18.5.05

Até Tremo...

No Diário de Notícias:
Embora não seja muito correcto, deixem-me que vos diga: pela resumida descrição, esta audaciosa adaptação cheira-me a esturro. E também me cheira a odores mais... azedos. E até a algo mais funesto – assassinato, amplamente justificado, depois de "cheirar a esturro", que é como diz o dicionário: "estar uma pessoa prestes a exaltar-se; antever problemas". Mas, enfim, nada de falar sem ver, nada de primeiras impressões, de especulações. Fica a nota. Em Junho, dia 13 (que número!), aquando da estreia prevista para esta arrojada produção ao nacional, logo se testemunhará (mas com olhos de ver) o que, e sobretudo como, se adaptou a obra do grande Eça de Queiroz. Para já, para já, não me sai da cabeça esta pergunta: A existir, como vai ser um padre Natário; ou um cónego Dias; ou mesmo um João Eduardo, ele que não poderá deixar de aparecer nesta adaptação?
(pensamento: Quimbé? Quem é Quimbé? Desse não me lembro! A minha memória não é lá muito boa, enfim, mas quase que jurava que esta personagem não... Não, devo estar enganado... Hei-de ver se... Quimbé? Quimbé...)