gt;, por aqui. Aliás, muito pelo contrário (se bem que algumas excepções sejam tão dignas de aplausos, que nos fazem soltar um sonoro e isolado comentário: «&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Que &lt;em&gt;divino canto&lt;/em&gt; tenho eu &lt;em&gt;ouvido&lt;/em&gt; por aí, &lt;em&gt;Maestro&lt;/em&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; E SIM, que se apele veementemente ao regresso da ilustre ave, teimosamente adormecida. Que descanse – nisso não me meto -, mas que não nos faça isto: não nos abandone! Nada de &lt;em&gt;segundas extinções&lt;/em&gt;, caro &lt;strong&gt;&lt;a href="http://001.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Dodo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. Ponha-se na nossa pena. Todos os dias aparecer na sua óptima casa e dar de caras com a mesma imagem de ausência. Garanto-lhe: Não mata nem mói - dói.») &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Concluído o imperioso desvio, retomemos. Não estamos, divagava-se, muito dados ao diálogo, mas sempre nos vai apetecendo postar diálogos, que, podendo parecer, não é a mesma coisa. Por isso, cá vai mais um, mesmo que perigosamente nos acusem, e com alguma justiça – mesmo que cega ou (e)vidente -, de provocar enfado nas legitimas expectativas dos visitantes, esses bravos resistentes que ainda se aventuram, destemidamente entrando nesta toca perdida. É que não se expondo muitos casos &lt;em&gt;anedóticos,&lt;/em&gt; não se falando de óbitos, não fazendo da intriga &lt;em&gt;notícia&lt;/em&gt;, não querendo seriamente pisar no minado terreno político, não exibindo uma inteligência de excepção; enfim, sem uma grande colecção de excitantes trunfos, não é de espantar que este cavernoso espaço seja sumariamente ignorado. E até vos digo: Acho bem! Ninguém escapa à furiosa selecção natural, nem mesmo um blogue. Não, não. Não estou a queixar-me - não tenho do quê. E convenhamos: com &lt;em&gt;escrituras&lt;/em&gt; destas, não é… lícito nem &lt;em&gt;saudável&lt;/em&gt; esperar muitas simpatias neste largo planeta da&lt;em&gt; "blogos-fera"&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://001.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Volte!)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Feito este disparatado intróito, completamente dispensável mas que com bravura se impôs, revelando-se mais forte que estas desobedientes mãos que teimam em escrevinhar, as putas; posto isto, estamos preparados para fazer entrar em cena a cena dialogada que a partir de agora se representa, assim:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Tem lume? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não me falta, não senhor! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Era capaz de me dar uma chama para queimar este mata-gatos? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não era, sou! Todas as chamas são poucas para matar bichos falsos. Mas permita-me: entrou numa ligeira confusão – acho que o que deseja queimar se chama mata-ratos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Sei do que falo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acho bem. Falar do que se não sabe não é só má escolha; é um escolho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Na minha cabeça serão sempre, sempre mata-gatos! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não discuto. Cada um com as suas convicções! Dizem que o respeitinho é coisa bonita. E mais: há quem goste! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;É defensor desse paneleiro que é fodido por toda a gente? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nunca tinha pensado nas coisas dessa estranha forma, ó ... Não se importa que o trate por Mata-gatos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Importo-me com tudo. Tudo! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Às vezes também me baila essa tristeza cá nos "interstícios" da alma, mas nada que uma injecção de confiança interior seguida de um ardente bagaço não mate. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Quer?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quero? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Um bagaço!... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não declino, não senhor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Beba daqui mesmo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Obrigado, Mata-gatos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;O meu nome é Sebastião. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E tem dom? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Claro! Dom Sebastião! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mesmo que me desacredite, lho digo: Tem cara disso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; De Sebastião? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- De ser o D. Sebastião. E mais ouso acrescentar: malucos, há muitos, mas nem todos são notáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Notável!... Que merda é essa? Não encontro um notável há séculos! Nem quero! E isto serve para as duas frentes: se alguém me notar, escarro-lhe nas trombas! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E já vão dois, nessa cegueira, digamos assim. Também eu não os noto com dignidade. Mas olhe que há muito valor por aí, para não falar noutros casos, bem diferentes: os daqueles que se fazem notar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Estou-me a cagar.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sua Majestade é quem bem sabe! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Raisparta o mata-gatos! É sempre a mesma merda: está a gente a tirar prazer da matança quando o bicho se apaga. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não desanime, homem! O segredo está sempre na boa resolução. Tome lá mais uma chama para assanhar esse gato. Fuma muito? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;O que posso.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É bem visto. E quanto pode? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Já posso pouco. O Estado fodeu-me. Tirou-me tudo. Só pensam em chupar, esses cabrões! Esses e aqueles todos! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não mente, apesar de às vezes os meus botões desconfiarem dessa incrível máxima universal que assim reza: A culpa é do outro. Já o Estado… É uma máquina apetrechada com grande aparelho de sucção, sim senhor, mas um bocado viciada, não acha? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não acho nada. Sei coisas que não me saem da cabeça. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ó Mata-gatos, as coisas que não saem da cabeça, ruminadas até ao tutano por assim dizer; isto é, alegremente baralhando os conceitos que só servem para nos baralhar, transformam-se em lapas podres. Deite essa "coisa-lapa" cá para fora! E não pense que isto é um conselho, Deus me livre!, muito menos de grande valia; ou que estou a contrariá-lo. Eu, a Majestades, presto sempre uma genuína vénia. Até acho que às vezes deviam ser uma espécie de guias espirituais. Se calhar o nevoeiro anda em toda a parte menos por esses fantásticos lados! Do avesso anda o mundo quando se tomam algumas Majestades pela ralé, não é?! Agora sou eu que lhe ofereço do seu bagaço. Partilhar, Majestade, partilhar! E mais uma chama, que esse teimoso gato é resistente! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Está a ver aqueles todos que ali estão? Todos me conhecem. Nem um me fala. São gatos importantes, os falsos. Esquivam-se. Desviam o olhar, cospem, os filhos da puta! Soube-lhes bem comer enquanto lhes agradou. Roubaram-me toda a terra. Toda! Agora que nada tenho, cospem. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Cuspa também, ó Majestade. Mas tenha cuidado com a altura: quem cospe para o ar acaba por ficar escarrado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Eu cá não cuspo neles. Tenho mais dignidade num pintelho que eles no corpo todo! Mas sei o que lhes vai acontecer… &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Queimados! Como este cigarro! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Correndo o risco de mal julgar, percebo-o: Serão consumidos, talvez por si. Não é à toa que fuma mata-gatos! Mas olhe que segundo as últimas rezas da ciência, isso também o mata. Veja bem se o feitiço não se entranha já no justo feiticeiro! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Que se foda! Hei-de fumá-los até ao fim! E àqueles gatos…&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tenha a suprema bondade de me perdoar desde já, mas Vossa Excelência arde com minudências. Algum daqueles que diz você não lhe falarem lhe infecta o interior? Olhe este rafeiro!... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Esses são fiéis!... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como todos: quando querem ou quando lhes convém! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Também tenho um. Ó Marquês? Marquês!... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Outra realeza, salvo seja! De Sade ou Pombal, Majestade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Este é da Madragoa. Rafeiro dos quatro costados!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- São os melhores! Cheira-me que é desta raça que são feitos alguns dos bons bravos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Bravo em que sentido? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Olhe, já que Vossa Excelência me faz pensar, em todos os sentidos: valentes, selvagens, incultos, apoiados! Todos, que neste mundo tudo se multiplica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Lérias! É tudo da mesma má raça. Mas este Marquês é de bom serviço. Em todas as caçadas que faz, traz um gato nos dentes. Quer ver? Marquês!... Aí vem ele. Olhe para aquilo! Desta vez vem só com um bocado. Ainda é dia. Está bem ensinado, aqui o rafeiro. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ó Majestade, não terá ele se enganado na presa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Lérias! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que lhe pende da boca é mesmo… uma mão? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Haveria de ser o quê? É uma manápula, com anilha dourada e tudo! Esta aliança vale três dias de comes e bebes! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bem vejo o reluzente oiro, que ao cintilar é como se nos piscasse o olho.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Comigo as contas fazem-se aqui mesmo, na Terra. Fazem cá, e pagam fora? Céu? Inferno? Sei lá eu se pagam? Na terra se nasce, na terra se morre. Na terra se mata, na terra se come. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que visão! Digamos não muito católica. Calma Espírito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Também quer provar, aí o seu Espírito?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Agitação e fervores não lhe faltam! Se calhar também já fez o gosto ao dente, por assim dizer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Eles gostam, os desgraçados. Se são animais de caça, então que cacem! Qualquer dia será um daqueles ali. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Extraordinárias razões me levam a dizer que me sinto bem aqui no seu Reino, Majestade. E olhe que muito cirando eu por aí! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Lérias! Já não vou nessa cantiga! A gente tem é que se afeiçoar à nossa terra! Conhecer muito bem o nosso canto! Detectar o inimigo e sem tréguas escaqueirar-lhe a cagança!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sua Majestade é quem sabe! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Eu cá só sei que quem me fode não se fica a rir! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É uma visão! Sou bem capaz de um dia destes voltar aqui às suas terras para palrarmos um bocado mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Faça o que quiser. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Também partilho, Majestade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111935783460249006?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111935783460249006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111935783460249006' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111935783460249006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111935783460249006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/dilogos-de-morte-13.html' title='Diálogos de Morte # 13'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111912081541730001</id><published>2005-06-18T19:31:00.000+01:00</published><updated>2005-06-19T01:13:14.160+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 12</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caríssimos leitores,&lt;br /&gt;Quiçá ainda mais desconcertantes, regressam os "Diálogos de Morte", esse desafiador espaço impróprio para pessoas menos &lt;em&gt;apreciadoras&lt;/em&gt; do bom &lt;em&gt;sumo da palavra&lt;/em&gt;. Estamos, está fácil de ver, em fase ainda mais alucinada, com ponta de pueril arrogância, que mesmo assim, nesse luminoso estado de ingenuidade, não deixa de ser &lt;em&gt;veneno&lt;/em&gt; desprezível, mas que sempre apimenta a alma, quando a doença - e há tanta por tanto lado - anda à solta. E por falar nela, na doença, apresentamos os protagonistas de hoje: uma donzela com medo, protegida por um doente sem ele. Porque o medo faz tremer, falará ela em itálico. Ele, com letra hirta, falará como entende ser &lt;em&gt;normal.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; O senhor desculpe-me, mas posso pedir-lhe um favor?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pedir, minha senhora? Que pretende a donzela deste seu escravo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Sabe… é que eu tenho receio de andar por aí sozinha. Os assaltos têm sido mais que muitos. De modo que… se não se importar…&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E até onde deseja que eu a guarde, protegendo-a do seu medo neste breu? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Eu moro já ali, naquele bairro.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mal ou bem afamado, se a indiscrição não a insulta? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Como assim? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Assim: há zaragatas a toda a hora; ou só de quando em vez? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; O problema é o caminho até lá. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É sempre assim, minha doce donzela: o problema está sempre no caminho – por onde seguir, afinal?, tirante as vezes em que o problema já está a caminho e a gente, ignorando a sorrateira aproximação, caminha para a caminha de braço dado com a fictícia segurança, a leste como por aí se diz, pensando que irá entrar no paraíso que não existe, e a milhas de pensar em funestos desfechos, quiçá perpetrados por alguém muito próximo e à traição, com uma valente facada pelas costas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Nos dias que correm tenho medo.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E tenha, minha amiga. Ter medo ajuda e faz crescer. Tenha medo, até nos dias, digamos, mais amenos, quando a calmaria parece matar toda a maldade. Mas não se fique por aí. Tenha medo, sim, mas mate-o. Hoje achou este escravo seu para lhe matar o medo, mas amanhã pode encontrar uma "Alteza" que lhe cheirando a medo, a mata a si. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Credo! Com essa conversa já estou arrependida: O senhor está meter-me medo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já lhe disse: ter medo faz bem, desde que o consiga vencer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;E ele não morde? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O medo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não! Esse cão. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Oh, não, coitado! É um pobre diabo. É o &lt;strong&gt;&lt;a href="http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/dilogos-de-morte-11.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Espírito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Espírito? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É a graça com que me ocorreu baptizá-lo, salvo seja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Como? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Repare neste absurdo: sem falar, imagine - sem falar!, pediu-me protecção, tal como a senhora fez, com a diferença da senhora se armar de palavras, e eu, por ser péssimo em nomes, chamei-lhe, a ele, claro está, de Espírito, que foi a primeira imprecisa impressão que me deu o seu focinho de pedinte. Como as pessoas, também um cão deve ter graça, não acha? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Graça? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Um nome, mesmo sem passar pelo ritual de baptismo, minha querida donzela. E já agora da "outra graça", também. Nada pior do que um ser desengraçado, que curiosamente rima com desgraçado, sem que no entanto queira esta rima insinuar verdade alguma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Desculpe perguntar-lhe, mas… está bem? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Estou sempre bem: sou doente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Isso não faz lá muito sentido… &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Digamos que é tão irracional como algum medo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Mas sofre de quê? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- De ver o mundo, minha donzela. É o bastante para me infernizar a saúde. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Então precisa de ajuda!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tenho o meu espírito, minha senhora: médico e coveiro num só. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Mas se calhar devia procurar outras pessoas… Temos que nos ajudar uns aos outros. Não estamos cá para outra coisa. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Minha donzela, apesar da sua cara de expressão certa, não estou eu tão certo disso. Mais depressa se vê o preto do que o branco neste desconcertante claro-escuro. E o seu lar: já o vê? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;É aqui mesmo. Muito obrigada. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Faça-me a fineza: nada de agradecimentos. Foi com desmedido gozo que matei o seu medo. Pelo menos nesta prazenteira caminhada nocturna. Nestas alturas é que tenho pena de ter renegado a viagem a reboque do progresso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Perdão? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Está perdoada, boa alma. E espero que também a mim me perdoe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Porquê? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por não ter aderido a essa coisa do telefone, inviabilizando assim um futuro contacto, pelo menos sonoro, entre o seu castelo e a minha barraca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não tem telemóvel?!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que expressão de horror, minha donzela! Até os seus agradáveis modos se tornaram sapudos! Estarei eu de costas viradas a alguma "lei"? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não… mas é estranho. Toda a gente tem.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já vê: não tendo eu o que toda a gente tem, não sendo eu o que toda a gente é, torna-se mais fácil perceber o meu enfermiço estado. Ou discorda? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Hum… não sei… &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei eu, que sinto e cheiro a doença. E deixe-me que lhe diga: cuide-se, que em si já se nota um cheirinho a ela. Mas fique descansada: pode ser a pior doença, a que já se cheira para os seus lados, mas é a mais comum, a que toda a gente tem; e sendo a que toda a gente tem, viverá bem, presumo eu ... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111912081541730001?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111912081541730001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111912081541730001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111912081541730001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111912081541730001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/dilogos-de-morte-12.html' title='Diálogos de Morte # 12'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111881483935821352</id><published>2005-06-15T06:53:00.000+01:00</published><updated>2005-06-15T06:55:49.990+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/flying_dutchman%20(1887).jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/flying_dutchman%20%281887%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Albert Pinkham Ryder (1847 - 1917) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Flying Dutchman&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111881483935821352?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111881483935821352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111881483935821352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111881483935821352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111881483935821352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/albert-pinkham-ryder-1847-1917-flying.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111881433584004408</id><published>2005-06-15T06:39:00.000+01:00</published><updated>2005-06-15T06:45:35.846+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 17</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às vezes acontece-me, toca. Acontece-me ser invadido pelo desesperado gozo que só certa perdição dá. Nessas alturas embrenho-me na floresta. Com passo certo acelero no caminho já traçado, calcado pelas minhas periódicas visitas a certo local, com o fino fito de lá chegar, lá ao coração da selva, onde se abre o &lt;em&gt;Poço da Dúvida&lt;/em&gt;. Aí chegado, deliberadamente atiro-me para o abismo e no fundo do poço permaneço, sustendo a respiração, martirizando o corpo, &lt;em&gt;lavando&lt;/em&gt; o espírito para, ao subir, chegar à tona mais fresco e mais livre; e ébrio de lucidez que os sonhos voltarão baralhar, já aqui, neste teu pobre mas belo tugúrio. Assim, ainda cansado mas mais seguro, e mais leve também, recomeço a labuta de te manter, ó toca minha. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111881433584004408?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111881433584004408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111881433584004408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111881433584004408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111881433584004408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/prosa-insana-17.html' title='Prosa Insana # 17'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111831115365029310</id><published>2005-06-09T10:59:00.000+01:00</published><updated>2005-06-09T11:16:19.800+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/camilo1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/camilo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Camilo Castelo Branco (1825 - 1890)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Seja qual fôr o lugar que se atribua, na literatura portuguesa, ao assombroso novelista e panfletário, ninguém pode julgar como um entusiasmo apenas passageiro o crescente culto de Camilo. Há quem estranhe que esse culto seja mais intenso que o de Camões e quem cite outras poderosas individualidades da nossa literatura, rivais da sua glória, como Herculano e Antero. Sem discutir a justiça de semelhantes reparos, o que não se pode apoucar é a impressionante grandeza e a emoção que se desprende da obra e da vida de Camilo. Irregular sob o ponto de vista moral, torturado pela nevrose, sacudido entre o riso do sarcasmo e o chôro convulso, criador das mais ideais figuras de mulher e dos tipos mais repelentes ou risíveis, possuindo a imaginação dum grande romancista e novelista, a erudição dum investigador paciente, a visão do historiador, a análise que pinta os vícios e as paixões, e a linguagem mais rica e mais expressiva, dentro dos moldes tradicionais - Camilo parece a um tempo romântico e realista, mas não pertence, na verdade, a escola alguma. A sua existência cativa, tanto como as suas obras, os que estudam tão poderosa e excepcional figura. O epilogo macabro do primeiro sentimento, desenterrando o cadáver da mulher, o adultério, a loucura dum filho e a devassidão do outro, a cegueira, o suicídio, e, antes e depois da morte, a indiferença duma sociedade que só agora vai acordando para a evocação carinhosa do grande escritor, contribuiram para tornar cada vez maior o número dos camilianistas, a sua devoção fervorosa, inquieta e absorvente, em nada inferior à que, na França, por exemplo, manifestam os coleccionadores e admiradores de Stendhal e de Balzac".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bibliomanias.no.sapo.pt/camiliana.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;[Extracto do prefácio ao "Catálogo de Obras Antiga e Modernas. Edições de luxo, tiragens especiais, e também de uma das mais completas Camilianas onde se encontram as principais raridades do grande Mestre", Livraria de João d'Araujo Moraes, Lda, 1924 e posto a venda em 8 de Janeiro de 1925] &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Contos:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;a href="http://www.ficcoes.net/biblioteca_conto/o_filho_natural.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O Filho Natural&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;a href="http://www.ficcoes.net/biblioteca_conto/degredado.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; O Degregado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. &lt;a href="http://www.ficcoes.net/biblioteca_conto/maria_moises.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Maria Moisés&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ficcoes.net/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://www.ficcoes.net/&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111831115365029310?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111831115365029310/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111831115365029310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111831115365029310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111831115365029310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/camilo-castelo-branco-1825-1890-seja.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111807743443094956</id><published>2005-06-06T17:50:00.000+01:00</published><updated>2005-06-07T10:04:32.906+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 16</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olhem todos: não tenham medo. São muitos, são aos milhares, mas ordeiros, os &lt;em&gt;carneiros consumistas.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí vão eles, alegremente caídos sem disso se lembrarem, de braço dado, cantando em grupo, em uníssono. Eles, o exército da indumentária &lt;em&gt;Zara&lt;/em&gt;, todos de igual farpela, aos pinotes grunhindo, entrando para o quartel comercial. E vão de família ao colo, pesados pelo descanso do trabalho diário, procurando a frescura condicionada, babando nas montras, e de seguida entrando de Multibanco em riste: Isto é um &lt;em&gt;assalto&lt;/em&gt;. Vamos consumir um pouco de tudo o que aqui está! Ai vão, sim! A roupinha que lhes não faz falta, a malinha que combina com a saiinha curtinha, aquela camisa que está no preço certo, a metade do custo que se dizia justamente custar, duas ou três semanas antes, antes daqueles imperdíveis saldos que de todos os lados saltam, a olhos vistos, e vai de soltar do cartão porque é agora ou nunca, é agora que se adquire as peças com a cor da moda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É agora que vamos, também e finalmente, andar por aí iguais aos outros, caramba! Quem se julgam eles, esses &lt;em&gt;outros&lt;/em&gt;? Mais que nós, catano!? Ai, não! Também podemos comprar, também podemos andar com igual vestimenta. Também queremos &lt;em&gt;pertencer&lt;/em&gt;. Também&lt;em&gt; somos&lt;/em&gt;. Somos filhos do mesmo Pai. Também merecemos a moda. Também entramos no quartel. Também fazemos estragos nos orçamentos. Também andamos assim - atrás, para à frente chegar e ficar, e bem enfarpelados. E também vamos aos exóticos destinos. Então não? "É que é já a seguir!" É só falar ali com o senhor do banco, a ver se ele tem a lata de nos atirar com um despótico não à cara? Qual! Também a gente vai tocar com a nossa mão na inteligência dos golfinhos curandeiros, lá, onde as águas são azuis, tudo azul, sob o ouro do sol que doira a palmeira mais raquítica. E ficamos lá, umas duas semanas, gozando do pacote, enquanto o banco trata de outro pacote, o nosso, mas de maneira suave, com pequenas fodas mensais, que afinal pouco custam, um bom preço, até justo, se comparado com tão grande orgia que nos proporciona em longínquos paraísos, quase perdidos, não fosse esta maravilha do crédito, este &lt;em&gt;Salvador&lt;/em&gt;! E só temos que lhe agradecer, ao Banco: com as suas &lt;em&gt;Graças&lt;/em&gt;, a gente goza. Vive, caramba! Que leva a gente deste mundo cruel? É viajar, podendo ou não! Correr o mundo turístico, sem dar de caras com a verdadeira cultura, sem muito comunicar, sem respirar os verdadeiros ares da região, é certo, mas… mas que interessa isso? Vale a pena! A pena de ficar acantonados na sugestão do pacote que tudo arranja, que tudo prevê; e mesmo que ele, o pacote, obrigue a ficar sempre ali, &lt;em&gt;presos&lt;/em&gt; naquela paisagem de postal, não faz mal, que a gente só quer ir, ver, gozar, chegar, contar. E chegados ao pobre país natal, está a gente mais ricos: de &lt;em&gt;vistas,&lt;/em&gt; de histórias, de fotografias e de pele, ela tostada, com aquele "bronze" que não é daqui, vê-se logo; é de outras paragens, bem mais caras, bem melhores. E para que se não perca esta bela cor que em mais lado nenhum se &lt;em&gt;arranja,&lt;/em&gt; toca de o eternizar, nos solários, pois então, esses miríficos caixões que milagrosamente fazem perpetuar na pele aquela doce cor que só o Verão do paraíso dá. E mais: assim queimados - e queimados por queimados -, vai de adquirir nova viatura, uma bomba igual à do vizinho, esse invejoso, que se aproveitou da nossa viagem para trocar de Mercedes, o grande cabrão. Mas a gargalhar não fica. Era o que faltava! Não vai o Banco negar-nos este essencial bem para a nossa sobrevivência em grupo, mostrando que ao grupo pertencemos, que no grupo estamos, de igual para igual, com as mesmas armas, os mesmos apetrechos, as mesmas condições de mostrar que também somos, que também pertencemos. Somos iguais. Todos iguais, ó vizinho. Todos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos &lt;em&gt;carneiros consumistas&lt;/em&gt; alimentando o lobo que enche, engorda e fode, mensalmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111807743443094956?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111807743443094956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111807743443094956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111807743443094956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111807743443094956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/prosa-insana-16.html' title='Prosa Insana # 16'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111806527844070976</id><published>2005-06-06T14:34:00.000+01:00</published><updated>2005-06-06T14:41:18.446+01:00</updated><title type='text'>"Eunumpago"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Todos sabemos que o que verdadeiramente muda o mundo é o Dinheiro. Pois usemos o dinheiro para mudar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://eunumpago.blogspot.com/2005/06/receita-para-mudar-o-mundo.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; proponho que se crie (está criado) um movimento de cidadãos determinados a mudar o mundo pela força do capital, e cuja única acção nesse sentido será a de deixar de pagar a prestação da casa ao Banco, o símbolo por excelência do Capital.&lt;br /&gt;Enquanto inundamos os tribunais de processos de penhora e outros que tais, asfixiaremos de tal maneira esses barrigudos do charuto, que outra solução não haverá que não seja a da invenção de um outro mundo.&lt;br /&gt;Quero ver, aliás pago para ver, o que terão a dizer sobre a falência do sistema financeiro os escroques que mais uma vez erguem a vergasta sobre o lombo do escravo.&lt;br /&gt;Requer-se apenas um gesto, que afinal de contas é um não gesto: no fim do mês ninguém paga a prestação da casa! E no seguinte também não. E nunca mais paga! E é tudo tão simples quanto isto."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.eunumpago.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://www.eunumpago.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111806527844070976?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111806527844070976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111806527844070976' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111806527844070976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111806527844070976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/eunumpago.html' title='&quot;Eunumpago&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111789960899425669</id><published>2005-06-04T16:40:00.000+01:00</published><updated>2005-06-04T16:43:46.993+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/99-corbijn-vanleest02.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/99-corbijn-vanleest02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tom Waits&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.anti.com/download.php?id=59" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"How's It Gonna End" MP3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.anti.com/media.php?id=1"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(Daqui)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111789960899425669?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111789960899425669/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111789960899425669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111789960899425669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111789960899425669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/tom-waits-hows-it-gonna-end-mp3-daqui.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111789872059086503</id><published>2005-06-04T16:25:00.000+01:00</published><updated>2005-06-04T16:33:55.436+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/foto3g.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/foto3g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diálogo entre João de Deus e a Madre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;João de Deus&lt;/strong&gt; - Venho deixar esta criaturinha ao cuidado das irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madre&lt;/strong&gt; - Louvado seja Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João de Deus&lt;/strong&gt; - Dêem-lhe caldos de galinha e muito repouso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madre&lt;/strong&gt; - Irmãs, demos graças a Deus ao salvador desta pobre infeliz. No mundo implacável e egoísta em que vivemos, raros são aqueles que ainda se ocupam do sofrimento do seu semelhante, pondo em risco a própria vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;João de Deus&lt;/strong&gt; - Não há pneumonia que entre comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madre&lt;/strong&gt; - Como se chama, bom homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João de Deus&lt;/strong&gt; - João de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madre&lt;/strong&gt; - Nome santo. É crente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João de Deus&lt;/strong&gt; - Não é uma questão de crença, é uma questão de confiança. Deus é obscuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madre&lt;/strong&gt; - Graças à sua boa acção os anjos e os serafins rejubilam no Reino dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João de Deus&lt;/strong&gt; - Madre, não transforme um pequeno impulso aquático numa orgia celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madre&lt;/strong&gt; - Tome lá cem escudos. Mas não gaste tudo em vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João de Deus&lt;/strong&gt; - Deus a abençoe, madre abadessa, por esta santa esmolinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madre&lt;/strong&gt; - Que Deus o acompanhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João de Deus&lt;/strong&gt; - Mais vale só do que mal acompanhado. Ó Agostinho, toma lá cem dólares, mas não gastes tudo em freiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agostinho&lt;/strong&gt; - Muito obrigado, meu bom senhor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.madragoafilmes.pt/asbodasdedeus/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;As Bodas de Deus&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, filme de &lt;strong&gt;João César Monteiro&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111789872059086503?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111789872059086503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111789872059086503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111789872059086503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111789872059086503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/dilogo-entre-joo-de-deus-e-madre-joo.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111789828218477375</id><published>2005-06-04T16:07:00.000+01:00</published><updated>2005-06-04T16:18:02.556+01:00</updated><title type='text'>Palavra de Pessoa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Tão regrada, regular e organizada é a vida social portuguesa que mais parece que somos um exército do que uma nação de gente com existências individuais. Nunca o português tem uma acção sua, quebrando com o meio, virando as costas aos vizinhos. Age sempre em grupo, sente sempre em grupo, pensa sempre em grupo. Está sempre à espera dos outros para tudo.&lt;br /&gt;Somos incapazes de revolta e de agitação. Quando fizemos uma “revolução” foi para implantar uma coisa igual ao que já estava. Manchámos essa revolução com a brandura com que tratámos os vencidos. E não nos resultou uma guerra civil, que nos despertasse; não nos resultou uma anarquia, uma perturbação das consciências. Ficámos miseravelmente os mesmos disciplinados que éramos.&lt;br /&gt;Trabalhemos ao menos – nós, os novos – por perturbar as almas, por desorientar os espíritos. Cultivemos, em nós próprios, a desintegração mental como uma flor de preço. Construamos uma anarquia portuguesa."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fernando Pessoa&lt;/strong&gt; [&lt;em&gt;O Jornal, 8-4-1915 (excertos)&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim está impresso na badana d’ &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Banqueiro Anarquista&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, livro de &lt;strong&gt;Fernando Pessoa&lt;/strong&gt; (edições &lt;a href="http://www.antigona.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Antígona&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,  1997)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111789828218477375?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111789828218477375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111789828218477375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111789828218477375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111789828218477375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/06/palavra-de-pessoa.html' title='Palavra de Pessoa'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111754252214478047</id><published>2005-05-31T13:17:00.000+01:00</published><updated>2005-05-31T13:28:42.153+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 11</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por uma vez que talvez tenha mais &lt;em&gt;exemplos…&lt;/em&gt; um monólogo, senhores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas que queres tu, rafeiro? Estou com medo, não o cheiras? Olha como tremo só de imaginar como será triste o teu focinho à luz do dia. De onde vieste? És uma fera? És uma reencarnação maldita? O pior ser alguma vez parido, com a alma penada presa nesse crânio sem miolos gerados para a fala? Também estás sozinho? Abandonaram-te, canino? Foi a solidão! Cheiraste a minha solidão e ficaste atraído. Ou queres ferrar-me o dente na esquina mais deserta? Não me digas que também padeces de males estranhos, espírito peludo! Xô! Vai-te embora! Não tenho febras, nem as minhas, cruas ou cozinhadas, te enchiam: sou entrecosto magro, de ossos deves estar tu farto! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olha aqui uma lixeira! Fareja! Fica aí, entretido toda a noite. Olha-me esse universo infindável de prazeres por descobrir! Faltar-te-iam anos para cheirares toda a merda que aí está. Diverte-te aí. Que queres de mim? Nada tenho para te oferecer! Apre, que é teimoso! Estás perdido? Também eu! Acha-te. Para que queres o focinho? Dá-lhe uso, caramba! Procura o teu dono e arranca-lhe os tomates como vingança. Para te chegares, deves ter algum problema. Deves ter carraças do tamanho de morcegos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que raio! Que perseguição obstinada! Não te cansas, tu? Não estou habituado a amores à primeira vista. Não me digas, ó espírito, que tenho feromonas especiais: não atraem bichos humanos, deixam cães vadios hipnotizados… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E vieste até aqui! Muito bem, estou entregue. Muito obrigado por teres sido o meu &lt;em&gt;cão da guarda.&lt;/em&gt; Salvaste-me. Podia ter entrado em pânico neste breu desconhecido, mas não, vim seguro, contigo à ilharga, nesta benigna perseguição. Estou muitíssimo agradecido! Se te ofendi, oh!, se te ofendi, peço perdão. Trabalhaste bem, passaste com distinção. Podes continuar, podes procurar outro passeante solitário, protegê-lo, e fazer-lhe companhia. Mas tem cuidado! Dizem que nos tempos que correm temos de ter muito cuidado. Pelo cheiro sentiste que temos qualquer coisa em comum. Mas nada de ilusões, ó espírito! Há quem perfume a pele. Podem enganar-te: parecem amigos e depois ferram-te o dente. Vá, vai! Calcorreia o teu mundo de cheiros… Não?!... Queres guarida, é, espírito? Tecto, comida, afecto? Todos procuramos o mesmo, não é assim? E se eu tos negar? Sou mau ser? Ser humano, sem humanidade? Será que desistes? Ou perseguir-me-ás de cauda pedinte até &lt;em&gt;amoleceres&lt;/em&gt; a minha vontade, tornando-a papa? Papa! Pai. Papa, pai! Caridade! Papa caridosa, religiosamente servida, sorvida, vendida, não dada, não, nada. Preço, preso. Para tudo. Olhas para mim!? Muito pedes tu, cão. Vá, entra lá para o covil, estranho ser. Aos espíritos perdidos estendo eu a minha mão venada pouco dada a apertos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111754252214478047?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111754252214478047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111754252214478047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111754252214478047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111754252214478047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/dilogos-de-morte-11.html' title='Diálogos de Morte # 11'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111753470623663649</id><published>2005-05-31T10:58:00.000+01:00</published><updated>2005-05-31T11:19:33.536+01:00</updated><title type='text'>Porquê? Porque Se Não Pode Perder.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A sangue frio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Filhos da campa-berço&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;a caminho da masmorra ginásio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Olhos virados do avesso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;sistema de rega por naufrágio;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Bar-restaurante de venenos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;a dentadura-bisturi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O feto-camisa de Vénus&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;máquinas de suplício ao Ralenti...&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Um açougue-infantário&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;um antropófago com ténia,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A máquina da Felicidade ao contrário&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;academia de carrascos em vénia;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Agrilhoado à morgue-escola&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;um cadáver repetente,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Um oceano de coca-cola&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;um esgoto presidente...&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Três caixões ortopédicos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;um suicídio por contrato,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mil conselhos médicos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;sobre a autópsia-parto;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Uma retrete-manjedoura&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;um esqueleto de bikini,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;burocratas em salmoura&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;vermes com pedigree...&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Um trono-patíbulo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;um cancro benigno,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;capelas de prostíbulo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;um genocídio por signo;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Um cemitério climatizado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;universidades da putrefacção,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;um eunuco apaixonado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;chatos de elite e estimação...&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Uma hóstia-supositório&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mumias com nervos em franja,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Férias pagas no purgatório&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;arsénico com sabor a laranja;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O homem autónomo perfeito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;parafusos, cabos e canos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;uma bomba eléctrica no peito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;a boca fundida ao ânus.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Répteis de sangue quente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A puta que Deus não pariu...&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Um deserto de gente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/2005/05/sangue-frio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A realidade a sangue frio.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No &lt;strong&gt;&lt;a href="http://dragoscopio.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;DRAGOSCÓPIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111753470623663649?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111753470623663649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111753470623663649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111753470623663649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111753470623663649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/porqu-porque-se-no-pode-perder.html' title='Porquê? Porque Se Não Pode Perder.'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111744326436996184</id><published>2005-05-30T09:54:00.000+01:00</published><updated>2005-05-30T09:59:34.706+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/02-planetnl10-corbijn.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/02-planetnl10-corbijn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.officialtomwaits.com/main.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Tom Waits&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;- Books Of Moses&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://mp301.epitonic.com/streamed/files/reg/songs/mp3/Tom_Waits-Books_Of_Moses.mp3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mp3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foto:&lt;a href="http://www.keeslau.com/TomWaitsSupplement/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://www.keeslau.com/TomWaitsSupplement/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111744326436996184?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111744326436996184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111744326436996184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111744326436996184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111744326436996184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/tom-waits-books-of-moses-mp3.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111744003135367210</id><published>2005-05-30T08:51:00.000+01:00</published><updated>2005-05-30T10:14:18.870+01:00</updated><title type='text'>Mínimas Máximas Irrelevantes (de um lunático, por descobrir)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Semelhante à conversa, também os pensamentos podem ser como as cerejas: se um surge, outros o sucedem, e se não temos cuidado com alguns deles, acabam por nos manchar as mãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111744003135367210?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111744003135367210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111744003135367210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111744003135367210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111744003135367210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/mnimas-mximas-irrelevantes-de-um.html' title='Mínimas Máximas Irrelevantes (de um lunático, por descobrir)'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111721087581751595</id><published>2005-05-27T17:12:00.000+01:00</published><updated>2005-05-27T17:21:15.826+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 15</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Longe vão os tempos em que elas (e só elas) passavam pelas &lt;em&gt;torturas da cera&lt;/em&gt; em nome da estética, pelas depilações, pelos minutos perdidos em frente ao espelho massajando o rosto com as panaceias que mais não são que placebo mais ou menos eficaz que enche a vista de quem quer ver a pele dar sinais da juventude que se esvai, tentando apagar dos olhos os pés de galinha e as rugas que a(s) crise(s) vão vincando. Agora, agora também eles passam pelas manicuras, pedicuras e depilações várias, para que peito com pêlo se torne "imberbe". E são elas que os instigam, babadas e hipnotizadas pela beleza instituída, construída na máquina da publicidade, essa fábrica da ilusão, agente máximo da insatisfação, promovendo a imagem de marca do que deve ser um símbolo de beleza, com músculos em sítio certo e em certo sítio, sem pêlo no dorso, que isto de macacos e gente com pêlo só se for na venta, onde realmente faz falta, mas mais no sentido figurado, para fazer face e dar a face à competitividade reinante, para não ficar nem atrás nem para trás nesta grave corrida pela sobrevivência. Tudo limpinho, como o senhor do anúncio xis, ou aqueloutro daquele filme que a moda trouxe para o centro comercial, vindo das Américas de todas as novidades, de todos os consumos, tudo &lt;em&gt;fast&lt;/em&gt; e bom de mastigar e deitar fora. E eles, cada vez mais &lt;em&gt;elas&lt;/em&gt;, cada vez mais por elas, retocam a linha da sobrancelha, limpam aquele &lt;em&gt;fosso&lt;/em&gt; em que os pêlos das mesmas se unem, fora da moda, a atirar para o labrego, atávica condição dos pindéricos, essa gentalha sem gosto, sem cuidadinhos com o corpinho que se quer vistoso e limpinho. E eles que não cheguem a casa, já com os irreverentes pêlos a saírem da pele, que elas não permitirão que os seus seios, naquelas alturas que seriam de amor, momentos perfeitos, sejam estragados pelo desconforto das picadelas do peito semi-pelado, com ganas de voltar a ser matagal a desbravar.  E se não queres vai a andar, que isto do divórcio comemora os trinta anos e hoje em dia, dizem as estatísticas, em cada dois casamentos um acaba em separação. Acautela-te, pois. Trata lá de seres aquele que ela quer que sejas, ou vais de carrinho, choroso e a pedinchar colo a uma feia disforme, com mais pêlo que tu, até no peito, se a má sorte o desejar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111721087581751595?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111721087581751595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111721087581751595' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111721087581751595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111721087581751595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/prosa-insana-15.html' title='Prosa Insana # 15'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111702459301002434</id><published>2005-05-25T13:36:00.000+01:00</published><updated>2005-05-25T13:38:11.170+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/After%20Us%20Motherhood.%201927.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/After%20Us%20Motherhood.%201927.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Max Ernst - After Us Motherhood (1927)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111702459301002434?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111702459301002434/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111702459301002434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111702459301002434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111702459301002434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/max-ernst-after-us-motherhood-1927.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111702277671352781</id><published>2005-05-25T12:54:00.000+01:00</published><updated>2005-05-25T13:21:02.760+01:00</updated><title type='text'>Mestre Rato Responde... Obviamente.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Mestre-Rato&lt;/em&gt;, quais são os bichos a evitar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Oh, viandante desprevenido! Na verdade, não confies muito em nenhum, nem nos teus semelhantes, donde não raras vezes vem a pior das ratoeiras. Mas, não falando desses maus ratos, aconselho-te cuidados especiais para com o ancestral inimigo, claro está: o gato. É ele felino traiçoeiro, dengoso, frio, distante e calculista, sempre pronto a deitar de fora as garras e de dentadura sempre pronta a filar. Em relação a ele, calculo, estás tu, sempre, de sobreaviso. Mas há outros, que talvez desconheças as suas manhas. Os cães, por exemplo, são a evitar. Andam em matilhas. São uma tropa que em conjunto caça, que se juntam, farejando todas as oportunidades de ataque, às vezes raivosos e imprevisíveis. Uns &lt;em&gt;polícias&lt;/em&gt;! E velhacos! Foge também dos exibicionistas, esses vaidosos pavões efeminados que por todo o lado exibem o seu leque lustroso, para chamarem a si todas as atenções. Já reparaste naquele repugnante porte, ó rato? E naquela cabecita pequena, que pouco pensa, encimada por um penacho, condição única para que tenham cérebro, isto é, para que nele se encaixe aquele risível adorno? E no entanto, tendem para albergar em tão pequena caixa craniana um ego enormíssimo, que os fazem explodir em gritos arrogantes, numa algazarra histérica. Já alguma vez ouviste a sua odiosa melodia? É de vomitar, coisa que a nós não nos afecta, porque, bem sabes, nem que seja por experiência: os ratos nunca vomitam. Outros que deves evitar são os ursos. São uma cambada do pior. Parecem inofensivos, mas chateiam, e atacam, quando menos se espera, destrambelhadamente, sem olhar a quem. Com todo aquele corpanzil gorduroso, não medem a sua força bruta, nem tampouco avisam um ataque. Muitas vezes são desdenhados, mas não te fies! Andam por aí em grande quantidade. Às vezes hibernam, mas a estupidez fá-los despertar do seu pesado torpor, e quando isso acontece, é um desenfreado &lt;em&gt;vê se te avias&lt;/em&gt;. Os camelos, esses animais de carga, são más companhias. Que saiba, não atacam, coitados. Contudo, não te aproximes. Imagina com eles muito privares, e tornares-te… um camelo também, com bossas – é boçal, carregando o que ninguém quer carregar, estupidamente. Os burros, esses equídeos domésticos, até têm graça. Deles, nada esperes. Não fazem nem bem nem mal, logo, dá-lhes uns bons-dias, sem mais conversa, e segue o teu caminho. E depois, todas as aves de rapina, com os seus olhitos perspicazes e talentosos, sempre procurando um alvo. São interessantes, rato. Mas cuidado, andam muito &lt;em&gt;por cima&lt;/em&gt;. Voam, rato. Vêem o que nunca poderás ver, a menos que estejas preso às suas garras e ainda vivo, antes da morte sobrevir, no seu sábio e tenaz bico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis alguns, resumidamente descritos. Outros existem, mas, para primeira &lt;em&gt;lição&lt;/em&gt;, estamos conversados, nobre viandante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111702277671352781?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111702277671352781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111702277671352781' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111702277671352781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111702277671352781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/mestre-rato-responde-obviamente_25.html' title='Mestre Rato Responde... Obviamente.'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111694102874341323</id><published>2005-05-24T13:59:00.000+01:00</published><updated>2005-05-24T15:33:06.540+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 10</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por favor minha senhora, anseio adquirir uma planta carnívora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Está no sítio certo, caro senhor. De momento temos estas três espécies diferentes.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- São de boa boca, por assim dizer? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não tenho tido reclamações, embora não seja produto com muita saída. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Ai, sim? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Acho que as pessoas ficam de pé atrás. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nada me espanta. Também as vejo a avançar os pezinhos para dentro dos sufocantes supermercados à procura dos "raids" que também as matam a elas do que procurarem na natureza um mata-moscas vivo, eficaz e decorativo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Mas é uma planta esquisita!... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ora essa! A boniteza não vai à mesa. E se às maravilhas mil cumpre, que interessa a beleza do animal, salvo seja! Toda a natureza tem o seu encanto. Nem todos podem ser bonitos - desde que cumpram o seu dever, a estética é de somenos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Pois… mas as pessoas gostam de coisas bonitas em suas casas.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pois eu só gosto de mamarrachos e manipanços engessados. São gostos. Talvez tenda a ver na fealdade a verdadeira essência das coisas. A perfeição, digamos assim, fere-me os olhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Pois… são gostos. E então, qual delas o interessa? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- No alto da minha sinceridade vocifera o veredicto: todas! Esta aqui tem bolsa grande, o que deve ser estômago para devorar varejeiras pré-históricas. Esta é assim mais a atirar para a beleza, e embora lhe franza o sobrolho, parece ser menina para encher o bandulho de melgas… Diga-me uma coisa: ouve-se o derradeiro zumbido dos ridículos alados antes de se calarem de vez? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Isso, não sei.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É pena! Em todo o caso, sempre poderei confirmar, não é assim? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Pois...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Levo as três, minha cara senhora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Faz muito bem. Em minha casa também tenho uma. E agora que o Verão está à porta, são de uma eficácia impressionante. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah, sim!? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Acabam mesmo com os insectos!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não duvido, minha senhora. Deve ser um alívio, calar assim, com grande limpeza, alguns zumbidos insuportáveis, irritantes e até mentirosos. E carne humana?...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Carne humana? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Dizem que é manjar adocicado, de agradável degustação. Será que elas gostam, ou franze-lhes as pétalas, ou espinhos, ou dentes, ou lá o que isso é? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Ah, isso não sei. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Imagine que me dava para fazer calar uma ou outra boca?... Vamos supor: um ministro, por exemplo. Acha que conseguia livrar-me do cadáver por essas bocas, em vez de encher o gélido estômago do frigorífico, como estupidamente fazem muitos assassinos de ridícula esperteza? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Mas se você matasse um ministro era logo descoberto. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Destroçado, lhe confesso: a minha parca inteligência não me havia prevenido para essa evidência. O cego furor da acção aniquila a maturação do pensamento. Mas olhe que há crimes de uma perfeição assombrosa!... Repare bem em todos os crimes contra a humanidade que por todo o lado se observam, muitos deles gozando de impunidade! Quem sabe se...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Seria descoberto. Toda a gente sabe tudo! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Também não mente, com mais esse rude golpe no meu plano que, de morto, já cheira a defunto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Mas porque não começa por baixo? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por baixo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Alguém menos conhecido…&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- A sua fantasia enche-me as medidas, minha senhora.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Eu… &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não me esteja a arregalar esses berlindes negros, minha senhora. A si, não lhe espetava a mesma faca vinte vezes. Tenho outras ambições, quiçá mais desmedidas. Digamos… a bem da Nação!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Então quer levá-las? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Levá-las? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;As plantas! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pois com certeza. Já lho tinha informado! Este parêntesis ao qual não teve arte para me presentear com uma resposta que alimentasse as minhas (e suas) esperanças não invalida a minha irreversível decisão. Levo-as. E hei-de fazer experiências alimentares nunca vistas entre estes grandes reinos, o animal e o vegetal. E fica esta conversa entre nós, minha senhora. Se os jornais anunciarem o súbito e estranho desaparecimento duma figura de renome, não acredite. A imprensa é o maior viveiro das escandaleiras, imprecisas e nem sempre verdadeiras. E mesmo que verdade seja, os seus belos lábios só se abrirão para dizer: Como foi este "Bem" possível de acontecer! Certo? Certo. Bem-haja, boa vendedeira. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111694102874341323?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111694102874341323/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111694102874341323' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111694102874341323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111694102874341323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/dilogos-de-morte-10.html' title='Diálogos de Morte # 10'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111685402050201986</id><published>2005-05-23T14:02:00.000+01:00</published><updated>2005-05-23T14:18:16.546+01:00</updated><title type='text'>Acomodarmo-nos? Nunca! Foda-se!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://sitiodofoda-se.blogspot.com/2005/05/o-foda-se-originrio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;«Foram assim terminados os céus e a Terra e todo o seu conjunto. Concluída no sétimo dia, toda a obra que havia feito, Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado.»-Génesis, 2-1&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://sitiodofoda-se.blogspot.com/2005/05/o-foda-se-originrio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ao oitavo dia, que em tempo humano corresponde, grosso modo, ao ano 2005 depois de Cristo, Deus acordou. Bocejou e debruçou-se para rever da sua Obra.Reparou, estupefacto, que a "terra era de novo informe e vazia" e que as "trevas cobriam de novo" não já apenas o abismo, mas também as mioleiras duma chusma de iluminados em delírio. No meio dessa amálgama caótica, formiguejavam anões merceeiros a impingirem porcarias absolutamente desnecessárias a imbecis e mentecaptos pomposos. Deus, com toda a sua transcendental sabedoria e clarividência, viu que tudo aquilo não só não era bom, como, inclusivé, era uma grandessíssima merda.Foi então que, indignado, disse: "Foda-se!"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://sitiodofoda-se.blogspot.com/2005/05/o-foda-se-originrio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Virou costas. E foi-se embora.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://sitiodofoda-se.blogspot.com/2005/05/o-foda-se-originrio.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Se o sono da Razão gera monstros, imagine-se que avantesmas horripilantes não terá engendrado o sono de Deus!...&lt;br /&gt;posted by Anónimo, em&lt;/em&gt; "O Sítio do Foda-se!"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os anónimos têm esta coisa: são gajos chatos, pá. Gajos que não se calam, que não dormem; muito pelo contrário: estão atentos, os que estão, claro está, porque há de tudo, como sempre e em tudo e em todo o lado. E quem não &lt;em&gt;dorme sobre as coisas&lt;/em&gt; ou procura um "alívio", diz: Foda-se! &lt;a href="http://sitiodofoda-se.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Aqui.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111685402050201986?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111685402050201986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111685402050201986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111685402050201986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111685402050201986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/acomodarmo-nos-nunca-foda-se.html' title='Acomodarmo-nos? Nunca! Foda-se!'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111654541996315468</id><published>2005-05-20T00:16:00.000+01:00</published><updated>2005-05-20T00:50:48.513+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 14</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que pesadelo dantesco, toca! Vi todos os humanos sem casa, loucos, de um lado para outro, atarantados, caminhando de gatas, porque já não sabiam andar. Vi-os pedirem abrigo em grutas e até em minúsculas tocas de telúricas paredes, para se abrigarem dos presságios das intempéries que liam nas nuvens. E diziam que as nuvens haveriam de escrever a palavra morte. Morte por todo o lado. E eles de gatas, aos milhões, esquecidos da tecnologia que os animara, que os incapacitara. Pediram ajuda a cobras e lagartos. Tentaram matar um elefante para lhe roubarem a memória, mas os que se aventuraram foram esmagados pelo animal. Tentaram unir-se, para em grupo se defenderem e atacarem, mas cada um já só via a sua fome, o seu coração, o seu umbigo. Incapazes de se darem, sem ter o que receber. E do umbigo das crianças cresciam sem cessar cordões umbilicais que procuravam, cada um por si e às cegas, o ventre materno correspondente, numa ansiedade de voltar a nascer, de voltar para o útero protector. Milhares de homens morreram asfixiados pelos cordões que os enforcaram; milhares de mulheres foram esventradas pela furiosa onda de urgente protecção, protecção eterna. Choravam. Todos choravam no lamaçal dos seus queixumes. Queriam gritar por um deus cujo nome tinham esquecido. Queriam injuriar um deus que nunca &lt;em&gt;nascera&lt;/em&gt;. Um espectáculo aterrador, toca, sobre um inclemente céu azul, onde o astro-rei ardia. Dizem, e com razão, que os pesadelos não podem ir até ao fim porque no cume da nossa angustia acordamos. Mas eu, talvez por ser rato, vi o fim. E, se calhar, ainda bem. Vi os homens rastejarem por comida, vi-os na frustrada tentativa de se digladiarem, embrutecidos e animalescos, com os paus que já não sabiam manusear. Vi-os tombarem. Encolheram. Paradoxalmente, os mais fortes tornaram-se vermes. Foi então que os animais se acercaram deles. As hienas riam, os diabos da Tasmânia gritavam, os corvos cantavam, todos num tumulto impiedoso. E de repente, no e do caos, nasceu uma rapariguinha a quem chamaram de Tr-eva, tal era a confusão que os invadia. Quiseram encontrar um rapaz, igualmente recém-nascido, «para os unir», diziam. De gatas o procuraram, com um olho na terra e outro no céu, temendo a palavra morte, que as boas nuvens ainda não haviam escrito. A trôpega busca terminou quando encontraram uma mulher grávida, muito fraca. «Pare», gritaram. Os diabos riam, as hienas gritavam, os corvos sobrevoavam. A mulher gemia, sem forças. «Pare». E ela, exausta, no meio da nervosa assistência, tentando expelir o &lt;em&gt;salvador&lt;/em&gt;. Até que o seu último suspiro foi o primeiro da criança que todos quiseram fazer chorar. E ver. O sexo. Um rapaz. Nado-morto. Gritaram. Quiseram morrer. Todos, ali mesmo. Imploraram para que os fiapos de nuvens se unissem e tricotassem a palavra que antes temiam. Agora queriam o fim. Queriam que a terra explodisse, ou se abrisse uma fenda, um abismo para o qual pudessem mergulhar. Então, chegaram as nuvens. Todos gritaram: «morte». As hienas engasgaram-se, os diabos choraram, os corvos desapareceram. As nuvens escreveram: «Esperança». &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu, toca; eu acordei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111654541996315468?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111654541996315468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111654541996315468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111654541996315468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111654541996315468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/prosa-insana-14.html' title='Prosa Insana # 14'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111653076696817676</id><published>2005-05-19T20:26:00.000+01:00</published><updated>2005-05-19T20:30:28.366+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/eark.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/eark.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.schneidertm.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;The Schneider TM&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;- &lt;strong&gt;"The Light 3000"&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://128.121.253.170/holdingfolder/mp3/dec03/schneider_tm_-_the_light_3000.mp3"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Download Now&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111653076696817676?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111653076696817676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111653076696817676' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111653076696817676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111653076696817676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/schneider-tm-light-3000-download-now.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111650012730964928</id><published>2005-05-19T11:40:00.000+01:00</published><updated>2005-05-19T11:55:27.316+01:00</updated><title type='text'>Eu sabia, eu sabia: Mais Vale Ser Rato!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, e fez o crítico à semelhança do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;gato&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao crítico deu ele, a graça ondulosa e o assopro, o ronrom e a garra, a língua espinhosa e a calinerie. Fê-lo nervoso e ágil, reflectido e preguiçoso; artista até ao requinte, sarcasta até à tortura, e para os amigos bom rapaz, desconfiado para os indiferentes, e terrível com agressores e adversários (...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amigo de fazer jongleries com a primeira bola de papel que alguém lhe atire, ou seja um poema, ou seja um tratado, ou seja um código. Paciente em aguardar, manso e apagado, com um ar de mistério, horas e horas, a sortida dum rato pelos interstícios dum tapume, e pelando-se, uma vez caçada a presa, por fazer de agonia dela uma distracção; ora enrolando-a como um cigarro, entre as patinhas de veludo; ora fingindo que lhe concede a liberdade, e atirando-a ao ar, recebendo-a entre os dentes, roçando-se por ela e moendo-a, até a deixar num picado ou num frangalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde que o nosso tempo englobou os homens em três categorias de brutos, o burro, o cão e o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;gato &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;- isto é o animal de trabalho, o animal de ataque e o animal de humor e fantasia - porque não escolheremos nós o travesti do último? É o que se quadra mais ao nosso tipo, e aquele que melhor nos livrará da escravidão do asno, e das dentadas famintas do cachorro ..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[&lt;strong&gt;Fialho de Almeida&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Meus Senhores Aqui Estão «Os Gatos»&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tal qual &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;a href="http://almocrevedaspetas.blogspot.com/2005_05_01_almocrevedaspetas_archive.html#111624426389574797"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;lá está&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, no &lt;a href="http://almocrevedaspetas.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Almocreve das Petas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, a quem aproveito para felicitar pelo segundo aniversário. Parabéns.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111650012730964928?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111650012730964928/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111650012730964928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111650012730964928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111650012730964928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/eu-sabia-eu-sabia-mais-vale-ser-rato.html' title='Eu sabia, eu sabia: Mais Vale Ser Rato!'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111643909655027739</id><published>2005-05-18T18:58:00.000+01:00</published><updated>2005-05-18T19:07:31.246+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/The%20cow_with_subtile_nose.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/The%20cow_with_subtile_nose.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Jean Dubuffet - The Cow With Subtile Nose (1954)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111643909655027739?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111643909655027739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111643909655027739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111643909655027739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111643909655027739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/jean-dubuffet-cow-with-subtile-nose.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111643857975749798</id><published>2005-05-18T18:41:00.000+01:00</published><updated>2005-05-18T19:27:26.950+01:00</updated><title type='text'>Até Tremo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No Diário de Notícias:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/05/18/media/o_crime_padre_amaro_adaptado_a_actua.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Quem seria hoje o padre Amaro? Como seria a Amélia do século XXI? Que crimes seriam perpetrados nos nossos dias? Estas perguntas deram o mote para o lançamento de uma minissérie da SIC baseada na emblemática obra de Eça de Queirós &lt;em&gt;O Crime do Padre Amaro&lt;/em&gt;, com estreia prevista a 13 de Junho. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/05/18/media/o_crime_padre_amaro_adaptado_a_actua.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;As histórias do livro de Eça de Queirós foram transpostas para os tempos actuais, para uma Lisboa cheia de contrastes socioculturais com um ambiente urbano completamente distinto do clima retratado originalmente pelo autor. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/05/18/media/o_crime_padre_amaro_adaptado_a_actua.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/05/18/media/o_crime_padre_amaro_adaptado_a_actua.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A acção decorre num bairro social de Lisboa, onde convivem várias etnias e conhecido pela violência e marginalidade. Assim, as personagens do romance de Eça viajam numa máquina do tempo para ganhar uma nova dimensão um padre Amaro (interpretado por Jorge Corrula) que surge no bairro para devolver a crença aos habitantes que a perderam; uma Amélia (protagonizada pela estreante Soraia Chaves) que passa a vida a saltar de emprego em emprego; um Quimbé (Cristóvão Campos) líder do gang do bairro; um Libaninho (interpretado pelo actor Ricardo Pereira) professor de dança e homossexual assumido. Estas são algumas das personagens que conferem à série o tom contemporâneo."&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/05/18/media/o_crime_padre_amaro_adaptado_a_actua.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora não seja muito correcto, deixem-me que vos diga: pela resumida descrição, esta audaciosa adaptação cheira-me a esturro. E também me cheira a odores mais... &lt;em&gt;azedos&lt;/em&gt;. E até a algo mais funesto – assassinato, amplamente justificado, depois de "cheirar a esturro", que é como diz o dicionário: "estar uma pessoa prestes a exaltar-se; antever problemas". Mas, enfim, nada de falar sem ver, nada de primeiras impressões, de especulações. Fica a nota. Em Junho, dia 13 (que número!), aquando da estreia prevista para esta arrojada produção &lt;em&gt;ao nacional&lt;/em&gt;, logo se testemunhará (mas com olhos de ver) o que, e sobretudo como, se adaptou a obra do grande Eça de Queiroz. Para já, para já, não me sai da cabeça esta pergunta: A existir, como vai ser um padre Natário; ou um cónego Dias; ou mesmo um João Eduardo, ele que não poderá deixar de aparecer nesta adaptação?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(pensamento: Quimbé? Quem é Quimbé? Desse não me lembro! A minha memória não é lá muito boa, enfim, mas quase que jurava que esta personagem não... Não, devo estar enganado... Hei-de ver se... Quimbé? Quimbé...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111643857975749798?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111643857975749798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111643857975749798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111643857975749798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111643857975749798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/at-tremo.html' title='Até Tremo...'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111643807175958373</id><published>2005-05-18T18:34:00.000+01:00</published><updated>2005-05-18T18:41:11.766+01:00</updated><title type='text'>"Solemnemente" (1935)</title><content type='html'>Solemnemente&lt;br /&gt;Carneirissimamente&lt;br /&gt;Foi approvado&lt;br /&gt;Por toda a gente&lt;br /&gt;Que é, um a um, animal,&lt;br /&gt;Na assembleia nacional&lt;br /&gt;Em projecto do José Cabral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro&lt;br /&gt;Que isso tudo&lt;br /&gt;É desse pulha austero e raro&lt;br /&gt;Que, em virtude de muito estudo,&lt;br /&gt;E de outras feias coisas mais&lt;br /&gt;É hoje presidente do conselho,&lt;br /&gt;Chefe de infernanças animaes,&lt;br /&gt;E astro de um estado novo muito velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que quadra&lt;br /&gt;Isso com qualquer coisa que se faça?&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;A Egreja de Roma ladra&lt;br /&gt;E a Maçonaria passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E elles todos a pensar&lt;br /&gt;Na victoria que os uniu&lt;br /&gt;Neste nada que se viu,&lt;br /&gt;Dizem, lá se conseguiu,&lt;br /&gt;Para onde agora avançar?&lt;br /&gt;Olhem, vão p'ra o Salazar&lt;br /&gt;Que é a puta que os pariu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fernando Pessoa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Literalmente,daqui:&lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/escritores/pessoa/solemnemente.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://www.instituto-camoes.pt/escritores/pessoa/solemnemente.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111643807175958373?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111643807175958373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111643807175958373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111643807175958373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111643807175958373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/solemnemente-1935.html' title='&quot;Solemnemente&quot; (1935)'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111627440728416138</id><published>2005-05-16T21:06:00.000+01:00</published><updated>2005-05-16T21:16:02.983+01:00</updated><title type='text'>O Regresso da Cabala</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando todos nós pensávamos que não mais ouviríamos a palavra cabala, tão popular nos conturbados tempos mui escandalosos em que o PS era oposição, na altura chefiado pela estranha figura do digno senhor Ferro, eis que agora, ela, a palavra cabala, regressa, associada a outra figura, mais esotérica, celebridade histérica, que volta a trazer para a boca do mundo esse delicioso vocábulo, entretanto injustamente esquecido no rico léxico nacional. É essa figura um tal de João Chaves, que, a partir do ambiente rural controlado pela tecnologia do directo, promete divulgar a palavra, e espalhar a doutrina, nessa caixa que mudou o mundo, para pior. E assim, de pior em pior continuará, se rodar este mundo como tem rodado – sobre si, no sentido inverso ao andamento dos ponteiros, quando eles, os ponteiros, existem, nos ricos Rolex. Mas esta cabala - desenganem-se os caçadores de escândalos - não trás polémica no bico. É outra cabala, com grande Cê. Pacifica, religiosa e interpretativa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://brazil.skepdic.com/cabala.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Cabala (também caballa, kabala, kaballa, Kaballah, qaballah, etc., é uma colecção de escritos esotéricos de vários rabinos e alguns cristãos medievais, que consiste em interpretações místicas e numerológicas das Escrituras hebraicas. Os autores da Cabala tratam cada letra, número e acento das Escrituras como se fossem um código secreto contendo algum significado profundo mas oculto, colocado lá por Deus com algum propósito profundo e oculto, inclusive o da profecia. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta Cabala há muito que existe, e disso sabíamos, mas nada como a mediatização para a tornar &lt;em&gt;religião&lt;/em&gt;. Era do que precisávamos, meus amigos. Neste mundo, quanto mais palavras, quanto mais vozes existirem, melhor. É que andando isto tão perdido, mesmo a pedir perdição, é de todo em todo aconselhável que existam vários &lt;em&gt;reinos,&lt;/em&gt; para que cada um consiga encaixar-se, achar-se, acalmando a alma, e descobrir apaziguamento nesta grande insegurança em que a falta de crença alastra nos consumidos (e consumistas) espíritos humanos. Já sabem: passem a palavra… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111627440728416138?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111627440728416138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111627440728416138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111627440728416138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111627440728416138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/o-regresso-da-cabala.html' title='O Regresso da Cabala'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111626974465872208</id><published>2005-05-16T19:51:00.000+01:00</published><updated>2005-05-16T19:55:44.663+01:00</updated><title type='text'>Mestre Rato Responde... Obviamente.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; - &lt;em&gt;Rato-Mestre&lt;/em&gt;, que conselho daria aos jovens ratos incautos que por aí calcorreiam neste perigoso mundo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ó nobre viandante, mesmo não sendo eu o melhor animal para aconselhar, dir-lhes-ia uma coisa simples, sem grande ciência, que todos, incluindo tu, já sabeis: cuidado com as ratoeiras! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111626974465872208?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111626974465872208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111626974465872208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111626974465872208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111626974465872208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/mestre-rato-responde-obviamente.html' title='Mestre Rato Responde... Obviamente.'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111608476550147611</id><published>2005-05-14T16:32:00.000+01:00</published><updated>2005-05-14T16:35:19.616+01:00</updated><title type='text'>Primeira de Duas Vacas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/yellow-cow.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/yellow-cow.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Franz Marc - Yellow Cow (1911)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111608476550147611?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111608476550147611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111608476550147611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111608476550147611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111608476550147611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/primeira-de-duas-vacas.html' title='Primeira de Duas Vacas'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111608449529244966</id><published>2005-05-14T16:14:00.000+01:00</published><updated>2005-05-14T16:28:15.300+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 13</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Toca, já me cheira ao Verão. Não tarda, e o sério calor bate-nos à porta. É dizer-lhe: faça a fineza de entrar. Entre que eu já estou prontinho para esta estação das quenturas, de corpinho seco para o torrar à beira-mar, isto se arranjar uma nesga de espaço livre no litoral apinhado de banhistas vindos dos quatro cantos do mundo, com ganas de desfrutar do Sol ao preço da chuva neste maltratado jardim turístico, entregue à espertinha ervinha daninha, que por todo lado irrompe. Entre senhor Verão, que eu já estou magrinho, com graça, graças à crise que grassa, à qual se juntou a minha forte vontade de consumar a dieta &lt;em&gt;light&lt;/em&gt;, numa febril irritação consumista, em meu ser, nunca vista.  Sim, porque embora escasseie o vil metal, não vive o corpo sem alimento. &lt;em&gt;Light.&lt;/em&gt; Tudo &lt;em&gt;light&lt;/em&gt;: manteiga, iogurte, bolacha, chocolate, &lt;em&gt;donut&lt;/em&gt;, literatura. Sobretudo a literatura. &lt;em&gt;Light&lt;/em&gt; e mini, ou micro. Sim, porque lá por o produto ser dietético, não se deve abusar. Numa dieta rigorosa não basta contar calorias, é preciso pesar. Pesar tudo o que chega à boca do estômago - sempre pouca quantidade. E no que à literatura diz respeito, digo: Nunca mais de quinhentas palavras por dia, com folga ao fim-de-semana. Até porque é o exercício essencial, logo, não se deve estar mais que quinze minutos alapado, com os olhos atrás dum grande livro, capaz de nos provocar uma indigestão letal. E, imagina, toca: eu, mortinho pelos banhos, e já sem corpo que banhar. A alma, a ficar, tanto quanto a minha estupidez saiba, não ocupa lugar, nem terá ânsias de banhos tomar. Portanto, toca, é continuar com a dieta, e esperar pelo ardente calor da estação, que promete queimar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111608449529244966?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111608449529244966/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111608449529244966' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111608449529244966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111608449529244966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/prosa-insana-13.html' title='Prosa Insana # 13'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111593070126439052</id><published>2005-05-12T21:41:00.000+01:00</published><updated>2005-05-12T21:45:01.273+01:00</updated><title type='text'>Mínimas Máximas Irrelevantes (de autor desconhecido)</title><content type='html'>A ingenuidade, quando é santa (santa ingenuidade), deve ser perdoada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111593070126439052?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111593070126439052/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111593070126439052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111593070126439052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111593070126439052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/mnimas-mximas-irrelevantes-de-autor.html' title='Mínimas Máximas Irrelevantes (de autor desconhecido)'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111591821005494141</id><published>2005-05-12T18:16:00.000+01:00</published><updated>2005-05-12T18:31:17.850+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/NinoBooklet2.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/NinoBooklet2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.younggodrecords.com/prodtype.asp?PT_ID=71&amp;strPageHistory=cat"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Devendra Banhart&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dw.com.com/redir?&amp;amp;destUrl=http%3A%2F%2Fmusic-files.download.com%2Fmp3%2F100665688%2F100669220%2FDevendra_Banhart-Be_Kind.mp3&amp;edId=3&amp;amp;siteId=32&amp;oId=3600-8702_32-100016532&amp;amp;amp;amp;ontId=8702&amp;lop=link&amp;amp;tag=link&amp;ltype=dl_192k&amp;amp;astId=2&amp;pid=100665688&amp;amp;amp;mfgId=100016532&amp;merId=100016532"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mp3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Be Kind)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dw.com.com/redir?&amp;amp;destUrl=http%3A%2F%2Fmusic-files.download.com%2Fmp3%2F100665685%2F100669218%2FDevendra_Banhart-The_Body_Breaks.mp3&amp;edId=3&amp;amp;siteId=32&amp;oId=3600-8702_32-100016532&amp;amp;ontId=8702&amp;lop=link&amp;amp;tag=link&amp;ltype=dl_192k&amp;amp;astId=2&amp;pid=100665685&amp;amp;mfgId=100016532&amp;merId=100016532"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mp3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(The Body Breaks)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dw.com.com/redir?&amp;amp;destUrl=http%3A%2F%2Fmusic-files.download.com%2Fmp3%2F100665682%2F100669213%2FDevendra_Banhart-Cosmos_and_Demos.mp3&amp;edId=3&amp;amp;siteId=32&amp;oId=3600-8702_32-100016532&amp;amp;ontId=8702&amp;lop=link&amp;amp;tag=link&amp;ltype=dl_192k&amp;amp;astId=2&amp;pid=100665682&amp;amp;mfgId=100016532&amp;merId=100016532"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mp3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Cosmos and Demos) &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://music.download.com/devendrabanhart/3600-8702_32-100016532.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Link&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111591821005494141?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111591821005494141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111591821005494141' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111591821005494141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111591821005494141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/devendra-banhart-mp3-be-kind-mp3-body.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111583809922267875</id><published>2005-05-11T19:54:00.000+01:00</published><updated>2005-05-11T20:01:39.230+01:00</updated><title type='text'>O micro-conto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eis que se desenvolve com algum aparato um género literário de se lhe tirar o chapéu. É mesmo caso para lhe fazermos vénias, sem achincalhamentos nem falsidades. É um grito pequeno mas de grande alcance. É coisa miúda mas para graúdos. É micro, mas de grande profundidade. É o micro-conto. Uma saborosa rapidinha literária que decerto irá cativar grande parte do público nacional que, bem se sabe e vê, é pouco dado a grandes leituras, muito menos aquelas cujo o louco autor tenha talento e paciência para enredar personagens e pensamentos que encham mais de duzentas páginas. Vai-se dar, não duvido nem um bocadinho, uma incrível explosão de novos escritores e novos leitores, principalmente no seio dessa gigantesca classe dos atarefados e enfadados que dizem até gostar de ler, mas que, coitados, adormecem na segunda página. Para esses, suponho, o micro-conto, em franca expansão, vai ser um género de salvação, um rico alívio na consciência torturada, por tanto quererem ler, com tão pouco tempo para o fazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois eu, astuto aspirante a &lt;em&gt;micro-escritor&lt;/em&gt;, deixo aqui uma singela contribuição, obviamente não sujeita a &lt;a href="http://leiturascom.net/arquivo/2005/04/concurso_de_mic.html"&gt;&lt;strong&gt;concurso&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, por um minúsculo escrúpulo de me achar (ainda) um remeloso aspirante, um aprendiz de feiticeiro, sem poções mágicas de sucesso garantido nas algibeiras, nem artes na cabeça e nas mãozinhas que me levem a produzir qualquer coisa que se possa apelidar de &lt;em&gt;obra.&lt;/em&gt; É coisa medíocre, dirá com legitimidade o prezado leitor. Corroboro-lhe a sentença. Mas como primeiros passos dados em ciência por conhecer, talvez haja, aqui ou além, uma ou outra palavra em que se note as minhas francas, embora ainda fracas, reconheço, capacidades de um destes dias progredir em direcção do brilhantismo que por ora ainda se vê, salvo seja, opaco. E sem mais rodeios, com as faces ruborizadas, aqui fica a primeira experiência que, não parecendo, me levou trinta minutos do tempo que voa, podendo eu estar refastelado no sofá a ver um pedaço de novela, ou a empanturrar-me com qualquer petisco &lt;em&gt;fast&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Homem&lt;/strong&gt; (primeiro micro-conto de um anónimo)&lt;br /&gt;Ele entra numa casa. Sai, com as mãos ensanguentadas. Dirige-se, nervoso, a toda a brida, para um café. Quando entra no café, as pessoas olham, desconfiadas, com as órbitas presas nas mãos daquele estranho homem. Ele disfarça. Pede um café. Comenta: como me sabe bem um cafezinho numa pausa de talhante, cansado de cortar tenra carne. As pessoas sorriem, aliviadas. Ele rosna: idiotas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111583809922267875?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111583809922267875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111583809922267875' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111583809922267875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111583809922267875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/o-micro-conto.html' title='O micro-conto'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111574370716727521</id><published>2005-05-10T17:48:00.000+01:00</published><updated>2005-05-10T17:50:13.423+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/L"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/L%27Ange%20du%20foyer%20ou%20Le%20Triomphe%20du%20surralisme.%201937.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Max Ernst - L'Ange du foyer ou Le Triomphe du Surréalisme (1937)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111574370716727521?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111574370716727521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111574370716727521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111574370716727521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111574370716727521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/max-ernst-lange-du-foyer-ou-le.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111574347124239096</id><published>2005-05-10T17:37:00.000+01:00</published><updated>2005-05-10T17:58:32.063+01:00</updated><title type='text'>Sem Penas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para ser sincero, o homem já começa a enfadar-me. Mas, numas arrumações, encontrei um livrito dele, escrito nos anos setenta. Chama-se o livro "Sem Penas". Chama-se o autor Woody Allen, aclamado realizador, músico e também escritor. "Sem Penas" é um livro com pequenas histórias, desiguais, ao estilo do que a &lt;em&gt;personalidade&lt;/em&gt; nos tem oferecido ao longo da sua carreira nas diversas artes. Aqui fica uma dessas histórias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um Guia Breve, mas útil, da desobediência Civil&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Para fazer uma revolução há duas coisas indispensáveis: alguém ou alguma coisa contra que se revoltar e alguém que vá para a frente e o faça. A indumentária é geralmente informal e ambas as partes podem mostrar-se flexíveis em relação à hora e ao local, mas se uma das facções não comparecer é provável que todo o empreendimento fracasse. Na Revolução Chinesa de 1650 não compareceu nenhuma das partes, o que causou a perda do depósito feito.&lt;br /&gt;As pessoas ou partidos contra os quais a revolução é feita denominam-se «opressores» e reconhecem-se facilmente por parecerem ser os únicos que se divertem. Geralmente, os «opressores» vestem fatos, possuem terras e põem os rádios muito alto até às tantas da noite sem que os insultem. A tarefa deles é manter o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;, uma situação em que tudo permanece na mesma, ainda que tenham vontade de pintar de dois em dois anos.&lt;br /&gt;Quando os «opressores» se tornam demasiado ríspidos temos aquilo a que se chama um estado policial, onde todas as dissenções estão proibidas, tal como o está rir entre dentes, aparecer com um laço ao pescoço ou chamar «Bucha» ao presidente da Câmara. As liberdades civis num estado policial estão muitíssimo limitadas, e a liberdade de expressão é desconhecida, apesar de ser permitido utilizar mímica num relatório. Não se toleram opiniões críticas sobre o Governo, especialmente a respeito da forma como os seus membros dançam. A liberdade de imprensa também está limitada e o partido no Poder «controla» as notícias, permitindo aos cidadãos ouvir unicamente as ideias políticas aceites e os golos que não provoquem desassossego.&lt;br /&gt;Os que se revoltam são conhecidos por «oprimidos» e geralmente podem ser vistos movendo-se em grupos, a resmungarem ou a queixarem-se de dores de cabeça. (Há que assinalar que os opressores nunca se revoltam ou tentam transformar-se em oprimidos, porque isso acarretaria mudarem de roupa interior.)&lt;br /&gt;Alguns exemplos de revoluções famosas:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Revolução Francesa&lt;/em&gt;, em que os camponeses tomaram o Poder pela força e mudaram rapidamente as fechaduras das portas do palácio para que os nobres não pudessem voltar a entrar. Depois fizeram uma grande festa e banquetearam-se à grande. Quando os nobres finalmente recuperaram o palácio viram-se obrigados a fazer limpeza e encontraram muitas nódoas e queimaduras de cigarro.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Revolução Russa&lt;/em&gt;, que fermentou durante anos e estalou de repente quando os servos finalmente perceberam que o czar e o tzar eram uma e a mesma pessoa.&lt;br /&gt;Convém lembrar que quando uma revolução acaba os «oprimidos» frequentemente assumem os Poder e começam a actuar como os «opressores». É claro que a partir dessa altura é muito difícil contactar com eles pelo telefone e é de esquecer por completo o dinheiro para cigarros e pastilhas elásticas que emprestámos durante a luta.&lt;br /&gt;Métodos de desobediência civil:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Greve de fome&lt;/em&gt;. Aqui, os oprimidos renunciam a comer até que lhes satisfaçam as suas exigências. Os políticos traiçoeiros deixam frequentemente biscoitos ao alcance da mão ou talvez mesmo queijo cabreiro, mas tem de se lhes resistir. Se o partido no Poder consegue que o grevista cama, é-lhe geralmente fácil sufocar a insurreição. No Paquistão quebrou-se uma greve da fome quando o Governo fabricou uma vitela &lt;em&gt;cordon bleu&lt;/em&gt; extraordinariamente requintada, que as massas acharam demasiado atraente para ser recusada, mas pratos de &lt;em&gt;gourmet&lt;/em&gt; como esse são raros.&lt;br /&gt;O problema da greve da fome é que passados vários dias pode-se ficar muitíssimo esfomeado, especialmente quando carros de som são pagos para percorrerem as ruas dizendo, «Hum… que frango tão bom. Hum… que ervilhas… Hum…»&lt;br /&gt;Uma variante da greve da fome para aqueles cujas convicções políticas não são tão radicais consiste na recusa em utilizar cebolinho. Este pequeno gesto, quando utilizado a propósito, pode influenciar brutalmente um Governo, e toda a gente sabe muito bem que a teimosia de Mahatma Gandhi em comer apenas salada sem tempero envergonhou de tal maneira o Governo britânico que o levou a fazer várias concessões. Para além da comida há outras coisas de que se pode desistir: jogar &lt;em&gt;whist&lt;/em&gt;, sorrir e ficar ao pé-coxinho imitando um flamingo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Greve sentada&lt;/em&gt;. Uma pessoa vai para o lugar previsto e senta-se, mas é preciso sentar-se bem sentado. Caso contrário fica-se de cócoras, posição que não tem qualquer impacte político a não ser que o Governo também esteja de cócoras. (Isto é raro, ainda que um Governo se possa ocasionalmente agachar quando está frio.) O truque consiste em permanecer sentado até que se obtenham concessões. Mas, tal como a greve da fome, o Governo tentará utilizar processos subversivos para fazer o grevista levantar-se. Podem dizer: «Ora bem, todos de pé! Vamos fechar.» Ou: «Podem-se levantar só por um minuto? Só queremos ver que altura têm!»&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Manifestações e marchas&lt;/em&gt;. O objectivo essencial de uma manifestação é que seja vista. Daí o nome «manifestação». Se alguém se manifesta em privado, na sua própria casa, tecnicamente não se pode considerar isso uma manifestação, mas apenas «armar em parvo» ou «fazer figura de burro».&lt;br /&gt;O Boston Tea Party foi um excelente exemplo de uma manifestação, em que americanos ultrajados, disfarçados de índios, lançaram à baía chá inglês. Mais tarde, índios disfarçados de americanos ultrajados atiraram ingleses verdadeiros à baía. A seguir, ingleses disfarçados de chá, atiraram-se à baía. Finalmente, mercenários alemães, envergando apenas a indumentária de&lt;em&gt; As Troianas&lt;/em&gt;, saltaram para a baía sem razão aparente.&lt;br /&gt;Quando se faz uma manifestação é bom levar um cartaz exprimindo o que se pretende. Sugestões para algumas pretensões: 1) baixar impostos; 2) subir os impostos; 3) deixar de sorrir aos Persas.&lt;br /&gt;Outros métodos de desobediência civil:&lt;br /&gt;Parar em frente do City Hall e entoar a palavra «pudim» até que as nossas exigências sejam satisfeitas.&lt;br /&gt;Engarrafar o trânsito levando um rebanho de carneiros para a zona comercial.&lt;br /&gt;Telefonar aos membros do &lt;em&gt;establishment&lt;/em&gt; e cantar «Bess, agora o meu amor és tu» ao telefone.&lt;br /&gt;Vestir-se de polícia para saltar à corda.&lt;br /&gt;Disfarçar-se de alcachofra e beliscar as pessoas ao passar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sem Penas&lt;/em&gt;, Woody Allen&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111574347124239096?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111574347124239096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111574347124239096' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111574347124239096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111574347124239096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/sem-penas.html' title='Sem Penas'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111568961276108847</id><published>2005-05-10T02:42:00.000+01:00</published><updated>2005-05-10T02:58:48.753+01:00</updated><title type='text'>Por Outros Lados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://alertaamarelo.blogs.sapo.pt/arquivo/613579.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Pois então pergunta-se: depois de esvaziar o indivíduo de toda a sua liberdade primária, aquela que lhe autoriza fundar e construir o seu próprio destino, de lhe negar por deformação pedagógica os instrumentos que lhe possibilitariam “conectar-se”, fazer parte de um sistema vivo e participativo, que espécie de legitimidade tem o Estado para exigir do cidadão o que quer que seja, um imposto sanguinário ou um colete verde alface? Afinal que monstro é esse alimentado por Platão e Thomas Hobbes&lt;span style="color:#990000;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;a href="http://alertaamarelo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Alerta Amarelo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111568961276108847?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111568961276108847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111568961276108847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111568961276108847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111568961276108847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/por-outros-lados.html' title='Por Outros Lados'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111568829315965758</id><published>2005-05-10T02:22:00.000+01:00</published><updated>2005-05-10T02:24:53.166+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 12</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queria que aqui estivesses. Queria que me visses assim: anichado a um canto, brutalmente atingindo pelo coice dessa besta chifruda, dessa insegurança rabuda que bufa mau génio. Dessa que nos paralisa, que morremos para a matar, que suamos para a estrangular, mas que sempre sobrevive nos recônditos ninhos mal construídos pela fraqueza em que ela, a besta segura em incutir insegurança, renasce de qualquer miúda cinza. Queria que me visses, sim. Para que compreendas. Para que te fortaleças. Para que nunca te deixes vergar. Para que nunca a tua recta coluna se liquefaça. Para que te vejas sempre hirto no espelho das tuas ambições. Para nunca te deixares vencer pelo desconforto da dúvida, das interrogações inconsequentes, dos quês sem porquês. Para que vejas que esta figura inerte, ao canto paralisada pela moleza em que a insegurança se compraz e com ares de carneiro mal morto entre a carneirada que pelo mesmo caminho se deixa levar, é carne a desprezar. Despreza-a tu!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111568829315965758?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111568829315965758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111568829315965758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111568829315965758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111568829315965758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/prosa-insana-12.html' title='Prosa Insana # 12'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111562173818038505</id><published>2005-05-09T07:43:00.000+01:00</published><updated>2005-05-09T08:14:52.556+01:00</updated><title type='text'>Recado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre clarividente, Luís Delgado, mui atento analista de espírito sagaz, faz o favor de explicar à direita, em &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/05/09/opiniao/o_falta_a_oposicao.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;recadinhos escritos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, o que falta a essas forças políticas sem governo. Falta-lhes tudo, amigos! Não há oposição. Anda o Governo à solta, dizendo e desdizendo, enquanto a cega oposição procura luz na conduta, na escolha de líderes, na escolha de candidatos &lt;em&gt;de bem com a Justiça&lt;/em&gt; para combates futuros, numa aflitiva desordem onde reina a apatia. Ainda por cima com coisas chatas a resolver, originadas por duas ou três cabeças desobedientes, que temerariamente teimam em avançar para o combate político, mesmo sem o aval do partido. Isto na &lt;em&gt;direita laranja&lt;/em&gt;, porque a &lt;em&gt;outra&lt;/em&gt; anda tão perdida, que nem se avista líder que reclame, que importune. Assim, meus amigos, não dá. E se disso ainda não se tinham apercebido os senhores da direita, sempre há quem os lembre, quem os guie, chamando-os à razão, em vez de andarem a discutir minudências sonolentas que só reforçam o bem-estar do Governo. E o povo, que pensará o povo que não ouve uma voz dissonante? Que de nenhuma boca ouve uma argumentação, um confronto ideológico, ou mesmo uma sombra de polémica que agite esta vida política que dormita na lenta vaga socialista? Também o povo precisa de guia, de ver em quem &lt;em&gt;depositou&lt;/em&gt; o voto uma atitude guerreira, forte, nas ideias e na língua! Que o recado dado, não caia em saco roto, hem! Mudem lá "a táctica" enquanto ainda "existe tempo suficiente"… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111562173818038505?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111562173818038505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111562173818038505' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111562173818038505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111562173818038505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/recado.html' title='Recado'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111529728923236299</id><published>2005-05-05T13:25:00.000+01:00</published><updated>2005-05-05T14:16:37.240+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 9</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Amigos leitores,&lt;br /&gt;Lembram-se do homem a quem &lt;a href="http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/dilogos-de-morte-8.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;apareceu qualquer coisa no céu-da-boca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;? Pois bem: há novidades. Serão cantadas pelo doente e a doutora, ela que se pronunciará em itálico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Então, como está?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- A treinar para falar como um ventríloquo, sem abrir esta boca de duas campainhas.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Deixe cá ver. De facto, já se nota.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Já se nota?! É um horrível apêndice de se lhe tirar o chapéu. Não há quem o não note. Se me descuido a sorrir em frente de alguém, começam logo com as suas cabecitas de catatuas a pender para um dos lados, à espera que o cérebro reconheça o que os olhos vêem.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não é assim tão estranho.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Diga-me o nome e a morada de um outro ser com esta coisa não-estranha e eu formo já a associação dos amigos das duas campainhas em uma boca só.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Há coisas piores.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Tem razão, há coisas bem piores, mas em nós qualquer coisa vulgar atinge a gravidade que aos olhos doutrem, de campainha única no sítio devido, parece ser insignificante. De mais a mais não há certeza de que esta presumível campainha esteja fora desse mundo das coisas piores.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Tem dores?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não, dores não tenho. Aliás, os comprimidos que me receitou parece que impulsionaram o crescimento desta carranha como aos suínos aparece. E é incómodo, muito incómodo. A língua está sempre a roçar neste estranho pedaço de carne, como se fosse um verme viscoso. A comida enrola-se no verme ao ponto de não saber ao certo o que como… e dificulta-me a mastigação. E já me custa falar. As palavras enrolam-se, a dicção já não é a mesma, a língua toca na campainha e os sons ficam presos…&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E os efeitos secundários?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Efeitos secundários?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Dos comprimidos!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Pruridos por todo o corpinho, senhora doutora, como se a sarna se me entranhasse na pele. Até a campainha parece querer vibrar.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Tenha calma. Só para a morte não há remédio.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Que se pode fazer a isto?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Vamos estudar a situação, avaliá-la para se tomar a melhor solução.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;-  Tem ideia do nome desse tal melhor?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ainda não. Talvez cirurgia, se for aconselhável, caso outra opção não se revele mais indicada. Mas olhe que tem aí uma úvula perfeitinha.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Uma anomalia perfeita! Se isto faz algum sentido… ainda por cima com esse nome técnico tão sugestivo, mesmo a pedir os mais fantasiosos trocadilhos. Por alguma razão Deus não nos criou com duas coisas destas plantadas no céu-da-boca.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;É crente, Sr. M.?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Já não sei, senhora doutora. Não sei em que crer. Acreditar no Bem ou no Mal? Quis Ele que isto me aparecesse? Porquê? Quer Ele me punir? Que fiz? Antes disto já acreditava pouco em muitas coisas, agora estou ainda mais confuso. Só vejo o Deus punitivo.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Vejo que está um pouco perturbado. Se calhar é melhor marcar uma consulta com um psiquiatra ou com um psicólogo enquanto se desenrola este processo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Quero lá saber dessa classe de ouvintes, doutora! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Acho que lhe fazia bem.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não duvido. Adormecido pelas drogas, com certeza que via na segunda úvula como carinhosamente lhe chama, uma invejável bênção.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Tenha calma. Não é assim tão grave.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Vamos acreditar que não é grave uma coisa sem nome certo nem registo na ciência.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Vai fazer estes exames para vermos mais pormenorizadamente o que aí tem.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Exames? E, entretanto, em que pensar? Que tenho uma úvula quase a beijar os dentes?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Parece-me bem, mas em tom de suspeita: talvez seja…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Olhe, quer saber? Não faço eu exame algum. Não sabe o nome desta perfeita anomalia, não é assim? Pois muito bem, se é perfeita, hei-de andar por aí passeando a aberração. Passe bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111529728923236299?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111529728923236299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111529728923236299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111529728923236299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111529728923236299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/dilogos-de-morte-9.html' title='Diálogos de Morte # 9'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111529589019888891</id><published>2005-05-05T13:22:00.000+01:00</published><updated>2005-05-05T13:24:50.206+01:00</updated><title type='text'>Mais Vale Tarde...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"A casa renascia das suas cinzas e eu navegava no amor de Delgadina com uma intensidade e uma alegria que nunca conheci na minha vida anterior. Graças a ela enfrentei pela primeira vez o meu ser natural enquanto decorriam os meus noventa anos. Descobri que a minha obsessão de que cada coisa estivesse no seu lugar, cada assunto no seu tempo, cada palavra no seu estilo, não era prémio merecido de uma mente ordenada mas, pelo contrário, um sistema completo de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, mas como reacção contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir a minha mesquinhez, que passo por prudente por ser pessimista, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que não se saiba que pouco me importa o tempo alheio. Descobri, por fim, que o amor não é um estado de alma mas um signo do Zodíaco. "&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Memória das Minhas Putas Tristes&lt;/em&gt;, Gabriel García Márquez&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111529589019888891?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111529589019888891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111529589019888891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111529589019888891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111529589019888891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/mais-vale-tarde.html' title='Mais Vale Tarde...'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111504673383504098</id><published>2005-05-02T16:12:00.000+01:00</published><updated>2005-05-02T16:19:24.756+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/ritratto.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/ritratto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luigi Pirandello (1867 - 1936)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.imagi-nation.com/moonstruck/clsc30.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"When I am dead, do not clothe me. Wrap me naked in a sheet. No flowers on the bed and no lighted candle. A pauper's cart. Naked. And let no one accompany me, neither relatives nor friends. The cart, the horse, the coachmen, e basta. Burn me."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.imagi-nation.com/moonstruck/clsc30.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"I have tried to tell something to other men, without any ambition, except perhaps that of avenging myself for having been born." &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Contos:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;a href="http://homepage.oninet.pt/670mzj/lit16.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"O Diploma"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;a href="http://homepage.oninet.pt/670mzj/lit57.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; "Uma Casaca Apertada"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. &lt;a href="http://homepage.oninet.pt/670mzj/lit49.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Pensão Vitalícia"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111504673383504098?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111504673383504098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111504673383504098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111504673383504098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111504673383504098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/05/luigi-pirandello-1867-1936-when-i-am.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111473602951896434</id><published>2005-04-29T01:40:00.000+01:00</published><updated>2005-04-29T07:35:43.816+01:00</updated><title type='text'>Críticas "Indies"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre que por aqui se fala de Cinema é, digo eu, de uma forma &lt;em&gt;leve&lt;/em&gt;, aflorando alguns aspectos do filme que decido trazer para esta página, quase sempre com um olhar mais apaixonado do que crítico. E isto sou eu, que em hora de devaneio decidi tirar um curso da &lt;em&gt;especialidade&lt;/em&gt;. Já nessa altura se falava da crítica, sobretudo da pouca formação que alguns opinadores de serviço claramente evidenciavam. Munidos de uns quantos termos técnicos (plano, sequência, narrativa, etc.) ao alcance de qualquer ser minimamente informado, lá iam fazendo o seu trabalhinho de avaliar uma obra por inteiro. Alguns deles, os melhores segundo se dizia, tinham da História do Cinema um razoável conhecimento, servindo-se dele, do &lt;em&gt;conhecimento dos compêndios&lt;/em&gt;, como ferramenta indispensável, que sempre safa, sobretudo se se vasculham exemplos passados e técnicas para melhor se perceber este presente. Quem nunca leu qualquer coisa como isto: “já no ano tal o fulano &lt;em&gt;não-sei-quantos&lt;/em&gt; nos deu a brilhante…”? Ou “ao melhor estilo de…”?&lt;br /&gt;E depois, de alguma crítica que achavam menos especializada, diziam alguns doutos: aquilo é ver muita coisa. É ler muita coisa. É gostar ou não. É respeitar ou não. É ter sensibilidade ou não. É sentir-se encantado ou desencantado. É gostar do &lt;em&gt;estilo americano&lt;/em&gt; ou do &lt;em&gt;estilo europeu&lt;/em&gt;. É ir na moda ou dela fugir… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, uma &lt;em&gt;arte&lt;/em&gt; mais de informação do que de formação, e de gosto, claro está, porque no gosto está tudo – afinal não passa de uma opinião: nunca nos esqueçamos!…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje em dia, confesso, poucas críticas de cinema leio. Mas leio jornais e até os consulto na Internet. E de vez em quando lá me deparo com algumas críticas de alguém que, julgo, é novo comentador (também) cinematográfico. Terá méritos, evidentemente, até porque parece ser senhor de muito saber e instrução. Um desses emergentes casos de polivalência que se vão tornando cada vez mais vulgares. E acho bem: é preciso saber um pouco de tudo neste mundo tão competitivo. E eles lá surgem. São &lt;em&gt;poetas-comentadores-de-todas-as-artes-e-políticas&lt;/em&gt; que vertem a sua sapiência em jornais e televisões com a leveza de quem tudo sabe, de raspão ou no âmago da questão. Se ficamos nós, público apreciador de cinema, a &lt;em&gt;perder&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;ganhar&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;na mesma&lt;/em&gt; com as opiniões destes novos críticos? Bom, eu, que não sou crítico de profissão (Deus me livre!), muito menos crítico de críticos, deixo à vossa consideração. Cada um que pense por si. É ler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/04/28/artes/tres_tristes_indies.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Nesta segunda edição do consolidado IndieLisboa não tenho sido tão assíduo como no primeiro ano. O ideal nestes festivais é assistir a uma maratona de celulóide, nem que seja preciso transferir por uma semana o endereço postal. Não tenho conseguido isso mas, ainda assim, passei algumas vezes pelo King e pelo Fórum Lisboa." (…)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/04/28/artes/tres_tristes_indies.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Plataforma, exibido no contexto da homenagem a Jia Zhangke, coqueluche do novo cinema chinês, é outro mundo. Como tinha perdido a exibição comercial do filme, colmatei agora a lacuna. Uma boa opção, porque se trata de uma narrativa seca, subtil e admirável sobre as transformações da sociedade chinesa nos anos Deng. Através da errância geográfica e afectiva de um grupo musical, Zhangke acumula os indícios de uma espécie de &lt;em&gt;opressão pelo aborrecimento&lt;/em&gt;, acompanhando também alguns aspectos quase caricaturais da tímida abertura ao Ocidente (ouvir uma canção dos Modern Talking em chinês é um grande momento)." (…)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E reflectir… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111473602951896434?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111473602951896434/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111473602951896434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111473602951896434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111473602951896434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/crticas-indies.html' title='Críticas &quot;Indies&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111472552516937904</id><published>2005-04-28T22:48:00.000+01:00</published><updated>2005-04-28T22:58:45.173+01:00</updated><title type='text'>Mais Malkmus</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.matadorrecords.com/mpeg/stephen_malkmus/stephen_malkmus_us.mp3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Us&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;",&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#999999;"&gt;LP &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;"Pig Lib"&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.matadorrecords.com/mpeg/stephen_malkmus/the_hook.mp3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;The Hook&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;";&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.matadorrecords.com/mpeg/stephen_malkmus/jenny.mp3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Jenny &amp; The Ess-Dog&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;",&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#999999;"&gt;LP&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;"Stephen Malkmus"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.matadorrecords.com/stephen_malkmus/music.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Matador Records&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.stephenmalkmus.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Stephen Malkmus&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111472552516937904?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111472552516937904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111472552516937904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111472552516937904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111472552516937904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/mais-malkmus.html' title='Mais Malkmus'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111472458887910806</id><published>2005-04-28T22:43:00.000+01:00</published><updated>2005-04-28T22:46:32.743+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/ole-650.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/ole-650.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Stephen Malkmus&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.matadorrecords.com/mpeg/stephen_malkmus/stephen_malkmus_baby.mp3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Baby C'mon&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;LP&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;"Face The Truth"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111472458887910806?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111472458887910806/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111472458887910806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111472458887910806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111472458887910806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/stephen-malkmus-baby-cmon-lp-face.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111457599301674021</id><published>2005-04-27T05:26:00.000+01:00</published><updated>2005-04-27T05:31:04.826+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/Cyclope.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/Cyclope.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.abcgallery.com/P/picabia/picabia.html"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Francis Picabia&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;- Cyclope (1924 - 26)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111457599301674021?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111457599301674021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111457599301674021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111457599301674021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111457599301674021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/francis-picabia-cyclope-1924-26.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111452469074510161</id><published>2005-04-26T15:03:00.000+01:00</published><updated>2005-04-26T15:11:30.746+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Então o que o traz por cá?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;É um alto, senhora doutora, que se me nasceu aqui no céu-da-boca e se avoluma de dia para dia. Nasceu carrapeta e agora já é bola. Por este caminho transformar-se-á em campainha, a segunda, logo aqui tão perto dos dentes, senhora doutora, que daqui a pouco nem comer posso. Não que coma muito: sou pessoa de pouco alimento. De mais a mais com a crise que grassa por aí…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Deixe-me ver.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Com certeza. Não vim cá por outro motivo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- De facto, tem aí qualquer coisa.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Qualquer coisa, senhora doutora? Não tem nome?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Há-de ter, com certeza, mas ainda não sei.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Quem irá saber?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Lembra-se se se feriu a comer?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Que desse conta, não senhor, senhora.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Nem outra coisa qualquer que tivesse levado à boca?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Que tivesse levado à boca? Olé! Tudo o que nesta boca entra é para sair depois! Nada de confusões! E não, que me lembre não levei nada à boca susceptível de provocar esta intumescência. Já tem nome para ela?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não tem cor para infecção nem tamanho para quisto, para além de que não é vulgar aparecer um quisto nesse sítio.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Não é vulgar!?...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Não, não é.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E então?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- E então vamos aguardar o desenvolvimento.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Sugere que a bola se vai desenvolver?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Devo dizer-lhe que, de facto, tem todos os contornos de se estar a desenvolver qualquer coisa semelhante à tal campainha de que falou.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Uma segunda campainha!? Os meus piores receios, senhora doutora. Acha que… Vou tornar-me numa aberração de feira, um caso tão invulgar que só a lendária ficção da "Garganta Funda" me supera. Meu Deus, parece que cai numa história do Gogol. Antes perdesse o nariz! Já me vejo rodeado por uma junta médica com profissionais dos quatro cantos do mundo com os olhos arregalados postos no céu da minha boca, ou ela própria, a bocarra escancarada, a abrir os noticiários das televisões; programas especiais para mostrar a monstruosa realidade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não entre em histerias. É só uma suposição.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Uma suposição com uma imagem aterradora: ter uma campainha a badalar entre os dentes. Acha pouco, com certeza.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Acho que devemos aguardar o desenvolvimento. Entretanto, vai fazer um tratamento.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Faça o favor de me dar qualquer coisa para travar o cantar desta coisa, senhora doutora.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Vai tomar isto e volta daqui a oito dias.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Se poder falar, senhora doutora, virei, não duvide. E mesmo que as palavras me faltem, pode ter a certeza que gestos não me faltarão para comunicar a minha desgraça. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111452469074510161?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111452469074510161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111452469074510161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111452469074510161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111452469074510161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/dilogos-de-morte-8.html' title='Diálogos de Morte # 8'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111452422238610821</id><published>2005-04-26T15:01:00.000+01:00</published><updated>2005-04-26T15:03:42.386+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 11</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Examinando todos os teus recantos, toca, deparo-me com o &lt;em&gt;teu vazio&lt;/em&gt;, assim, sem víveres, sem uma única semente dentro; e eu, no teu seio encolhido, sem governo, com uma aguadilha a querer assomar ao olhito triste. Pois é nesta altura que te digo: tenho tecto. E estou vivo. E então, toca, parto de novo por aí, combalido mas ainda morto por viver; perdido por me perder, mas com uma grande vontade: achar o que roer; lutar ainda por te manter, mantendo-me eu, com ganas de um dia poder sussurrar: desafogo, que, fogo!, há-de vir, e se nesta tarde não vier, que se foda!, que há-de a noite trazer presa com pressa de morrer!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111452422238610821?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111452422238610821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111452422238610821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111452422238610821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111452422238610821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/prosa-insana-11.html' title='Prosa Insana # 11'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111433111355000109</id><published>2005-04-24T08:56:00.000+01:00</published><updated>2005-04-24T15:27:58.763+01:00</updated><title type='text'>"Tabacaria"</title><content type='html'>Não sou nada.&lt;br /&gt;Nunca serei nada.&lt;br /&gt;Não posso querer ser nada.&lt;br /&gt;À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janelas do meu quarto,&lt;br /&gt;Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é&lt;br /&gt;(E se soubessem quem é, o que saberiam?),&lt;br /&gt;Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,&lt;br /&gt;Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,&lt;br /&gt;Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,&lt;br /&gt;Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,&lt;br /&gt;Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,&lt;br /&gt;Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.&lt;br /&gt;Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,&lt;br /&gt;E não tivesse mais irmandade com as coisas&lt;br /&gt;Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua&lt;br /&gt;A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada&lt;br /&gt;De dentro da minha cabeça,&lt;br /&gt;E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.&lt;br /&gt;Estou hoje dividido entre a lealdade que devo&lt;br /&gt;À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,&lt;br /&gt;E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falhei em tudo.&lt;br /&gt;Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.&lt;br /&gt;A aprendizagem que me deram,&lt;br /&gt;Desci dela pela janela das traseiras da casa.&lt;br /&gt;Fui até ao campo com grandes propósitos.&lt;br /&gt;Mas lá encontrei só ervas e árvores,&lt;br /&gt;E quando havia gente era igual à outra.&lt;br /&gt;Saio da janela, sento-me numa cadeira.&lt;br /&gt;Em que hei-de pensar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?&lt;br /&gt;Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!&lt;br /&gt;E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!&lt;br /&gt;Génio? Neste momento&lt;br /&gt;Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,&lt;br /&gt;E a história não marcará, quem sabe?, nem um,&lt;br /&gt;Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.&lt;br /&gt;Não, não creio em mim.&lt;br /&gt;Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!&lt;br /&gt;Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?&lt;br /&gt;Não, nem em mim...&lt;br /&gt;Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo&lt;br /&gt;Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?&lt;br /&gt;Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas —&lt;br /&gt;Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas —,&lt;br /&gt;E quem sabe se realizáveis,&lt;br /&gt;Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?&lt;br /&gt;O mundo é para quem nasce para o conquistar&lt;br /&gt;E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.&lt;br /&gt;Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.&lt;br /&gt;Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,&lt;br /&gt;Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.&lt;br /&gt;Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,&lt;br /&gt;Ainda que não more nela;&lt;br /&gt;Serei sempre &lt;em&gt;o que não nasceu para isso&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;Serei sempre só &lt;em&gt;o que tinha qualidades&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,&lt;br /&gt;E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,&lt;br /&gt;E ouviu a voz de Deus num poço tapado.&lt;br /&gt;Crer em mim? Não, nem em nada.&lt;br /&gt;Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente&lt;br /&gt;O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,&lt;br /&gt;E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.&lt;br /&gt;Escravos cardíacos das estrelas,&lt;br /&gt;Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;&lt;br /&gt;Mas acordamos e ele é opaco,&lt;br /&gt;Levantamo-nos e ele é alheio,&lt;br /&gt;Saímos de casa e ele é a terra inteira,&lt;br /&gt;Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Come chocolates, pequena;&lt;br /&gt;Come chocolates!&lt;br /&gt;Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.&lt;br /&gt;Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.&lt;br /&gt;Come, pequena suja, come!&lt;br /&gt;Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!&lt;br /&gt;Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,&lt;br /&gt;Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei&lt;br /&gt;A caligrafia rápida destes versos,&lt;br /&gt;Pórtico partido para o Impossível.&lt;br /&gt;Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,&lt;br /&gt;Nobre ao menos no gesto largo com que atiro&lt;br /&gt;A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,&lt;br /&gt;E fico em casa sem camisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,&lt;br /&gt;Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,&lt;br /&gt;Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,&lt;br /&gt;Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,&lt;br /&gt;Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,&lt;br /&gt;Ou cocotte célebre do tempo dos nossos pais,&lt;br /&gt;Ou não sei quê moderno — não concebo bem o quê —&lt;br /&gt;Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!&lt;br /&gt;Meu coração é um balde despejado.&lt;br /&gt;Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco&lt;br /&gt;A mim mesmo e não encontro nada.&lt;br /&gt;Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.&lt;br /&gt;Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,&lt;br /&gt;Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,&lt;br /&gt;Vejo os cães que também existem,&lt;br /&gt;E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,&lt;br /&gt;E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi, estudei, amei e até cri,&lt;br /&gt;E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.&lt;br /&gt;Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,&lt;br /&gt;E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses&lt;br /&gt;(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);&lt;br /&gt;Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo&lt;br /&gt;E que é rabo para àquem do lagarto remexidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz de mim o que não soube&lt;br /&gt;E o que podia fazer de mim não o fiz.&lt;br /&gt;O dominó que vesti era errado.&lt;br /&gt;Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.&lt;br /&gt;Quando quis tirar a máscara,&lt;br /&gt;Estava pegada à cara.Quando a tirei e me vi ao espelho,&lt;br /&gt;Já tinha envelhecido.&lt;br /&gt;Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.&lt;br /&gt;Deitei fora a máscara e dormi no vestiário&lt;br /&gt;Como um cão tolerado pela gerência&lt;br /&gt;Por ser inofensivo&lt;br /&gt;E vou escrever esta história para provar que sou sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essência musical dos meus versos inúteis,&lt;br /&gt;Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,&lt;br /&gt;E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,&lt;br /&gt;Calcando aos pés a consciência de estar existindo,&lt;br /&gt;Como um tapete em que um bêbado tropeça&lt;br /&gt;Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.&lt;br /&gt;Olho-o com desconforto da cabeça mal voltada&lt;br /&gt;E com o desconforto da alma mal-entendendo.&lt;br /&gt;Ele morrerá e eu morrerei.&lt;br /&gt;Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.&lt;br /&gt;A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.&lt;br /&gt;Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,&lt;br /&gt;E a língua em que foram escritos os versos.&lt;br /&gt;Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.&lt;br /&gt;Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente&lt;br /&gt;Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,&lt;br /&gt;Sempre uma coisa defronte da outra,&lt;br /&gt;Sempre uma coisa tão inútil como a outra,&lt;br /&gt;Sempre o impossível tão estúpido como o real,&lt;br /&gt;Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,&lt;br /&gt;Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),&lt;br /&gt;E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.&lt;br /&gt;Semiergo-me enérgico, convencido, humano,&lt;br /&gt;E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los&lt;br /&gt;E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.&lt;br /&gt;Sigo o fumo como uma rota própria,&lt;br /&gt;E gozo, num momento sensitivo e competente,&lt;br /&gt;A libertação de todas as especulações&lt;br /&gt;E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deito-me para trás na cadeira&lt;br /&gt;E continuo fumando.&lt;br /&gt;Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira&lt;br /&gt;Talvez fosse feliz.)&lt;br /&gt;Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).&lt;br /&gt;Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.&lt;br /&gt;(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)&lt;br /&gt;Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.&lt;br /&gt;Acenou-me adeus, gritei-lhe &lt;em&gt;Adeus ó Esteves!,&lt;/em&gt; e o universo&lt;br /&gt;Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Álvaro de Campos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daqui:&lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/escritores/pessoa.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://www.instituto-camoes.pt/escritores/pessoa.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111433111355000109?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111433111355000109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111433111355000109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111433111355000109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111433111355000109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/tabacaria.html' title='&quot;Tabacaria&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111427790413477694</id><published>2005-04-23T17:57:00.000+01:00</published><updated>2005-04-23T19:06:54.733+01:00</updated><title type='text'>De 000, para 001</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Está você, caro &lt;strong&gt;&lt;a href="http://001.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Dodo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;a href="http://001.blogspot.com/2005_04_01_001_archive.html#111417826103211935"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;coberto de razão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. De facto, nada mais &lt;em&gt;escorregadio&lt;/em&gt; do que nos metermos para aí, opinando sobre este e aquele, que até parece que uma raivosa inveja nos corrói a mente, nesta vida nem sempre justa. No entanto, por aqui, pouco crédito se dá a esse tipo de especulações. Mesmo pensando que a blogosfera não é um local de &lt;em&gt;liberdade,&lt;/em&gt; uma coisa é certa: (ainda) somos todos livres de pensar e de dizer o que nos apetece – valha-nos o bom senso (e o humor, porque não?) São os outros igualmente livres de pensarem e interpretarem o que bem entenderem. E se mal me julgarem,&lt;em&gt; amigo&lt;/em&gt; Dodo, isso, pouco me afecta, sinceramente. Ando aqui por prazer. Prazer de escrever, ainda que nem sempre bem, como tantas e tantas vezes acho. E nada procuro, a não ser divertir-me, partilhar, e chatear um bocadito, porque não? É por intimamente saber disso; por ser distraído, sim; por pouco navegar pela blogosfera (há uma meia dúzia de blogues que frequento assiduamente e pouco mais); por tudo isto, enfim, é que, quando tropeço em certas coisas, de quando em vez, me dá para escrever. Talvez o tom seja ambíguo – sou assim, escrevo assim e não me apetece polir nem opinião nem &lt;em&gt;estilo&lt;/em&gt;, para &lt;em&gt;chegar mais longe&lt;/em&gt; ou a &lt;em&gt;mais pessoas&lt;/em&gt;. E estou completamente livre, até porque não conheço nenhum blogger pessoalmente. Não me interessa promoção. E também não fico irritado por não saber quem são os tais caçadores de talentos, não lhes conhecer rostos e gostos, até porque acho que é (quase) tudo uma chusma que de tudo procura, menos o suposto talento, palavra que, de resto, também é, por assim dizer, escorregadia. Mas uma coisa lhe digo: soubesse eu de um livro seu; ou do Dragão; ou da Inês, do Azimutes, ou da M., do Azul Cobalto (só para mencionar os poucos que conheço – acredito que muitos mais existem, com muitíssimo valor) e saltava num berreiro de partir as cordas vocais. O que me lixa, meu caro, não é ver gente a &lt;em&gt;safar-se&lt;/em&gt;. Que hajam muitos livros, muitos comentadores ou cronistas. É bom sinal! Mas por que raio &lt;em&gt;calha&lt;/em&gt; sempre a &lt;em&gt;uns&lt;/em&gt; e nunca a &lt;em&gt;outros&lt;/em&gt;? (Se calhar esses "outros" nem querem…) E porquê quase sempre nesta lógica comercial, de &lt;em&gt;supermercado&lt;/em&gt;, baseada na lógica dos contadores de visitas? É o mercado, pois sim. São as influências, pois sim. E lá por isso desatamos todos a dar os parabéns a todos os gatos-pingados (como os odeio – coisas de rato!) que editam livros &lt;em&gt;menos bons&lt;/em&gt;, alguns ainda por cima num Português &lt;em&gt;duvidoso e insosso,&lt;/em&gt; como muito bem diz? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo é legítimo, sim senhor, até uma indignação de vez em quando de um anónimo que alegremente vive na pacatez de uma terriola deste país e que num certo dia, pouco conhecendo o que era esta coisa da blogosfera, lhe deu para nela entrar, com a cabeça &lt;em&gt;limpa&lt;/em&gt; e olhitos &lt;em&gt;ingénuos&lt;/em&gt; de quem vê o mundo &lt;em&gt;de longe&lt;/em&gt;, mas atento, nem sempre certo, nem sempre esclarecido, mas que tenta, sempre, saber mais, conhecer mais, pensar mais. E, finalizando (e só para que se esclareça, fugindo um pouco, é certo, ao propósito primeiro desta resposta): se ouso responder a alguns bloggers, com eles comunicando, quase se como os conhecesse, é porque muito os respeito, e ao longo dos meses se foi estabelecendo uma estranha &lt;em&gt;relação&lt;/em&gt;, que da minha parte quase a sinto de amizade, por genuíno gáudio de ler gente que pensa e que tão bem escreve.&lt;br /&gt;Bem sei, bem sei: esta merda quase resvala para a lamechice, barata e inconsequente. Estou-me nas tintas! Enquanto aqui andar (se calhar está por pouco), hei-de ser sempre assim – verdadeiro para comigo. Leia (leiam) como quiserem. Pareço arrogante? Pareço imodesto? Pareço esperto? Pareço estúpido? Pareço cantar "o fado do coitadinho"? E se calhar sou &lt;em&gt;atrasado&lt;/em&gt;, mesquinho, invejoso?… Ora, que importa isso!? Tenha eu saúde, que a minha vida não é um blogue, e de opiniões e ilações está esta merda cheia!&lt;br /&gt;Um sinceríssimo abraço, Dodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. – No início pensei em enviar esta resposta (que é de certa maneira pessoal) para o seu sistema de comentários. Mas, depois, resolvi postá-la aqui mesmo. Poucos aqui vêm, e quem vier, que venha por bem!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111427790413477694?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111427790413477694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111427790413477694' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111427790413477694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111427790413477694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/de-000-para-001.html' title='De 000, para 001'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111409599940553514</id><published>2005-04-21T15:55:00.000+01:00</published><updated>2005-04-21T17:13:14.260+01:00</updated><title type='text'>A Invenção</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pelo &lt;a href="http://maschamba.weblog.com.pt/arquivo/2005/04/o_paulo_querido.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ma-Schamba&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, soube de uns &lt;a href="http://pauloquerido.net/2005/04/conteudos_pagos_nos_blogues_conceito_e_testes.php"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;conceitos e testes&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;que por aí se andam a fazer, com o intuito de tornar os conteúdos (ou certos conteúdos) publicados nos blogues, pagos. É o "&lt;em&gt;American Dream"&lt;/em&gt;. Lá pelas américas, segundo consta, já muitos vivem exclusivamente desta coisa de &lt;em&gt;blogar.&lt;/em&gt; Por cá, tirando uns livrecos que vão saindo das geniais páginas de certas influências, ainda vivemos, atrasadinhos, alheios ao progresso, pensando que ter um blogue é coisa de prazer, de partilha, de desabafo, etc., etc.. Pois não é. Eu cá, nestes tempos de vacas esqueléticas, já me vou organizando, fazendo um preçário, na minha consciência justo e honesto, pelos diversos posts.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos cá ver:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 -&lt;/strong&gt; Se me der para &lt;strong&gt;&lt;em&gt;opinar seriamente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, cobro &lt;strong&gt;2 euros&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 –&lt;/strong&gt; Se me der para &lt;strong&gt;&lt;em&gt;opinar ironicamente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;2 euros&lt;/strong&gt;, mais &lt;strong&gt;50 cêntimos&lt;/strong&gt;, pelo desgaste.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 –&lt;/strong&gt; Por cada &lt;strong&gt;&lt;em&gt;quadro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que descaradamente roubo por aí, e sendo eu, ainda assim honesto o suficiente, pois coloco sempre o link para a fonte original ou nomeio o autor, irei apenas cobrar &lt;strong&gt;50 cêntimos&lt;/strong&gt; (uma pechincha! – não encontrarão mais barato).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 –&lt;/strong&gt; Tendo este blogue algumas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;rubricas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que a espaços aqui aparecem, tenho, digo eu, uma vantagem: é que são coisas totalmente discorridas pela minha cabecinha, originalíssimas!, logo coisa a cobrar um justo valor, pelo esforço e pelo&lt;em&gt; génio&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;5 euros.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 –&lt;/strong&gt; As &lt;strong&gt;&lt;em&gt;baboseiras avulsas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, essas, e por enquanto, são &lt;strong&gt;de graça&lt;/strong&gt;, para chamar a clientela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E isto sou eu, que vou ganhar a vidinha desta maneira, com preços sempre baixos, porque é frase que fica e porque não passo de um modestíssimo anónimo. Imagino as fortunas que por aí vão nascer! Imaginemos um Murcon, por exemplo, caso opte por esta extraordinária &lt;em&gt;invenção.&lt;/em&gt; A avaliar pelo número de comentários, aquele &lt;em&gt;consultório&lt;/em&gt; vai tornar-se numa mina inesgotável. Se o senhor doutor vê a sua caixa explodir de comentários por dizer-se benfiquista, imagine-se quando disser (se é que ainda não desvendou) a sua cor política, o seu prato favorito, que exótico animal teria em casa, etc. e tal. Quem vai querer perder aqueles conteúdos? Mesmo pagando, que há coisas (ou pessoas) que, se de valor, vale bem a pena apostar. Depois, quem sabe?, uma empresa, com títulos, acções e essas coisas…&lt;br /&gt;Portanto, amigos, estejam atentos: a porta do futuro só se abre para os atentos. Tenham olho, mesmo que não queiram reinar neste mundo de cegos videntes. Cegos porquê? Ora, de tanta ganância, ego insuflado e esperteza, que até pode ser saloia, mas há que a rendibilizar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111409599940553514?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111409599940553514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111409599940553514' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111409599940553514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111409599940553514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/inveno.html' title='A Invenção'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111400009406623876</id><published>2005-04-20T13:13:00.000+01:00</published><updated>2005-04-20T16:14:35.036+01:00</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- O senhor desculpe, mas eu conheço-o de algum lado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Deveras que abismo! Olhando para o seu figurino, e assim de repente, falta-me memória para reconhecê-lo. Mas posso saber quem me conhece?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O meu nome é M.. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Que curioso! A minha graça também é M., MA.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- M.A.? Então é isso. É mesmo você. Andámos juntos na escola. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Na escola, diz o senhor. Que escola?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Na escola primária. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Então é natural que não esteja a vê-lo, salvo seja! Na minha memória entrei directamente para a secundária. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É você, é. Eu lembro-me de si. Se calhar pela coincidência de termos o mesmo nome. Você era aquele que arrancava as torneiras dos lavatórios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Deveras? Não estou em mim, Senhor. De facto é capaz de ter alguma razão: sempre tive uma tara pela limpeza. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Está bom? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Só estou.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bolas, que acaso. Qual foi o seu percurso? O que faz? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Sou doente.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Isso é que é pior. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Não se compadeça. Creio que as portas da eternidade ainda permanecerão fechadas por mais uns tempos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E profissionalmente? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Deixe-me ver… profissional – mente… Sou ilusionista. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ilusionista? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Crio ilusões. É um mundo de arrepiar. E o senhor, já na primária pensava em engravatar-se na madureza da idade? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como disse? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Em tom cordato, disse: Então e o senhor, que ganha-pão exerce? Seria de uma indelicadeza sem nome não retribuir a sua inquietante questão. E pela gravata vejo que seguiu alta escola! É dos doutores? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sou advogado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Diabo! Um advogado? E aspira política?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não estou a perceber. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Não estou a explicar. Desejo perguntar se aspira a uma carreira política. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Também estou filiado num partido, sim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Abismo!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Abismo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Estou deveras abismado! Quer dizer que na vida adulta continuamos colegas, salvo seja! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Então: Profissional – mente: político. Profissional - mente: ilusionista. Ambos criamos ilusões, ambos alimentando e alimentados pelo povo. E é um percurso, sim senhor, camarada. É camarada? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Que lado da política abraça vossa excelência? Atira-se para a direita ou para a esquerda? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- A minha ideologia é de direita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; É político dextro, o camarada. Não o ofendo, não? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ofender-me? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Tratando-o por camarada. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Está no seu direito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Ah!, a patranha da Democracia! Vejo que a excelência sabe a cartilha. E com a memória que aparenta ter, decerto não lambeu o mesmo ano segunda vez. Mas diga lá da sua justiça. Gosta dele? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- De quem? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Do povo, camarada político dextro. Se gosta do povo: com ele quer fazer vida.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não é com ele, é por ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpe esta ligeira confusão. Como diz o bom povo: a Língua Portuguesa sofre de traição.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não é bem isso que se diz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Neste encantador país, caro colega político, diz-se de tudo, e não me doa a mim a cabeça sempre que ouço por aí "coisas que não são bem assim". Mas diga lá coisas certas das suas profissões, que escalda o meu ouvido, atentíssimo e ansioso por o ouvir. Afinal de contas, se julgo bem, é raríssimo um político tropeçar num cidadão comum fora do arraial eleitoral, apertar-lhe a mão e, dos cinco dedos, escolher dois dedos para a conversa. E sinto-me um privilegiado, em êxtase! Por nada quero perder este inusitado encontro. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Gosto de ajudar o próximo! Servir a pátria! E acho que hoje em dia, infelizmente, não se dá a devida importância ao nosso labor, à nossa função na sociedade. Confunde-se tudo. E também acho que todos deviam interessar-se por política. Não se interessa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Então não me interesso!?... Ora essa! Mas digo-lhe uma coisa: faço um esforço hercúleo para ver o fundo ao tacho. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Está a desconversar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Ora essa! Apimento o nosso saboroso diálogo com uma pitada de sinceridade, excelência! E de mais a mais gosto de um tachinho, cheio e de boa cozedura. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Está a desconversar. Adeus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;A Deus, a Deus, ó político. E lembre-se (espere aí, demonstre mais fibra, homem!) Então pica-se com a fina agulha por tão pequena palha? Agarrem-no, povo! Agarrem-no que é político "escorregadio"! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111400009406623876?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111400009406623876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111400009406623876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111400009406623876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111400009406623876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/dilogos-de-morte-7.html' title='Diálogos de Morte # 7'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111399922492845559</id><published>2005-04-20T13:10:00.000+01:00</published><updated>2005-04-20T13:13:44.930+01:00</updated><title type='text'>No DN: "Do 'truca-truca' ao Referendo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/04/20/nacional/do_trucatruca_referendo.html"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Quando se recordam os debates sobre a despenalização do aborto, há um nome e um verso que logo assalta a memória a deputada e poetisa Natália Correia, defensora do "sim" e o poema do "truca-truca", que dedicou a um deputado do CDS, João Morgado, que estava na trincheira do "não". Foi em Novembro de 1982, no primeiro debate parlamentar sobre a interrupção voluntária da gravidez. Estava o debate a meio e Morgado disse que "o acto sexual é para fazer filhos". Ficou célebre o debate e o poema de Natália: "Já que o coito, diz Morgado,/ tem como fim cristalino,/ preciso e imaculado/ fazer menina ou menino;/ e cada vez que o varão/ sexual petisca manduca/ temos na procriação/ prova de que houve truca-truca,/ sendo pai só de um rebento,/ lógica é a conclusão/ de que o viril instrumento/ só usou - parca ração! -/ uma vez."&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111399922492845559?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111399922492845559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111399922492845559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111399922492845559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111399922492845559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/no-dn-do-truca-truca-ao-referendo.html' title='No DN: &quot;Do &apos;truca-truca&apos; ao Referendo&quot;'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111383225941646022</id><published>2005-04-18T14:47:00.000+01:00</published><updated>2005-04-18T14:55:07.673+01:00</updated><title type='text'>Prosa Insana # 10</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bem sei, bela toca: estás entregue ao bom abandono! É que sou eu bicho subterrâneo e um bocado esquivo. Di-lo a Natureza, di-lo o horóscopo chinês, digo-te eu, se dúvidas subsistissem. Sabes?, é que nem sempre há tempo para te adornar e de ti cuidar, como mereces; e, para além disso, nem sempre encontro o quadro certo para te &lt;em&gt;embelezar&lt;/em&gt;. Fosse sempre a vida o paraíso que desejamos e esta cabeça estaria, sempre, para ti voltada. Mas batalho, toca. Batalho para que te mantenhas tugúrio aprazível. Se consigo? Isso são outros quinhentos, que nem sequer nas minhas contas entram. Cuidar de ti – chega-me, apesar de nestes últimos tempos ser o que menos tem acontecido. É que ando eu pelas profundezas escavando túneis à procura de água, procurando uma raiz de fé, e, já mais à superfície, limpando esta rica floresta, para que o fogo do Verão não a torne pobre, invadida por um negrume de morte. Mas como vês, sempre aqui regresso. E vejo-te um pouco maltratada, sim, mas ainda limpa, ainda com boa cara, ainda a minha bela toca, simples e pacata, onde tão bem repouso. E agora, feita a vistoria que contradiz a minha &lt;em&gt;moral,&lt;/em&gt; volto para as escavações, para as limpezas, para as labutas de fazer suar, mas sempre, não te esqueças!, sempre contigo no pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111383225941646022?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111383225941646022/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111383225941646022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111383225941646022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111383225941646022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/prosa-insana-10.html' title='Prosa Insana # 10'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111348426170207716</id><published>2005-04-14T14:11:00.000+01:00</published><updated>2005-04-14T15:52:42.903+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/Cinema1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/Cinema1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://internettrash.com/users/murnau/murneng.htm"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Friedrich Wilhelm Murnau&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;(1888 - 1931) ficou na História do Cinema como um dos grandes génios da sua época, ligado à corrente artística que nos anos vinte surgiu na Alemanha do pós-guerra, e que da sombra, do medo e da perturbação emergiu, com a sua estética fantasmagórica e subjectiva, naquele movimento que ficou conhecido como expressionismo alemão*. Virado para o mundo interior de personagens em tumulto numa atmosfera sinistra, o expressionismo alemão teve em &lt;em&gt;O Gabinete do Dr. Caligari&lt;/em&gt; um dos filmes impulsionadores da corrente, filme realizado por Robert Wiene em 1919, com todos os cenários em tela pintada. Em 1922 Murnau realiza Nosferatu, numa adaptação de Drácula de Bram Stocker. Neste filme admirável e premonitório, Murnau afasta-se da estética de Wiene, privilegiando a acção, rodada em cenários naturais - será este o seu rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Murnau que aqui trazemos é &lt;strong&gt;Sunrise/Aurora&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;(1927) **,&lt;/strong&gt; baseado no romance &lt;em&gt;Die Reise Nach Tilsit&lt;/em&gt; ("Viagem a Tilsit") de Hermann Sudermann, um dos mais belos filmes da história do cinema. Aurora é uma reflexão sobre as decisões humanas, obra superiormente filmada e carregada de um simbolismo que percorre toda a película. Entre o sonho e a realidade, o protagonista procura o sentido da vida, numa viagem em que se depara com a confrontação do que o rodeia e com ele próprio, descendo aos abismos da dúvida, da interrogação, do remorso e do arrependimento. Encarrega-se a vida, os factos quotidianos e a natureza de mostrar àquele homem o sentido que deseja para a sua vida: uma mudança radical, abandonando tudo pela fantasiosa imaginação de um mundo por um momento ideal, perfeito, porque nascido do sonho, ou recuperar a &lt;em&gt;existência consciente&lt;/em&gt;? Onde está a felicidade? Na vida real ou na vida imaginária? Que caminho seguir? E que papel tem o sobrenatural naquele cenário especifico, nos nossos desejos íntimos e nas nossas decisões? Concreta e ao mesmo tempo mística, esta obra-prima, poética, esteticamente emocionante, garanto-vos, fica na memória. Pelo menos, na memória de alguns, daqueles que ainda vivem o cinema como &lt;em&gt;arte total&lt;/em&gt;, e que se permitem (e procuram) ficar como este filme: mudos... e pensativos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/contracampo/expressionismoalemao.html?200513"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"O expressionismo alemão é uma cultura de crise, reflexo do profundo desalento espiritual gestado nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. A face da morte, estampada nos rostos de milhões de jovens precocemente ceifados, despertou os sentimentos de terror, misticismo e magia, adormecidos nas mais recônditas paragens da alma alemã. A certeza positiva dos sonhos de glória do imperialismo germânico cedeu espaço à sombra da derrota, da humilhação e do desespero. O renascimento do horror foi, pois, o fermento ideal para o surgimento do espírito expressionista, fim de todas as ilusões de poder alimentadas pela lucidez delirante da Era Bismarckeana. Povoado de incertezas e sombras, surgia, inclemente, um novo mundo, e o movimento expressionista, apoteose do indistinto e do vago, se transformaria na estética perfeita para esta realidade atroz."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;** &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/aurora.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"A expansão da consciência pressupõe uma retracção das pretensões e uma perda do egocentrismo, e neste ponto a maior parte das pessoas volta atrás. Para não perder aquele falso senso inicial de segurança, aquela ilusão de que ele próprio é o centro do mundo, de que ele próprio decide livremente sua vida, o sujeito fecha os olhos ante a máquina do mundo, baixa a cabeça, e daí para diante é igual a um carneiro, ou um porco, ou um ganso; mas um carneiro, um porco ou um ganso que continua com a ilusão de que é uma grande coisa.&lt;br /&gt;Nesse sentido específico, o personagem do filme aceita o mais plenamente possível a condição humana. Ele entende e assume o que se passa. Ele entende que sua vida é determinada por um diálogo, um confronto, com forças infinitamente poderosas, forças que podem inclusive fazer com ele uma piada sinistra. Aliás, o título do filme, Aurora, nascer do sol, tem um motivo bastante óbvio. O personagem do filme é o verdadeiro twice born, o renascido em Deus, o renascido no reino do Espírito." &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111348426170207716?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111348426170207716/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111348426170207716' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111348426170207716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111348426170207716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/friedrich-wilhelm-murnau-1888-1931.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111280547454005478</id><published>2005-04-06T17:37:00.000+01:00</published><updated>2005-04-06T17:37:54.540+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/sublis.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/sublis.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Brevemente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111280547454005478?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111280547454005478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111280547454005478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111280547454005478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111280547454005478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/brevemente.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111280540397748238</id><published>2005-04-06T17:32:00.000+01:00</published><updated>2005-04-06T17:44:32.836+01:00</updated><title type='text'>Vida e Obra de Um Poeta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Não descuido a minha obra. Deve-se velar por aquilo que conseguimos ascender, entre riscos e ameaças, às condições da realidade. Mas serão os meus poemas uma realidade concreta no meio das paisagens interiores e exteriores? Não possuo um só dos papéis que enchi; interessa-me a forma acabada das minhas experiências, e suas significações, mantida numa espécie de memória tensa e límpida. Os papéis, esses, estão em França (Paris ou Marselha), na Holanda, na África do Sul. Encontram-se nas mãos de conhecidos, desconhecidos, amigos, inimigos – e cada qual saberá usar deles de modo particular e, suponho, exemplar. Tirarão daí indeclináveis razões para a moralidade dos seus pensamentos em relação a mim e a eles mesmos. Não, não sei de cor as pequenas composições de palavras. Retenho a fantasia, a objectividade delas – ponto onde me apoio para saber que sou sólido, e tenho (ou sou) uma obra. Avancei muito no conhecimento da divindade, desde o dia em que escrevi um dístico na parede de um urinol de Lisboa até à minha obra-prima (um poema dramático), oferecida com maliciosa ingenuidade a uma prostituta nas docas de Amesterdão (ela não sabia português). Um poema desesperadamente religioso que falava do corpo e da sua magnificência e perenidade.&lt;br /&gt;Comecei a escrever com determinação aos trinta anos, quando corria o bairro des Abbesses, em Paris, para meter-me nalguma casa que tivesse a porta aberta, e ir dormir na retrete. Explico: em Paris, os três filhos de Deus debatiam-se com o árduo problema da dormida. Éramos um português e dois espanhóis, desaparecidos um dia de suas casas, das pátrias, e encontrados no acaso de vadiagens e bebedeiras. Tínhamos assuntos religiosos comuns. Para dormir, havia acidentais quartos de amigos, a entrada do metropolitano e, no bom tempo, as pontes do rio. Mas eu precisava de solidão e conforto (era a obra que, secretamente, se desenvolvia em mim) – e tomei como minha uma ideia que circulava pela cidade. Era possível dormir nas retretes, nas retretes privadas, nas retretes das casas das outras pessoas! A ideia abalou-me tanto que andei confuso e comovido durante dias. Fui ao ponto de escrever um poema inteiramente inspirado nela. Eu e os meus amigos, poucas semanas passadas sobre o início desta nova vida surpreendente, tínhamos já uma lista de cento e vinte e dois prédios onde devíamos tentar a entrada. Simples: estudávamos as portas de determinado bairro residencial, a ver se poderiam ser abertas de um modo qualquer, ou se as deixavam abertas. Chegava a hora do sono alheio, cada um subia até à sua retrete. Uma ascensão! Talvez Deus estivesse lá em cima à nossa espera. Claro que só escolhíamos edifícios antigos, com sentina de patamar para uso comum dos inquilinos. Acendia a luz, instalava-me fechado por dentro, e pensava ou lia, ou escrevia às vezes. Nunca a solidão foi para mim tão fértil. Se alguma pessoa vinha à retrete a meio da noite, eu puxava o autoclismo e saía como inquilino também, natural, desenvolto nos meus direitos. Defecação democrática, por ludíbrio, no seio da grande família burguesa. No dia seguinte reuníamo-nos os três, os filhos de Deus, para falar das nossas aspirações e meditações, da inspiradora solidão nocturna.&lt;br /&gt;Foi assim que me pus a escrever – enquanto esperava a oportunidade de entrar numa casa (numa retrete, digo) ou quando, já nela, começava a pensar, a investigar, a decifrar, entregue e defendido na retrete, na profundidade que eu mesmo transportara ao longo dos anos, mal aflorada por instantes e agora enfim oferecida. O mundo não me tocara e fecundara em vão. Eu apurara a experiência, encontrara os meus centros. Levava tudo para a retrete: o amor, o terror, a grande cidade, o anjo da guarda com quem atravessara o bairro atulhado de putas. A minha obra nascia. Às vezes, no meio dos perigos, medos e vertigens destas experiências, olhava a cara num pequeno espelho de bolso, para ver se eu próprio me transformava por fora, ao sabor do sensível movimento do espírito, este conhecimento que ia ganhando da vida e da poesia. Vi que sim. O rosto anunciava com antecedência a chegada súbita de um sentimento muito agudo e quase doloroso das coisas, sua concordância e relações, a chegada da iluminação. Num dos poemas que deixei em Paris falo disto explicitamente, falo do homem vendo nos próprios olhos a nascente e brilhante imagem do mundo. É um bom poema em que trabalhei quinze noites seguidas, sempre sentado numa retrete da rue des Abbesses.&lt;br /&gt;Outro princípio fulcral na minha poesia – o da Fêmaea-Mãe – foi descoberto, imaginado, organizado e assumido na mesma retrete. Devo muito a essa retrete. Certas noites dava uma volta por Pigalle e estudava miudamente os cartazes nas casas de stip-tease. Absorvia a nudez retratada das actrizes como se absorvesse um plasma forte. Elas eram intérpretes de Deua. Via nesses corpos uma declaração divina, e o jogo espectacular do que chamam vícios era uma espécie de escrita manifesta, uma alusiva visibilização de Deus. E tudo isso me era dado como um caminho de conhecimento, uma complexa viabilidade. Todas as putas de pigalle eram minhas mães; a carne fotografada, tornada viva em mim pelo enredo da comoção, era a carne-mãe e amparava-me na descoberta e, posteriormente, na magnificação e glorificação do mundo.&lt;br /&gt;Hoje, nada sei de quem me amou ou ama. Nada me reparte o tempo. Abro-me à unidade da vida – e amo o passado e o futuro com um só fervor: completo. A geografia não existe. Quem está em Joanesburgo e me ama ou possui um breve poema rabiscado nas costas de um envelope, ou quem me odeia em Roterdão e apenas tem algumas palavras sem destinatário, nada poderá supor da minha lenta maturidade. Esses papéis pouco valem, e esses sentimentos (de amor e ódio). Vale quem sou. Ultrapasso as palavras escritas aos trinta anos. O poema que agora escrevesse diria como estou pronto para morrer, referiria enfim a excelência do meu corpo urdido nas aventuras da solidão e da comunhão, e falaria de tudo quanto auxilia um homem no seu ofício – a ferocidade dos outros, o apartamento, ou o seu amor que, ferido pela ignorância, se inclina para ele, para o seu trabalho, o desejo, a expectativa. Morrerei como se fosse numa retrete de Paris – só, com a minha visão, o pressentido segredo das coisas.&lt;br /&gt;E é na morte de um poeta que se principia a ver que o mundo é eterno. "&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Herberto Helder&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Os Passos em Volta&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111280540397748238?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111280540397748238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111280540397748238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111280540397748238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111280540397748238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/04/vida-e-obra-de-um-poeta.html' title='Vida e Obra de Um Poeta'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111218224567204971</id><published>2005-03-30T12:16:00.000+01:00</published><updated>2005-03-30T12:30:45.673+01:00</updated><title type='text'>Pobres Ratos; Pobres Humanos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1219354&amp;idCanal=13"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Cientistas norte-americanos conseguiram pela primeira vez desenvolver neurónios a partir de células estaminais encontradas em folículos de ratinhos, indica um estudo hoje publicado." (...)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1219408&amp;amp;idCanal=10"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O ser humano alterou a Terra nos últimos 50 anos a uma velocidade sem precedentes. E esta tendência compromete a manutenção de serviços básicos que o planeta oferece e que sustentam a própria civilização humana, a começar pela disponibilidade de água." (...)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111218224567204971?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111218224567204971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111218224567204971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111218224567204971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111218224567204971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/pobres-ratos-pobres-humanos.html' title='Pobres Ratos; Pobres Humanos'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111209527001023024</id><published>2005-03-29T12:21:00.000+01:00</published><updated>2005-03-29T12:21:10.010+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/86/1527/1024/Flora e fauna magica - 1920.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/86/1527/400/Flora e fauna magica - 1920.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depero Fortunato - Flora e Fauna Magica (1920)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111209527001023024?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111209527001023024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111209527001023024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111209527001023024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111209527001023024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/depero-fortunato-flora-e-fauna-magica.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111168896619621248</id><published>2005-03-24T18:27:00.000Z</published><updated>2005-03-24T18:29:26.196Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi esta toca visitada pela vilanagem virulenta carregadinha de instintos maus que quase perigou a &lt;em&gt;vida &lt;/em&gt;da máquina que serve de veículo para entrar em contacto convosco. Aos poucos colam-se os cacos que ficaram, recupera-se alguma da energia consumida pelo inútil desânimo e carregam-se baterias em discos, para voltar - assim espero - às lides neste espaço; novamente com governo, embora com pouco material por onde aplicar a meritória actividade de gestão. É esta, com certeza, uma toca portuguesa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111168896619621248?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111168896619621248/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111168896619621248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111168896619621248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111168896619621248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/foi-esta-toca-visitada-pela-vilanagem_24.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111090580072750962</id><published>2005-03-15T16:56:00.000Z</published><updated>2005-03-15T17:06:11.810Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/radical_connector.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/radical_connector.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="1ab5f4e9"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mouseonmars.de/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Mouse on Mars&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;-&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.thrilljockey.com/MineIsInYours.mp3"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Mine Is in Yours&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;(mp3),&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.thrilljockey.com/bandpage.html?artistnum=25"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;daqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111090580072750962?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111090580072750962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111090580072750962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111090580072750962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111090580072750962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/mouse-on-mars-mine-is-in-yours-mp3.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111090423715575996</id><published>2005-03-15T16:30:00.000Z</published><updated>2005-03-15T16:50:09.343Z</updated><title type='text'>Diálogos de Morte # 6</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma boa alma que em itálico fala com o "nosso amigo"...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quer ajuda?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Ajuda?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sim. Está bem? Parece que caiu...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Estou a descansar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Aqui no chão, no meio da rua?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não lhe parece bom sítio? Queria que escolhesse um banco, um centro comercial, uma esplanada ou outro lugar mais... civilizado, entre comas?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não tenho nada a ver com isso, mas, enfim, só quis ajudá-lo... Está bem, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não, não é verdade. Estou pessimamente. Estou de rastos, não vê?&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Disse que estava a descansar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Precisamente. Por estar de rastos, com uma depressão que não lembra ao diabo, descanso, que é coisa recomendada para os males de cabeça, ou é esta ideia mentirosa?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Se não está bem, devia ir a um médico.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Ah, pois devia!, para acabar de vez com este estado d'alma. Ou então, conhecer um vendedor de órgãos que me trocasse este cérebro por um enrugado de novo. Mas disso, parece-me que não há. Ou existe, cavalheiro?&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Que eu saiba, não existe, não, mas um psiquiatra sempre o ajudava...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- A sua bondade de ouvinte é quase ofensiva. Sinto-me um desgraçado que não tem com quem falar.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Ora essa!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Ora esta! Estou aqui a descansar os ossinhos e chega uma alma caridosa, dizendo-me que ainda há gente assente em duas pernas capaz de olhar para o solo e ver que um outro está lá, por terra deitado. O senhor, não sei se sabe, mas acautele-se: é um ser em vias de extinção!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não acho nada disso. Se calhar está a ver as coisas assim devido ao seu estado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- É do meu Estado, sim senhor. O meu e o seu! A culpa é do Estado. É sempre, ou não é assim? Esse filho da mãe é que tem a culpa. Toda. Sempre. Foi ele, precisamente ele, que me mandou, que me deitou nesta rua, obrigando-me a reflectir o fado, sobre a calçada. Eu, que nada fiz, estou inimputável!&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; É preciso ter calma.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- É preciso ter alma!&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não sei o que lhe aconteceu, mas nem sempre as coisas correm bem.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Claro que não, até há correrias que acabam em morte. Pensava nisso no milagroso instante em que o senhor me interrompeu. Dizia para os meus botões: e se eu corresse para debaixo de um comboio? Mas chegou o senhor, que menos não é do que um santo, ou um "anjo-guarda", à sua maneira, assim à paisana, e logo as velozes asas do pensamento se quebraram.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;O senhor desculpe-me, mas tem dinheiro para consultar um psiquiatra? Acho que lhe fazia bem.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- A sua sensatez é comovente. De facto, nada melhor do que pagar: sentia-me muito melhor se pagasse para ser ouvido. Esta forma gratuita como estamos aqui os dois à conversa no meio da rua é constrangedora. Mas não ignoro a sua pergunta, que não tenho lábia de político, sempre a fugir com o traseiro à seringa jornalística. Tenho dinheiro, sim senhor. Não é por estar a descansar e a pensar na rua...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não queria dizer isso...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Mas disse. E fez muito bem. Estou certo de que o senhor me pagaria uma consulta com um especialista dos miolos, para ele desempanar esta cabeça. E eu muito lhe agradecia. Imagino o preço das drogas precisas para este fim.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Então consulte um.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Meu senhor, olhe à sua volta: aqui à sua direita, este belo edifício, está a vê-lo, não está? Esta casa é, precisamente, a casa do senhor Júlio de Matos, um grande quartel-general. Ainda antes do tal pensamento da corrida para a linha-férrea, tinha eu pensado: entro aqui ou sigo para o comboio?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Desculpe, não sabia que aqui...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Está mais do que desculpado: está abençoado. Também o senhor já sabe onde fica o hospital dos varridos. Se um dia precisar, não se acanhe, nem tenha medo: a porta da ajuda, no que aos terrenos da cabeça diz respeito, é aqui.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas já decidiu? Vai entrar?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Ainda é coisa a considerar.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não perde nada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- A questão é se ganho alguma coisa, que perder já é coisa que bem conheço. Olhe o meu juízo? Não lhe parece perdido, assim... fantasma vagueando no ar?&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Não sei: não o conheço.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Nem eu! O senhor conhece-se?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Claro!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Pois no dia em que acordar pela manhã e esse conhecimento lhe parecer escuro, não deite as mãos à cabeça: deite a cabeça nas mãos.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Desculpe-me, mas o senhor está confuso. Eu vou consigo lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- E vamos como? De mão dada? Dos maiores desgostos que guardo, o de nunca ter tido uma ama-seca, é, de longe, o maior. Ou vai dizer que é meu amigo desde a guerra?&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Vou dizer a verdade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- A verdade... não se meta com essa puta! Diga antes que é meu filho. Quer ser meu filho? Ou ao contrário, tanto me faz. Prefere adoptar-me?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Vá, venha lá.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Como seu pai ou como seu filho?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Como amigo de guerra.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Cá está: fugiu da verdade - está no bom caminho. E por falar em caminho: siga lá o seu, meu filho.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E o senhor?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- O Senhor há-de mandar-me fazer qualquer coisa: ou vou de comboio para o céu, ou vou a pé para o paraíso.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Olhe, faça o melhor para si.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Que você a mais não é obrigado, não é assim?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas ficava mais descansado se o visse entrar no hospital.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Cavalheiro, tudo o que desejo é descansá-lo, não tenha a mais miúda dúvida.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Então, entre.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- E vou entrar, boa alma. Se não estivesse a vê-lo com carne e osso agarrados à língua, diria que o senhor não existe senão na minha deliciosa e salvadora imaginação. Veja como me levanto; veja como caminho; veja como entro no Quartel-general, dando ouvidos a um conselho desconhecido, mas que seja, sempre, o que eu quiser! Não é assim?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;É.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Assim é, cavalheiro. Siga também você o seu caminho, e que ele não seja... penado. Que a sua vida, ó boa alma, seja sempre um presente, sem veneno. &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="2cfd019c"&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111090423715575996?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111090423715575996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111090423715575996' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111090423715575996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111090423715575996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/dilogos-de-morte-6.html' title='Diálogos de Morte # 6'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111062747493465740</id><published>2005-03-12T11:26:00.000Z</published><updated>2005-03-12T11:37:54.940Z</updated><title type='text'>Em dia de posses, certamente tomadas em digno estado de pose, uma entrada chata, quiçá ousada ou "delirante".</title><content type='html'>&lt;p&gt;Pela pena de Platão, diz Sócrates: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(…)&lt;/strong&gt; "as pessoas de bem não querem governar nem pelas riquezas nem pela honra; porque não querem ser tratadas de mercenários, exigindo abertamente o salário da sua função, nem de ladrões, tirando dessa função lucros secretos; também não trabalham pela honra: é que não são ambiciosos. Portanto, é preciso que haja obrigação e castigo para que aceitem governar – é por isso que tomar o poder de livre vontade, sem que a necessidade a isso obrigue, pode ser considerada vergonha – e o maior castigo consiste em ser governado por alguém ainda pior do que nós, quando não queremos ser nós a governar; com este medo parecem agir, quando governam, as pessoas honradas  e então vão para o poder não como para um bem, para o gozarem, mas como uma tarefa necessária, que não podem confiar a melhores que elas nem a iguais. &lt;strong&gt;Se aparecesse uma cidade de homens bons, é provável que nela se lutasse para escapar ao poder, como agora se luta para o obter, e tornar-se-ia evidente que o governante autêntico não é feito, na realidade, para procurar a sua própria vantagem, mas a do governado; de modo que todo o homem sensato preferiria ser obrigado por outro do que preocupar-se em obrigar outros." (...)  &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Em&lt;em&gt; "A República"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Nota:&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#666666;"&gt;Sublinhados arranjados aqui na toca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111062747493465740?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111062747493465740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111062747493465740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111062747493465740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111062747493465740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/em-dia-de-posses-certamente-tomadas-em.html' title='Em dia de posses, certamente tomadas em digno estado de pose, uma entrada chata, quiçá ousada ou &quot;delirante&quot;.'/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111056373598946723</id><published>2005-03-11T17:55:00.000Z</published><updated>2005-03-11T17:55:35.990Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/olho vivo 23.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/olho vivo 22.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Veja bem: clique! E aumente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111056373598946723?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111056373598946723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111056373598946723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111056373598946723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111056373598946723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/veja-bem-clique-e-aumente.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111036493842714639</id><published>2005-03-09T10:42:00.000Z</published><updated>2005-03-09T10:53:02.543Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/karl.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/karl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fotografia:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.masters-of-photography.com/B/blossfeldt/blossfeldt.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;www.masters-of-photography.com/B/blossfeldt/blossfeldt.html&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.artphiles.com/photophiles/Blossfeldt/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Karl Blossfeldt&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="5b1983e2"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111036493842714639?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111036493842714639/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111036493842714639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111036493842714639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111036493842714639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/fotografia-www.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111036280214953667</id><published>2005-03-09T10:06:00.000Z</published><updated>2005-03-09T10:33:59.246Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(Mas que raio? Então esta porcaria agora não me deixa aqui postar umas fotos? Tanto trabalho, tanta dor de cabeça e...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Caríssimos leitores,&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Problemas técnicos impedem que à nossa vista salte o selo com o qual, por norma,, damos as boas-vindas ao "Diálogos de Morte". &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma senhora em itálico e um senhor do itálico dispensado apresentam-se já de seguida, &lt;em&gt;debaixo&lt;/em&gt; de uma cruz que, embora oculto, contém os seguintes &lt;em&gt;dizeres&lt;/em&gt;: "Diálogos de Morte #5".&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="c1c4bf21"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/Dial"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/Dial" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Desculpe, o senhor é o último da fila?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não, minha senhora. Estou em último lugar, sim, mas na bicha.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ai, isso já não se diz!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Ora essa, por que raio?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Então, bicha é...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Bicha é onde estamos, minha senhora. E por mero acaso, não espero autocarro algum que me leve de carreira ao destino.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Então o que faz aqui?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Observo esta maravilhosa civilização, minha senhora. Encanta-me esta incrível espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não tem mais nada que fazer? Está a ocupar um lugar!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- É um divertimento meu, minha senhora, ou será que estou a atropelar uma lei? Da decência!?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Está a ocupar um lugar. Os transportes nunca chegam a horas, e se há gente a ocupar um lugar sem...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Oh, minha senhora, descanse a sua cabeça que me parece (desculpe a ousadia) fresca e irritadiça: eu pouco ocupo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Se quer observar, vá para um jardim! Acha bem? Estar aqui, sem propósito?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não é sem propósito; é de propósito. Gosto de ver as pessoas pela manhãzinha, depois de despertarem, mas ainda com o cérebro conservado em sono, ou em sonho que são aquelas que mais me excitam.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Desande mas é daqui! Se não faz nada, deixe os outros que trabalham.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Ora essa, se não faço nada, forçosamente faço alguma coisa: é matemático! E, de mais a mais, quem lhe diz que não trabalho? Quem lhe diz que neste preciso instante não estou em plena labuta, a exercer a minha meritória função, mergulhado nesta curiosa massa de vivos?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O senhor não é bom da cabeça.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Nem do corpo, se quiser estar mais e melhor informada a meu respeito, esta singular silhueta que os seus belos olhos mar têm a graça de observar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Olhe também eu não!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Também não?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Também sou doente.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Oh, minha senhora, mas quem não é? E dê graças a Deus por Ele lhe fazer ver isso.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Como?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Saber-se doente. Há muitos que são, e, coitados, vivem numa aflitiva ignorância, sem desconfiarem da enfermidade que os invade, que os corrói, de manso, sub-repticiamente. Mas já agora, faz a fineza de me presentear com o nome da sua enfermidade?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;O que é que está "p'raí" a dizer?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- De que doença padece, minha senhora? Quer partilhá-la?&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Partilhar? Como assim?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Oh, não desejo a sua doença. De todos os pecados, a inveja não me cobiça. Não a quero, muito obrigado, mas se quiser dizer do que sofre, todo eu sou um ouvido.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Pronto, tenho enxaquecas. Está satisfeito?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Satisfeitíssimo. Acabo de descobrir que nem todas as doenças vivem neste meu corpinho. Enxaqueca!... Gosto muito dessa palavra. Mas é maleita chata, não é?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Horrível! E olhe que o senhor já me está a fazer mal.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Mais não posso do que pedir-lhe as mais vivas desculpas por das minhas presentes palavras arrancar-lhe uma dor. Não tinha, lho juro, a menor intenção. E não me cai a culpa em cima: foi a senhora quem iniciou esta agradável conversa.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Agradável? Bolas, apanhar com um número destes logo pela manhã!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Então, enquanto espera por um número, diverte-se com outro. Qual é o seu destino?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;O meu destino?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Até onde deseja ser levada pelo autocarro?&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; O que é que tem a ver com isso?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Em rigor, nada, mas a conversa por si iniciada para aqui nos atirou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Vou para a Estrela.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Ah, poesia, ao romper da aurora! Sabe?, acabei de decidir que também vou para lá. E mais: cego, sigo o seu conselho - plantar-me-ei no jardim. E dizia a senhora que eu, aqui, nada fazia. Já vê: descobri o meu próximo poiso. Passe bem.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Então?...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Sim?...&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Vai a pé? Não vê que o autocarro está a chegar!?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Ele que chegue e que um raio o parta. Eu, minha senhora, está lembrada?, não o esperava.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ele há malucos para tudo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Então não há, minha amável senhora! Até há malucos que se imaginam sardinhas com ânsias de se entalarem em caixas rolantes. Veja bem como roda este mundo? Pois que chegue pouco amassada à sua Estrela.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111036280214953667?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111036280214953667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111036280214953667' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111036280214953667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111036280214953667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/mas-que-raio-ento-esta-porcaria-agora.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111021739447214746</id><published>2005-03-07T17:43:00.000Z</published><updated>2005-03-07T21:19:04.493Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Caríssimos leitores,&lt;br /&gt;Depois da tremenda explosão que por aqui se deu, o regresso às lides é feito sob o benfazejo signo do delírio, tão caro a esta toca perdida na vastidão da blogosfera.&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;reabertura&lt;/em&gt; é assinalada pelo quarto tomo da série “Diálogos de Morte”, esse rebuscadíssimo título de inefável imaginação, só ao alcance dos mais argutos autores ao serviço da ditadura da palavra.&lt;br /&gt;Para este quarto número convidámos um heróico proprietário de uma máquina avariada e um bom mecânico. Ao mecânico, por ser &lt;em&gt;bom,&lt;/em&gt; damos-lhe a graça do itálico. O outro, do hábito não se livra: fala com “palavras direitas”. &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="62a88be"&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;blockquote id="4968e2bc"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/Dial"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; WIDTH: 31px; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid; HEIGHT: 32px" height="30" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/Dial" width="181" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Pelo que vejo... o carro tem muitos problemas. É de admirar como ele ainda conseguia andar!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Também pasmo perante este insondável mistério, Senhor. Carregando problemas, ainda anda, veja bem! Mas deixe-me que lhe diga: é uma vetusta máquina à minha medida.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não vou conseguir arranjá-lo hoje...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Compreendo. A noite já nos cai em cima, e se ele apresenta assim tantas queixas... Olhe, fique com ele.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Como?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Assim, como está. Dê-lhe o destino que mais lhe aprouver; eu, não o quero.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mas...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- O Senhor abriu-me os olhos. Que faço com um amontoado de problemas em lata enferrujada? Descasque a chapa, arranque o motor, extraia peça por peça todas as velharias que ele ainda conserva dentro do prazo e faça um dinheirinho para si.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas o carro é seu, o lucro também deve ser para si!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Dou-lhe o lucro. Não quero nada dessa sucata!&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Hoje ofereço eu; amanhã, se a indigência chegar antes da fortuna, talvez lhe peça uma maçã.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não posso...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não pode recusar! É um acto de bondade, vindo de um estranho, é certo, mas em hora de dar. Guarde o orgulho ou as sumárias convenções de Justiça e agarre-se a uma insignificante oferenda que, nos dias que vão correndo, ou os meus olhos me enganam, ou é coisa rara de se avistar.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Se é isso que quer!...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- É isso mesmo.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; E o senhor, como vai?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Pacifique a sua consciência e não carregue o semblante com a máscara da preocupação. Vou a pé, de olhos postos na Polar, a apanhar com os rigores do Inverno pelas trombas. Para alguns, meu senhor, a vida roda num casino: se tiver sorte, apanho boleia de uma ricalhaça formosa; enroscamo-nos num hotel de muitas estrelas; ela fuma; eu fumo e bebo borbulhas caras; ela deixa um cheque chorudo no leito suado; eu agarro no dinheiro e compro uma ilha no Pacífico, onde irei acabar os dias a brincar com tubarões. Se tiver azar, levanta-se uma tempestade dos diabos; cai-me um raio em cima; fico em cinzas; passa um cão vadio e mija em cima do meu pó, sem que se suspeite que alguma vez tenha existido. Se tudo isto girar como tem girado, que é o mais certo, assim num género de empate, sem ganhar nem perder, sem muita sorte, sem muito azar; ando, ando, converso com os botões, ando e ando, até o nariz farejar a casota. E quando ele me avisar que nela estou, dou umas voltas até deitar os ossos nas palhinhas.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;O senhor desculpe, mas, está bem?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Então não estou? Desfeito da carroça, sou passarinho sem predador.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Tem certeza?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Nem por isso. O senhor tem certezas?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Algumas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Desconfie. Sobretudo dessas! Tenha uma boa noite. De amor, se os formigueiros para aí o chamarem. E aproveite: a lua está prenha, mas tome cuidados contra as fertilizações indesejadas, que este mundo está a rebentar. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111021739447214746?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111021739447214746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111021739447214746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111021739447214746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111021739447214746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/carssimos-leitores-depois-da-tremenda.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-111018992349893455</id><published>2005-03-07T10:05:00.000Z</published><updated>2005-03-07T10:05:23.496Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/nuvem do alm.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/nuvem do alm.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-111018992349893455?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/111018992349893455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=111018992349893455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111018992349893455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/111018992349893455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/03/blog-post.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110962943016454574</id><published>2005-02-28T22:23:00.000Z</published><updated>2005-02-28T22:23:50.163Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/pause.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/pause.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110962943016454574?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110962943016454574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110962943016454574' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110962943016454574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110962943016454574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/blog-post_110962943016454574.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110962919861695015</id><published>2005-02-28T22:19:00.000Z</published><updated>2005-02-28T22:19:58.616Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/feton.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/feton.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110962919861695015?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110962919861695015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110962919861695015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110962919861695015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110962919861695015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/blog-post_28.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110961117807218900</id><published>2005-02-28T17:19:00.000Z</published><updated>2005-02-28T18:00:00.010Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma recepcionista, um estranho doente que conversa com uma senhora enquanto espera pelo exame. Elas em itálico. Ele, não. É mais um:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/Dial%20de%20Morte%20-%20FINAL.1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" height="119" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/Dial%20de%20Morte%20-%20FINAL.1.jpg" width="375" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="2a535eb4"&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;O seu nome, por favor?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- M. A.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Idade?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Quarenta.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Profissão?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não tenho.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Está desempregado?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não, não tenho profissão.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas nunca teve?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não faz nada?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Então não faço, vivo.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Nem qualquer coisa que se possa pôr aqui na ficha de inscrição?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Se faz questão de martelar nas teclas do computador, ponha chulo, ou parasita, ou qualquer coisa assim que lhe venha à cabeça.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não posso escrever isso&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Minha cara senhora, sou advogado. Está bem assim?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas se não é!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Mas se quer que eu seja alguma coisa, a partir de hoje sou o insigne advogado A., graças à sua gentileza de enfiar à viva força um canudo na minha vida. Muito agradecido!&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Olhe, pronto, não ponho nada&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Muito bem, a verdade é uma bóia: vem sempre ao de cima. Mas lembre-se: não pôr nada é pôr alguma coisa.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Pode passar ali para a sala de espera, Sr. M., e aguarde a chamada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Muito bem, eu aguardo. Ali, onde?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;É só virar à esquerda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Que esquerda? Minha ou sua?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;À sua esquerda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- É para onde virámos, sim senhor. Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;---------------------------------------------&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Também vem fazer uma "endo-cuspia"?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não, minha senhora. Venho fazer um exame com um nome ainda mais esquisito.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ah! Eu ando aflita do estômago.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Pois, cada um com a sua maleita.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Foi a malvada da minha filha que me trouxe, que eu não posso andar assim por aí.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Pois...&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Estou a viver em casa dela. Já não me posso valer, sabe. A idade não perdoa. E trabalhei muito em toda a minha vida, lá na terra, a esgaravatar no campo de sol a sol, a mando do meu marido, que descanse lá em baixo, o malvado.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Lá em baixo?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;No Inferno.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Conheço.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Conhece?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Mais ou menos, de ler.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Estudou, o senhor?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Acabaram de me licenciar, veja bem. É preciso vir tratar da saúde para sairmos daqui com vida nova.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ah! Eu nunca estudei. Sei escrever o meu nome, e mal. A minha vida foi muito difícil. O meu marido era um malvado. Era muito ciumento e estava sempre agarrado à garrafa. Veja lá que meteu na cabeça que eu o enganava com o irmão dele. Andava sempre desconfiado, o diabo, Deus me perdoe. Sempre à espreita, sempre a seguir-me. Não podia ir para lado nenhum, imagine o senhor. E batia-me. Ah!, eu sofri muito, e continuo a sofrer, agora nas mãos da filha que é igualzinha ao pai.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Pois...&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Sabe, já tentei matar-me uma porrada de vezes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Então?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Olhe, da infelicidade. O malandro batia-me. Uma vez tentei enforcar-me; já estava com a corda no gasganete mas o diabo chegou a tempo, viu-me e ainda me bateu, veja lá! Uma pessoa quando tem azar até na cama parte as pernas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Agora é que disse uma grande verdade, minha senhora. A senhora é uma filósofa. Às vezes não é preciso pensar muito, é preciso viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Pois, pensar para quê?...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Ora vê, a senhora é quem sabe.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E olhe que já vivi muito, sempre a penar, infelizmente. Chamaram por Cremilde, não foi? Olhe, lá vou eu para mais uma. Adeus e as suas melhoras&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Quando souber se quero melhorar, agradeço-lhe, minha senhora. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110961117807218900?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110961117807218900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110961117807218900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110961117807218900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110961117807218900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/uma-recepcionista-um-estranho-doente.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110933345561853597</id><published>2005-02-25T12:10:00.000Z</published><updated>2005-02-25T12:23:10.193Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/Nie%202.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/Nie%202.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aquele que um dia ensinar os homens a voar deslocará todas as barreiras; fará saltar todas as barreiras, dará à Terra um nome novo, chamar-lhe-á «a Leve».&lt;br /&gt;A avestruz vence na carreira o cavalo mais rápido, mas enterra pesadamente a cabeça na terra pesada; tal o homem que ainda não aprendeu a voar.&lt;br /&gt;A terra e a vida pesam-lhe, e é isso que quer o espírito de Gravidade. Mas aquele que quer tornar-se leve como uma ave deve amar-se a si mesmo; assim ensino eu.&lt;br /&gt;Não com o amor dos doentes e dos febris - porque nesses até o amor-próprio cheira mal!&lt;br /&gt;É preciso aprender a amar-se a si próprio, tal é a minha doutrina, com um amor total e são, a fim de ficar preso a si mesmo em vez de vagabundear com todos os sentidos.&lt;br /&gt;Esta vagabundagem intitula-se «amor ao próximo»; não há palavra que tenha servido para cobrir mais mentiras e hipocrisias, sobretudo por parte daqueles que se tornavam insuportáveis a toda a gente.&lt;br /&gt;E na verdade,&lt;/em&gt; aprender &lt;em&gt;a amar-se, não é uma máxima aplicável a partir de hoje ou de amanhã. É, pelo contrário, de todas as artes, a mais subtil, a mais astuta, a arte suprema, e aquela que requer mais paciência.&lt;br /&gt;O que possuímos está-nos sempre escondido; e de todos os tesouros é o seu próprio que todos desenterram em último lugar. Assim o quis o espírito de Gravidade.&lt;br /&gt;É quase desde o berço que nos dotam com palavras pesadas, com valores pesados chamados «bem» e «mal», porque tal é o nome deste património. Pelo preço desses valores, desculpam-nos o facto de viver.&lt;br /&gt;E se os homens deixam vir a si as criancinhas, é para as impedir a tempo que se amem a si próprias; tal é a obra do espírito de Gravidade.&lt;br /&gt;Quanto a nós, arrastamos conscienciosamente aquilo com que nos carregaram, nos nossos duros ombros, para além de rudes montanhas. E quando estamos encharcados em suor, dizem-nos: "Sim, a vida é difícil de levar!"&lt;br /&gt;Mas é apenas o homem que tem dificuldade em levar-se a si próprio. Porque arrasta às costas demasiadas coisas que lhe são estranhas. Como o camelo, ajoelha-se para se deixar carregar bem.&lt;br /&gt;Sobretudo o homem vigoroso, resistente, cheio de respeito; carrega às costas muitas palavras pesadas, pesados valores que lhe são &lt;/em&gt;estranhos&lt;em&gt; - e a vida parece-lhe então um deserto.&lt;br /&gt;E na verdade, os nossos próprios bens são muitas vezes já difíceis de levar. E o homem, dentro de si, é apenas muito parecido com a ostra - repugnante, viscosa e difícil de apanhar,&lt;br /&gt;- de tal forma que precisa de uma bela concha decorada com belos desenhos para falar a seu favor. Mas mesmo esta arte deve ser aprendida, quero dizer a arte de se transformar numa concha, com bela aparência e uma sábia cegueira!&lt;br /&gt;E ainda por cima o que muitas vezes engana, é ser esta concha frequentemente humilde e triste e ter em excesso o aspecto de uma concha. Ninguém adivinha a profusão de bondade e de força que ela dissimula; os manjares mais delicados não encontram amadores!&lt;br /&gt;Sabem-no as mulheres, pelo menos as mais sofisticadas: uma suspeita de gordura a mais ou a menos, oh! quanta fatalidade se liga a coisa tão pouca!&lt;br /&gt;O homem é mais difícil de descobrir, sobretudo quando se trata de se descobrir a ele mesmo. Muitas vezes o espírito mente a respeito da alma. Eis a obra do espírito de Gravidade.&lt;br /&gt;Mas aquele que soube descobrir-se a si mesmo proclama:"Este é o meu bem, este é o meu mal." Com isso tapou a boca à toupeira, ao anão que diz: "Bem para&lt;/em&gt; todos&lt;em&gt;, mal para&lt;/em&gt; todos&lt;em&gt;."&lt;br /&gt;Na verdade, também não me agradam aqueles que declaram que todas as coisas são boas e que este mundo é o melhor dos mundos. Digo que têm a satisfação fácil.&lt;br /&gt;A satisfação fácil, que se acomoda com qualquer coisa, não é o melhor dos gostos! Louvo as línguas e os estômagos recalcitrantes e difíceis que sabem dizer «Eu» e «Sim» e «Não».&lt;br /&gt;Mastigar e digerir tudo, porém - é bom para os porcos, na verdade. Berrar a torto e a direito sim e &lt;/em&gt;ámen&lt;em&gt;, é o que aprendem os burros e aqueles que se parecem com eles!&lt;br /&gt;Um amarelo-torrado, um vermelho-ardente - eis o meu gosto, que mistura sangue com todas as cores. Mas aquele que caia a casa de branco revela-se uma alma caiada de branco.&lt;br /&gt;Uns estão apaixonados por múmias, outros por fantasmas, todos igualmente inimigos da carne e do sangue: oh! como me repugnam todos! Porque gosto de sangue.&lt;br /&gt;E recuso-me a morar ou a demorar-me em lugares onde todos cospem e vomitam à vontade; tal é o meu gosto. Preferiria muito mais viver no meio dos ladrões e dos perjuros. Ninguém traz o seu ouro na boca.&lt;br /&gt;Mas ainda me repugnam mais os lambedores de escarros, e ao animal humano mais repugnante que conheço, chamei-lhe parasita, pois não quer amar, mas viver do amor que têm por ele.&lt;br /&gt;Desgraçados, na minha opinião, são todos aqueles que só podem escolher entre duas coisas: ou tornarem-se animais ferozes ou ferozes domadores. Não construirei entre eles a minha tenda.&lt;br /&gt;Desgraçados são também aqueles cujo destino é &lt;/em&gt;esperar&lt;em&gt;; repugnam-me todos esses guardas-fiscais, tendeiros, reis e outros mandriões ou monos.&lt;br /&gt;Na verdade, também eu aprendi a esperar, mas a esperar-me&lt;/em&gt; a mim mesmo&lt;em&gt;. E sobretudo aprendi a estar de pé, a andar, a correr, a saltar, a trepar, a dançar.&lt;br /&gt;Porque tal é a minha doutrina; se quisermos aprender um dia voar, é &lt;/em&gt;preciso&lt;em&gt; começar por aprender a estar de pé, a caminhar, a correr, a saltar, a trepar, a dançar. - Para aprender a voar não basta um único golpe de asa!&lt;br /&gt;Aprendi a escalar mais de uma janela com as escadas de corda; subi a mastros elevados com pernas ágeis; escarranchado nos elevados mastros do Conhecimento, experimentei uma felicidade muito apreciável,&lt;br /&gt;- as chamas errantes que se acendem no alto dos mastros não passam de um pequeno clarão, mas que grande consolo para todos os navegadores encalhados ou naufragados!&lt;br /&gt;Tomei por muitos caminhos e servi-me de muitos meios para chegar à minha verdade; servi-me de mais &lt;/em&gt;uma&lt;em&gt; escada para chegar à altura de onde o meu olhar percorre os longínquos espaços.&lt;br /&gt;E foi sempre contrariado que perguntei o meu caminho, sempre isso me repugnou! Prefiro interrogar os próprios caminhos e experimentá-los.&lt;br /&gt;Experimentar e interrogar é a minha maneira de avançar, e na verdade é também necessário &lt;/em&gt;aprender &lt;em&gt;a responder a semelhantes perguntas. É esse o meu gosto,&lt;br /&gt;- esse gosto não é bom nem mau, é o meu gosto; não tenho vergonha dele e dele não faço mistério.&lt;br /&gt;"Eis o &lt;/em&gt;meu&lt;em&gt; caminho; e vós, onde está o vosso?" É o que respondo aos que me perguntam o «caminho». O &lt;/em&gt;caminho&lt;em&gt;, com efeito, não existe!&lt;br /&gt;Assim falava Zaratustra.&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Nietzsche&lt;/span&gt;,&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt; Assim Falava Zaratustra&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110933345561853597?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110933345561853597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110933345561853597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110933345561853597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110933345561853597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/aquele-que-um-dia-ensinar-os-homens.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110926533459659525</id><published>2005-02-24T17:15:00.000Z</published><updated>2005-02-24T17:18:11.843Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/Nie%20-%20esprito%201.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/Nie%20-%20esprito%201.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A minha linguagem - é a do povo: linguagem muito forte e muito franca para os delicados. E a minha palavra parece ainda mais insólita aos escritorzecos e aos rabiscadores de todas as qualidades.&lt;br /&gt;A minha mão - é a mão de um louco. Pobres de todas as mesas, de todas as paredes, de quanto oferece ainda um campo livre para loucos arabescos, para rabiscos de louco!&lt;br /&gt;O meu pé - é casco de cavalo. Trota e galopa a despeito de todos os obstáculos, para cima e para baixo pelos campos, e as suas correrias rápidas dão-me um prazer diabólico.&lt;br /&gt;O meu estômago - não será antes um estômago de águia? O que ele prefere é carne de cordeiro. Mas é certamente um estômago de ave.&lt;br /&gt;Sustentado com uma carne inocente, satisfeito com pouco, sempre pronto para o voo, impaciente por voar, elevar-me, eis como sou. Como não havia de ter alguma coisa de ave?&lt;br /&gt;E é sobretudo por odiar o espírito de Gravidade que tenho alguma coisa da ave; na verdade, sou seu inimigo mortal, abonado, jurado! Para onde, então, não voou já o meu ódio, desencaminhado?&lt;br /&gt;A este respeito poderia fazer uma canção - e cantá-la-ia, se bem que, sozinho numa sala vazia, só possa cantar para os meus próprios ouvidos.&lt;br /&gt;Outros cantores precisam de uma sala cheia para sentir a garganta harmoniosa, a mão eloquente, o coração alerta, o olhar expressivo - mas não me pareço com eles. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Nietzsche&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;Assim Falava Zaratustra&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110926533459659525?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110926533459659525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110926533459659525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110926533459659525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110926533459659525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/minha-linguagem-do-povo-linguagem.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110923657816176926</id><published>2005-02-24T09:16:00.000Z</published><updated>2005-02-24T09:19:18.610Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/ernst-max-komposition%20-%20FINAL.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/ernst-max-komposition%20-%20FINAL.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="hthttp://www.geocities.com/SoHo/Museum/2042/inicio/ernst.htmtp://"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Biografia/Obras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110923657816176926?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110923657816176926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110923657816176926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110923657816176926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110923657816176926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/biografiaobras.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110917580936791244</id><published>2005-02-23T16:23:00.000Z</published><updated>2005-02-23T16:31:55.333Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/Prosa%20Insana%20-%209.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/Prosa%20Insana%20-%209.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ai bela toca!, estamos definitivamente a ser invadidos por aquele grande monstro escavador que galopa em direcção ao nosso refúgio, com ganas de querer destruir a nossa verde floresta, outrora vasta, agora reduzida a este quadrado que nem dos céus os satélites marcam. É ver o monstro em marcha, escavando progresso, para erguer a sua grande obra de condomínios onde os senhores se fecharão da ladroagem crescente em tempo de tamanha crise. São eles, os meliantes, ratos escavadores na vida que se entregaram ou caíram nas malhas da desigualdade social, essa gorda aranha cuja teia precariamente se explica, e que, uma vez tecida, é vê-la em expansão, agarrando os desamparados que tombaram por conta própria ou aqueles que foram atirados por terceiros, e que, depois de presos na teia viscosa, são finalmente largados nas ruas, que, sendo de amargura, os olhos de muitos humedece, mas só quando, de passagem, dão de caras com a indigência exposta, enrolada na maltrapilha pobreza. Quando isso acontece, quando observam a desgraça alheia, trauteiam um choroso rosário de falinhas carinhosas, embargadas pela solenidade: &lt;em&gt;ai coitadinhos, ai coitadinhos. Coitadinhos dos que nada possuem, que tanto frio passam sem estômago aconchegadinho&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Mas a vida é assim&lt;/em&gt;, rezam baixinho; e se assim é, que cada um siga o seu caminho, às vezes com interrogações: &lt;em&gt;que lhes terá acontecido? E Deus nos livre da vida nos pintar semelhante quadro&lt;/em&gt;. Ora para estes que na rua dormem, bela toca, não há condomínios. Para eles, não há floresta que abaixo se deite, porque, no final de certas contas incertas, precisa o globo de espaços verdes, bonitos e oxigenados, para meio mundo ainda viver mais uns séculos sem necessitar de "aprender a respirar". E onde pode estar o paralelo que nem sequer se tentou fazer? Mais dia, menos dia, também tu, ó toca, vens abaixo, e fico eu sem o teu protector tecto terreal. Já vês: rua comigo. E aí, só não serei um coitadinho porque já sou bicho desgraçado, perseguido pela repulsa humana, que, de todos os ratos, só gostam dos amestrados, dos engaiolados, dos em desenho animados; ou então daqueles que nas mãos humanas são manipulados, injectando-lhes cancros, amputando-lhes membros, para que a ciência evolua, até ela transformar o bravo homem em "animal eterno". E assim, como não pertenço a nenhuma dessas &lt;em&gt;classes&lt;/em&gt;, indigência com ele. Comigo, que sempre fui rato do campo e que do campo talvez tenha de fugir, para procurar morada num esgoto em cidade imunda. Depois admiram-se das grandes epidemias, bela toca. Então não somos nós obrigados a chafurdar na imundície deles? Como, como não ficarmos furiosos, com vis apetites de lhes filar as carnes? Mas devo de estar a ver mal as coisas. Há neste sangue qualquer coisa de rato-cego. Porque &lt;em&gt;a vida é assim&lt;/em&gt;, reza-se por aí. Há para uns; escasseia para outros. &lt;em&gt;A vida é assim&lt;/em&gt;, esse grande hino da resignação, do bom acomodamento, do &lt;em&gt;o-mundo-é-o-meu-umbigo&lt;/em&gt;, que já teve cordão, mas que agora anda à solta, livre, governando(-me). Que viva o meu umbigo em limpeza e que cada um trate do seu. Assim é a vida. Cada vez mais longe, do próximo. Será mesmo assim, ó toca? Ou estou eu delirando perante o monstro que se agiganta na sua destruição até este tugúrio? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110917580936791244?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110917580936791244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110917580936791244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110917580936791244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110917580936791244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/ai-bela-toca-estamos-definitivamente.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110915422056805594</id><published>2005-02-23T10:23:00.000Z</published><updated>2005-02-23T10:40:18.143Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/jean%20jackes.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/jean%20jackes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.wabash.edu/Rousseau/"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;Rousseau&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110915422056805594?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110915422056805594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110915422056805594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110915422056805594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110915422056805594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/blog-post_23.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110909158560174011</id><published>2005-02-22T16:59:00.000Z</published><updated>2005-02-22T17:07:36.596Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/garouste-gerard-composition%201.psd.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/garouste-gerard-composition%201.psd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.artnet.com"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;www.artnet.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110909158560174011?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110909158560174011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110909158560174011' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110909158560174011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110909158560174011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/blog-post_22.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8030990.post-110899538853514473</id><published>2005-02-21T14:16:00.000Z</published><updated>2005-02-21T15:40:25.993Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/1024/Prosa%20Insana%20-%20fundo%20Final%20-%20Mais%20curto%20-%20Prosa%208.psd.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/290/2595/400/Prosa%20Insana%20-%20fundo%20Final%20-%20Mais%20curto%20-%20Prosa%208.psd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Cansado como nunca entrou o rato em sono profundo com o badalar das seis horas da tarde daquele luminoso Domingo. Caído no sono, sonhou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Uma enorme mão esquerda vinda dos céus caiu com estrondo no oceano que lambe todo o país do rato. Do embate criou-se uma avassaladora onda da cor da rosa que inundou quase todo o território. Foi a aflição para alguns. Foi a salvação para outros, essa grande maioria. Entre os destroços criados pela devastação viu o rato em sonho uma lapa agarrada a uma laranja amarga e murcha, perfurada por uma seta, flutuando, perdida e solitária, sem rumo, levada ao deus-dará no meio da enxurrada. Também viu um bom homem que o sonho identificou como cristão, com duas mãos erguidas aos céus. Dez dedos tentando contactar&lt;/em&gt; a figura &lt;em&gt;de Deus e que perguntava: "Dizei-me, é hoje? Sempre Te pedi luz para me indicares o dia da despedida. É hoje que devo despedir-me desta vida?" Sem resposta que se ouvisse, foi levado, com a graça de Deus. E viu mais. Viu gente que em si não se continha, tal era o contentamento perante a onda. Viu uma senhora pequenina que do alto falou, dizendo que era dia de "virança". (Virança, menina?) Viu muitas chamas vermelhas inflamadas pela vitória. Ouviu alguns gritos em italiano, pedindo para que todos agarrassem a "mano sinistra", a apertassem com força e que seguissem o caminho da mudança. Foi então que um gordo sapo apareceu e gritou: Sabeis, meus amigos, que as rosas têm espinhos? Ainda só vedes a rosa em botão. Esperai para a ver desabrochar. Deixai que os espinhos brotem, e então aí observai se são os espinhos bons ou, pelo contrário, contêm o veneno que o vosso contentamento primeiro não vos deixa ver. Mas depressa o sapo foi engolido pela multidão e desprezado pelo batalhão de jornalistas e fotógrafos que, de objectivas em riste, seguiram um sorriso de vitória tatuado na cara de um homem que, furando o alvoroço, se dirigiu para o Rato. E de lá, para o Largo falou aquilo que a inteligência nunca se cansou de repetir: somos absolutos! Confiança! Optimismo! E a multidão aplaudia para o sorriso e dizia: agora é que vai ser! Com esta onda afastamos a trapalhada, lavamos a cara deste país. Vamos ser... &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Aqui o rato acordou. Ainda estremunhado viu que a lua ia alta. Na madrugada, as estrelas eram as mesmas e brilhavam com a intensidade costumeira. Olhou para o oceano e viu-o calmo, com as ondas a suspirarem na mesma cadência, e sussurrou: O mundo (ainda) está igual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8030990-110899538853514473?l=aquiharato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aquiharato.blogspot.com/feeds/110899538853514473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8030990&amp;postID=110899538853514473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110899538853514473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8030990/posts/default/110899538853514473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aquiharato.blogspot.com/2005/02/cansado-como-nunca-entrou-o-rato-em.html' title=''/><author><name>r</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03468701201980085187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
